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	<title>Página 13</title>
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	<description>Site da Articulação de Esquerda, tendência interna do PT</description>
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		<title>Discurso histórico. Lula e o preconceito dos vira-latas</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 12:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[	Por que o Bill Clinton não fala português ?
	Extraído do Tijolaço, de Brizola Neto:
Assistam ao vídeo e tentem segurar a emoção:





Desculpem a demora em postar, mas precisava acabar de editar um trecho do discurso feito por Lula ontem (24/08/2010) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Creio que o trecho que selecionei é um dos grandes momentos da história das lutas sociais do povo brasileiro. Curiosamente, foi pronunciado no dia de aniversário da morte de Vargas, o primeiro governante brasileiro que passou a considerar o povo brasileiro personagem de nossa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<h3>Por que o Bill Clinton não fala português ?</h3>
	<p><strong>Extraído do Tijolaço, de Brizola Neto:</strong><br />
Assistam ao vídeo e tentem segurar a emoção:<span id="more-3926"></span><br />
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Desculpem a demora em postar, mas precisava acabar de editar um trecho do discurso feito por Lula ontem (24/08/2010) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Creio que o trecho que selecionei é um dos grandes momentos da história das lutas sociais do povo brasileiro. Curiosamente, foi pronunciado no dia de aniversário da morte de Vargas, o primeiro governante brasileiro que passou a considerar o povo brasileiro personagem de nossa História. O discurso de Lula mostra que, 56 anos depois, o povo brasileiro está às portas de ser, definitiva e irrevogavelmente, protagonista da História brasileira.</p>
	<p>Assista o vídeo e divulgue. É uma lição para todos nós, uma fogueira em nossos corações, um desempenar de nossas colunas vertebrais. Um levantar de rosto, confiante, seguro, daqueles que portam uma certeza invencível, uma convicção invulnerável, uma esperança que não se apagará.</p>
	<p>Viva o povo brasileiro!
</p>
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		<title>Derrotado, Serra parte para o golpe</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Retratos da Direita]]></category>

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		<description><![CDATA[	Corvos pregam golpe &#8211; como sempre
	Por Emir Sader
	A direita sempre foi derrotada por Getúlio. Em 1930, pelo movimento popular que deu inicio ao Brasil moderno. Em 1945, o candidato de Getúlio derrotou o brigadeiro Eduardo Gomes, o próprio Getúlio o derrotou em 1950 e JK, com o mesmo bloco de forças de Getúlio, depois da sua morte, derrotou o general Juarez Távora.
	Significativamente a direita sempre apelou para militares. Era o seu espaço de oposição – o Clube Militar, os quartéis. E sempre perdeu. Ia perder de novo em 1960, de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/07/cavalga-serra-e-o-pig.png"><strong><img class="alignleft size-full wp-image-3194" title="cavalga serra e o pig" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/07/cavalga-serra-e-o-pig.png" alt="" width="120" height="161" /></strong></a><em>Corvos pregam golpe &#8211; como sempre</em></p>
	<p><strong>Por Emir Sader</strong></p>
	<p>A direita sempre foi derrotada por Getúlio. Em 1930, pelo movimento popular que deu inicio ao Brasil moderno. Em 1945, o candidato de Getúlio derrotou o brigadeiro Eduardo Gomes, o próprio Getúlio o derrotou em 1950 e JK, com o mesmo bloco de forças de Getúlio, depois da sua morte, derrotou o general Juarez Távora.<span id="more-3923"></span></p>
	<p>Significativamente a direita sempre apelou para militares. Era o seu espaço de oposição – o Clube Militar, os quartéis. E sempre perdeu. Ia perder de novo em 1960, de novo com um militar de origem, Juracy Magalhães – que foi o primeiro ministro de relações exteriores da ditadura, autor da frase “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, avô de dirigente tucano baiano -, mas apelou para um aventureiro, de fora dos seus quadros – Jânio. Ganhou, com o símbolo da vassoura e o lema do “Tostão contra o milhão”, mas não levou , como se sabe.</p>
	<p>Sempre que perdeu, a direita – que tinha no corvo-mor, Carlos Lacerda, seu principal expoente – apela para conclamar os militares para o golpe. A famosa afirmação de Lacerda: “Juscelino não pode ser candidato. Se for, não pode ganhar. Se ganhar, não pode tomar posse. Se tomar posse, deve ser derrubado.”, expressa, em estado puro o golpismo da direita dos corvos.</p>
	<p>Hoje os militares não se prestam para isso e os corvos contemporâneos apelam para o Judiciário, na busca desesperada de impugnar a candidatura vitoriosa da Dilma. E a Marina se soma a esse coro. (Ninguém mais que se julgue de esquerda, progressista, democrático, pode continuar a apoiar a Marina, quando ela se revela abertamente de direita, golpista.)</p>
	<p>Nada de surpreendente. Uma direita dirigida por jornais corvos só poderia desembocar no golpismo. Tentar ganhar no tapetão ou tentar desqualificar o processo eleitoral – ultimo apelo da tucanalhada. Perderão como perderam sempre contra o Getúlio, contra o JK e contra o Lula. Fim melancólico de um partido que se pretendia social democrata, implantou o neoliberalismo no Brasil e terminou como corvo golpista.</p>
	<h3>Direita parte para o golpe, resistir é preciso</h3>
	<p><em> Senha para o golpe</em></p>
	<p> <strong>Por Crônicas do Motta</strong></p>
	<p>As últimas declarações dos próceres tucanos sobre esse caso da quebra de sigilo de dados guardados na Receita Federal vão além da guerra eleitoral: são uma senha para um golpe com o objetivo de impedir a eleição de Dilma Rousseff como legítima sucessora do presidente Lula.</p>
	<p>Ao acusar o PT e sua candidata de todos os crimes possíveis, sem nenhuma prova, atropelando e desprezando o processo administrativo e criminal que apura o ocorrido, ao tentar criar um clima de instabilidade no país, ao ofender uma instituição séria e republicana como a Secretaria da Receita Federal, os líderes tucanos e seus satélites agem como os mais baixos e torpes golpistas.</p>
	<p>Para concretizar o golpe contam com a ajuda de grande parte da imprensa, que sabota o governo Lula desde o seu início; com a simpatia de setores do Judiciário; com a conivência de militares imersos na ideologia anticomunista dos tempos da Guerra Fria; com a cumplicidade de membros da tal &#8220;comunidade de inteligência&#8221;; com a colaboração de psicopatas os mais variados.</p>
	<p>Os números frios das pesquisas eleitorais que chegam ao público ou apenas são informados aos comandos das campanhas, amplamente favoráveis a Dilma Rousseff, devem ter feito a oposição decidir disparar a tal &#8220;bala de prata&#8221; que guardava para uma emergência dessas não contra a candidatura governista, mas sim contra a própria democracia.<br />
São pessoas sem escrúpulos, delas tudo pode se esperar.</p>
	<h3>Os golpistas não passarão!</h3>
	<p><em>Contra o golpe, povo nas ruas!</em><br />
<em>AbundaCanalha</em></p>
	<p><em></em><br />
A banda podre das elites brasileiras quer aplicar um golpe na democracia, mais uma vez!</p>
	<p>A mídia é cúmplice, tal qual no passado ajudou a derrubar Getúlio e implantar uma ditadura militar em 1964.</p>
	<p>José Serra é um desqualificado candidato com passado manchado de episódios escusos na política. Com a mesma mídia e equipe de espionagem forjou um flagrante contra a candidata Roseana, no Caso Lunus.</p>
	<p>Na semana passada Serra pregou o golpe no Clube Militar. Disse que as motivações de 1964 eram pequenas frente ao que existe agora. Mente! Quer ajuda para o golpe!</p>
	<p>É hora de reagir. Esta banda podre quer acabar com todas as medidas recentes do governo Lula de bem estar social. Querem a volta da colônia, do pelourinho.</p>
	<p>Não ao golpe!</p>
	<p>Vamos às ruas!
</p>
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		<title>O papel do PT</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 10:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dilma presidente]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[	
Por Wladimir Pomar  
 
É evidente que não são apenas candidatos do PT que, movidos pela euforia da provável vitória da sua candidata à presidência, esquecem de falar dela e se voltam apenas para a promoção de sua própria candidatura. Candidatos de outros partidos coligados também o fazem, embora haja aqueles que fazem questão de associar-se ao nome e à figura da candidata do PT. 
 
Mas o PT talvez não possa dar-se ao luxo de permitir que seja seguido pelo exemplo negativo. Se tal postura se disseminar, como já afirmamos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><div id="attachment_1187" class="wp-caption alignleft" style="width: 151px"><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/03/Wladimir-Pomar.jpg"><img class="size-full wp-image-1187" title="Wladimir Pomar" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/03/Wladimir-Pomar.jpg" alt="" width="141" height="157" /></a><p class="wp-caption-text">Wladimir Pomar</p></div></p>
	<p><strong>Por Wladimir Pomar  </strong><br />
 <br />
É evidente que não são apenas candidatos do PT que, movidos pela euforia da provável vitória da sua candidata à presidência, esquecem de falar dela e se voltam apenas para a promoção de sua própria candidatura. Candidatos de outros partidos coligados também o fazem, embora haja aqueles que fazem questão de associar-se ao nome e à figura da candidata do PT. <span id="more-3922"></span><br />
 <br />
Mas o PT talvez não possa dar-se ao luxo de permitir que seja seguido pelo exemplo negativo. Se tal postura se disseminar, como já afirmamos em outros comentários, as conseqüências podem ser desastrosas, apesar da crise em que se encontra a candidatura Serra. O problema desse partido consiste em que a grande mídia ainda não desistiu de derrotá-lo, nem à sua candidata. A grande imprensa possui um arsenal, impossível de subestimar, e pode aproveitar-se de qualquer descompasso de candidatos petistas na promoção, ou falta de promoção, da candidata do PT à presidência.<br />
 <br />
A grande mídia, ou o quarto poder da República, por um lado, continua tentando criar um fato político de repercussão, que reviva trapalhadas do tipo &#8220;aloprados&#8221;, e freie a tendência de crescimento da candidata petista. O suposto vazamento, pela Receita Federal, de dados sigilosos de pessoas ligadas a Serra está dentro dessa busca desesperada para reverter a tendência principal da disputa.<br />
 <br />
Por outro lado, esse quarto poder continua operando para forçar um segundo turno, abrindo ainda mais espaço para Marina e demais candidatos da oposição de esquerda, que divulgam a idéia de que Dilma e o PT estão a serviço do grande capital. Em linha paralela e contrária a esta, regurgita a idéia, ainda presente em alguns poucos setores do próprio PT, de que a grande aliança histórica desse partido deveria ser com o PSDB. Com isso, procura desqualificar a aliança com o PMDB e criar uma cunha na coligação.<br />
 <br />
Ou seja, a grande mídia opera por todos os flancos no sentido de introduzir dúvidas e reduzir o ímpeto da campanha presidencial do PT. Ela parece ter claro que a atual disputa presidencial pode ser o acerto final de contas com a herança nefasta de FHC. O que parece não estar suficientemente evidente para segmentos consideráveis do próprio PT, nem para alguns de seus aliados e adversários.<br />
 <br />
Este é um dos motivos pelos quais a campanha presidencial do PT apresenta limites que não pode transpor, sob pena de perder apoios no processo eleitoral. O que impõe à campanha uma certa posição defensiva em questões polêmicas e discrepantes na coligação. Por outro parte, para a maior parte da população brasileira, para aquela massa que vivia enjeitada e abandonada, e para a qual as políticas implementadas pelo governo Lula passaram a representar uma esperança de mudança real, a possível vitória da candidatura Dilma apresenta uma expectativa que vai além da simples continuidade do governo Lula.<br />
 <br />
Essa maioria da população e do eleitorado quer um governo que chegue ainda mais perto de suas esperanças e expectativas. Não é por acaso que Serra, mesmo não tendo legitimidade para isso, tenha se esforçado para convencer de que faria muito mais. Como não é por acaso que o próprio Lula tem declarado que uma das tarefas que está se impondo, após passar o governo, será batalhar pela reforma política.<br />
 <br />
Essa situação também impõe à candidatura Dilma uma posição ofensiva em questões que dizem respeito ao futuro das grandes massas populares, do país e da própria América do Sul, sob pena de também perder apoios se não tiver posição definida a respeito delas. Nessas condições, se a candidatura Dilma não exercer uma combinação adequada entre seus limites, no âmbito da coligação política, e suas necessidades, no âmbito das demandas democráticas e populares, ela poderá ter dificuldade em responder adequadamente ao fogo adversário e continuar ampliando seu potencial de votos.<br />
 <br />
O desgaste da candidatura Serra, tanto pelas promessas populistas de fazer tudo em toda parte, quanto pelo reacionarismo demonstrado numa série de temas econômicos, sociais e mesmo de diplomacia externa, é evidente. Mas seria ilusão supor que, apesar disso, a grande mídia vai abandonar os temas polêmicos e evitar colocá-los em debate. Talvez ocorra justamente o oposto. Isto é, quanto mais a candidatura Serra afundar, mais ferrenha e violenta pode se tornar a campanha do quarto poder.<br />
 <br />
Este teste, aparentemente, será um teste da candidata e da sua coordenação coligada. Na verdade, porém, será principalmente um teste que colocará em pauta o papel do PT e de sua direção como principal partido na disputa. Se ele não entender isso, poderá sair enfraquecido, mesmo que Dilma vença no primeiro turno. A política, como a vida, se move à base de contradições. E há indícios de que essa é uma das presentes na atual campanha eleitoral.<br />
 <br />
Wladimir Pomar é escritor e analista político.</p>
	<p></strong>
</p>
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		<title>PT repudia &#8216;tapetão&#8217; de Serra e anuncia novas ações judiciais contra tucano</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 10:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dilma presidente]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Retratos da Direita]]></category>

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		<description><![CDATA[	
	Do sítio do PT Nacional
	A direção nacional do PT anunciou  novas ações judiciais contra o candidato tucano José Serra, em resposta às acusações feitas ao partido e à campanha de Dilma Rousseff com relação aos episódios de quebra de sigilo na Receita Federal.
	
	Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (2), o secretário-geral José Eduardo Cardozo afirmou que o PT repudia com veemência a tentativa de Serra e do PSDB de &#8220;imputar ao PT a responsabilidade sobre a quebra de sigilo de quem quer que seja&#8221;.
	Cardozo acusou o tucano de tentar reverter o atual quadro eleitoral favorável ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/02/Estrela-PT-com-moldura.png"><img class="alignleft size-full wp-image-571" title="Estrela PT com moldura" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/02/Estrela-PT-com-moldura.png" alt="" width="120" height="150" /></a></p>
	<p><strong>Do sítio do PT Nacional</strong></p>
	<p>A direção nacional do PT anunciou  novas ações judiciais contra o candidato tucano José Serra, em resposta às acusações feitas ao partido e à campanha de Dilma Rousseff com relação aos episódios de quebra de sigilo na Receita Federal.</p>
	<p><span id="more-3921"></span></p>
	<p>Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (2), o secretário-geral José Eduardo Cardozo afirmou que o PT repudia com veemência a tentativa de Serra e do PSDB de &#8220;imputar ao PT a responsabilidade sobre a quebra de sigilo de quem quer que seja&#8221;.</p>
	<p>Cardozo acusou o tucano de tentar reverter o atual quadro eleitoral favorável à candidata petista e de querer &#8220;ganhar a eleição no tapetão&#8221;, quando a disputa deveria ocorrer no campo do debate de idéias.</p>
	<p>O secretário anunciou as três novas medidas judiciais que serão tomadas de imediato  pelo PT: A primeira será uma representação criminal contra Serra no Tribunal Superior Eleitoral  baseada no art. 323 do Código Eleitoral, que tipifica como crime a imputação de ação criminosa a quem, sabidamente, não a cometeu. O partido também moverá contra o tucano mais uma ação criminal por calúnia, difamação e injúria que será impetrada no Ministério Público Federal. A outra representação criminal será movida contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, na Procuradoria Geral da República, pelo conjunto de declarações e acusações que ele fez ao PT e à campanha de Dilma Rousseff.</p>
	<p><a href="http://www.pt.org.br/portalpt/tvpt/video-543-6526">Assista a entrevista coletiva de José Eduardo Cardozo. Parte 1</a></p>
	<p><a href="http://www.pt.org.br/portalpt/tvpt/video-543-6526">Entrevista coletiva. Parte 2</a></p>
	<p><a href="http://www.pt.org.br/portalpt/tvpt/video-543-6525">Entrevista coletiva. Parte 3</a>
</p>
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		<title>Seminário: Vinte anos sem o Cavaleiro da Esperança</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 10:45:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Saudades]]></category>

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Da Coordenadoria de Comunicação da UFRJ

	De 13 a 21 de setembro, a UFRJ abriga o “Seminário e Exposição Prestes – 20 anos sem o Cavaleiro da Esperança”, em homenagem a Luis Carlos Prestes no ano em que se completa duas décadas da morte do revolucionário líder comunista.    
	A abertura do evento será no auditório Manoel Maurício no campus da Praia Vermelha e contará com a presença do reitor Aloísio Teixeira, da professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Anita Leocádia Prestes, e do decano do CFCH, Marcelo Macedo Corrêa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><div id="attachment_3920" class="wp-caption alignleft" style="width: 276px"><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/09/luis-carlos-prestes.jpg"><img class="size-medium wp-image-3920" title="luis-carlos-prestes" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/09/luis-carlos-prestes-266x300.jpg" alt="" width="266" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Luiz Carlos Prestes</p></div></p>
	<p><strong>Da Coordenadoria de Comunicação da UFRJ<br />
</strong></p>
	<p><span style="font-size: x-small;">De 13 a 21 de setembro, a UFRJ abriga o “Seminário e Exposição Prestes – 20 anos sem o Cavaleiro da Esperança”, em homenagem a Luis Carlos Prestes no ano em que se completa duas décadas da morte do revolucionário líder comunista.   </span> </p>
	<p><span style="font-size: x-small;">A abertura do evento será no auditório Manoel Maurício no campus da Praia Vermelha e contará com a presença do reitor Aloísio Teixeira, da professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Anita Leocádia Prestes, e do decano do CFCH, Marcelo Macedo Corrêa e Castro, na conferência “Luis Carlos Prestes: 70 anos de história do Brasil”. </span> </p>
	<p><span style="font-size: x-small;">No Fórum de Ciência e Cultura (FCC/UFRJ) acontece o lançamento do livro “Os comunistas brasileiros (1945-1956/58): Luiz Carlos Prestes e a política do PCB” escrito pela professora Anita, que é filha de Prestes com Olga Benário. Depois será aberta a exposição “20 anos sem o Cavaleiro da Esperança”, onde fica até o dia 17 de setembro. Para fechar o dia, o cantor e compositor Monarco, da Portela, realiza um show no Teatro de Arena. </span> </p>
	<p><span style="font-size: x-small;">No dia seguinte acontece o debate “20 anos sem o Cavaleiro da Esperança” com José Paulo Netto, Lincoln de Abreu Penna e José Jonas Duarte da Costa. Mais tarde o Espetáculo Limites do Impossível, da Cia Ensaio Aberto, se apresenta no mesmo local.</span> </p>
	<p><span style="font-size: x-small;">A partir do dia 20 de setembro o evento será transferido para a Reitoria na Cidade Universitária. A mesa de debate “O legado de Luis Carlos Prestes para a política nacional” terá o reitor, a professora Anita Leocádia Prestes e Sérgio Soares Braga como convidados e acontece no Auditório G2 na Faculdade de Letras (FL/UFRJ). Logo após a exposição será reinaugurada, dessa vez no Hall da Reitoria, onde permanece até o dia 24 de setembro, seguido de mais um show de Monarco.</span> </p>
	<p><strong> </strong></p>
	<p><strong>A seguir texto da professora Anita Prestes sobre Luiz Carlos Prestes</strong></p>
	<p>Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, faleceu em 7 de março de 1990, aos 92 anos de idade. Desde muito jovem, Prestes revelou indignação com as injustiças sociais e a miséria de nosso povo, mostrando-se preocupado com a busca de soluções efetivas para a situação deplorável em que se encontrava a população brasileira, principalmente os trabalhadores do campo, com os quais tivera contato durante a Marcha da Coluna (1924-27), que ficaria conhecida como a Coluna Prestes. Muito antes de tornar-se comunista, Prestes já era um revolucionário. Sua adesão aos ideais comunistas e ao movimento comunista apenas veio comprovar e confirmar sua vocação revolucionária, seu compromisso definitivo com a luta pela emancipação econômica, social e política do povo brasileiro. Como revolucionário, Prestes foi um patriota &#8211; um homem que dedicou toda sua vida à luta por um Brasil melhor, por um Brasil onde não mais existissem a fome, a miséria, o analfabetismo, as doenças, a terrível mortalidade infantil e as demais chagas que sabidamente continuam ainda hoje a infelicitar nosso país.</p>
	<p>A descoberta da teoria marxista e a consequente adesão</p>
	<p>ao comunismo representaram, para Prestes, o encontro com uma perspectiva, que lhe pareceu factível, de realização dos anseios revolucionários por ele até então alimentados, principalmente durante a Marcha da Coluna. A luta à qual resolvera dedicar sua vida encontrava, dessa forma, um embasamento teórico e um instrumento para ser levada adiante &#8211; o Partido Comunista. O Cavaleiro da Esperança, uma vez convencido da justeza dos novos ideais que abraçara, tornava-se também um comunista convicto e disposto a enfrentar toda sorte de sacrifícios na luta pelos objetivos traçados.</p>
	<p>No processo de aproximação ao PCB, Prestes rompeu de público com seus antigos companheiros &#8211; os jovens militares rebeldes conhecidos como os “tenentes” -, posicionando-se abertamente a favor do programa da “revolução agrária e antiimperialista” defendido pelos comunistas brasileiros. Seu Manifesto de Maio de 1930 consagra o início de uma nova fase na vida do Cavaleiro da Esperança. A partir daquele momento, Prestes deixava definitivamente para trás os antigos compromissos com o liberalismo dos “tenentes” e enveredava pela via da luta pelos ideais comunistas que passariam a nortear toda sua vida.  Pela primeira vez na história do Brasil, uma liderança de grande projeção nacional, a personalidade de maior destaque no movimento tenentista, &#8211; na qual apostavam suas cartas as elites oligárquicas oposicionistas, na expectativa de que o Cavaleiro da Esperança pusesse seu cabedal político a serviço dos seus objetivos, aceitando participar do poder para melhor servi-las -, recusa tal poder, rompendo com os políticos das classes dominantes para juntar-se aos explorados e oprimidos, para colocar-se do lado oposto da grande trincheira aberta pelo conflito entre as classes dominantes e as dominadas, entre exploradores e explorados. Prestes tomava o partido dos oprimidos, abandonando as hostes das elites comprometidas com os donos do poder, não vacilando jamais diante dos grandes sacrifícios que tal opção lhe acarretaria.</p>
	<p>Tratava-se de um fato inédito, jamais visto no Brasil. Luiz Carlos Prestes, capitão do Exército, que se tornara general da Coluna Invicta, que fora reconhecido como liderança máxima das forças oposicionistas ao esquema de poder vigente no Brasil até 1930, talhado, portanto, para transformar-se no líder da “revolução” das elites oligárquicas, numa liderança política confiável dessas elites, usava seu prestígio para indicar ao povo brasileiro um outro caminho – o caminho da luta pela reforma agrária radical e pela emancipação nacional do domínio imperialista, o caminho da revolução social e da luta pelo socialismo.  Como foi sempre coerente consigo mesmo e com os ideais revolucionários a que dedicou sua vida, sem jamais se dobrar diante de interesses menores ou de caráter pessoal, Prestes despertou o ódio dos donos do poder, que se esforçariam por criar uma História Oficial deturpadora tanto de sua trajetória política quanto da história brasileira contemporânea.</p>
	<p>Mesmo após seu falecimento, Prestes continua a incomodar os donos do poder, o que se verifica pelo fato de sua vida e suas atitudes não deixarem de serem atacadas e/ou deturpadas, com insistência aparentemente surpreendente, uma vez que se trata de uma liderança do passado, que não mais está disputando qualquer espaço político.</p>
	<p>Num país em que praticamente inexiste uma memória histórica, em que os donos do poder sempre tiveram força suficiente para impedir que essa memória histórica fosse cultivada, presenciamos um esforço sutil, mas constante, desenvolvido através de modernos e possantes meios de comunicação, de dificultar às novas gerações o conhecimento da vida e da luta de homens como Luiz Carlos Prestes, cujo passado pode servir de exemplo para os jovens de hoje.</p>
	<p>Luiz Carlos Prestes dedicou 70 anos de sua vida à luta por um futuro de justiça social e liberdade para o povo brasileiro. O legado revolucionário de Luiz Carlos Prestes deve ser preservado e desenvolvido pelas novas gerações de brasileiros e de latino-americanos. Esta a razão por que hoje, no âmbito das comemorações do 90° aniversário da UFRJ, assinalamos a passagem de vinte anos do desaparecimento do Cavaleiro da Esperança homenageando sua memória.</p>
	<div><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"> </span></span></span></span></div>
	<p><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"></p>
	<div><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"> </span></div>
	<p></span></span></span><span style="font-family: LithosPro-Regular; font-size: large;"><strong><em><strong><em><strong><strong><strong><em><strong><em><strong><em><strong><em><span style="font-family: AdobeArabic-BoldItalic; color: #ffffff; font-size: large;"><span style="font-family: AdobeArabic-BoldItalic; color: #ffffff; font-size: large;"><span style="font-family: AdobeArabic-BoldItalic; color: #ffffff; font-size: large;">Maurício/CFCH</span></span></span></em></strong></em></strong></em></strong></em></strong></strong></strong></em></strong></em></strong></p>
	<p></span></span>
</p>
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		<title>A obsessão da Veja: derrubar Lula</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 03:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Retratos da Direita]]></category>

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		<description><![CDATA[	Entrevista com o jornalista Fábio Jammal Makhoul concedida à jornalista Juliana Sada, publicada no blog Escrevinhador:
	Criada em setembro de 1968, a revista “Veja” é a publicação semanal brasileira de maior tiragem, teoricamente com cerca de um milhão e duzentos mil exemplares. Criada por Mino Carta, atualmente diretor de redação da CartaCapital, e Victor Civita – estadunidense filho de italianos, fundador do Grupo Abril –, a revista foi por um longo período paradigma para o jornalismo brasileiro. Por sua redação, passaram nomes importantes da profissão; e, por suas páginas, grandes personagens da ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><strong><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/05/veja_mente.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1963" title="veja_mente" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/05/veja_mente-206x300.png" alt="" width="206" height="300" /></a>Entrevista com o jornalista Fábio Jammal Makhoul concedida à jornalista Juliana Sada, publicada no blog Escrevinhador:</strong></p>
	<p>Criada em setembro de 1968, a revista “Veja” é a publicação semanal brasileira de maior tiragem, teoricamente com cerca de um milhão e duzentos mil exemplares. Criada por Mino Carta, atualmente diretor de redação da CartaCapital, e Victor Civita – estadunidense filho de italianos, fundador do Grupo Abril –, a revista foi por um longo período paradigma para o jornalismo brasileiro.<span id="more-3915"></span> Por sua redação, passaram nomes importantes da profissão; e, por suas páginas, grandes personagens da história – entre seus entrevistados estão Vinícius de Moraes, Yasser Arafat, Salvador Dalí, Tarsila do Amaral e Sérgio Buarque de Holanda.</p>
	<p>Mas, em anos recentes, a revista tornou-se alvo de intensas críticas. Na internet, disseminam-se pequenas e grandes iniciativas de informação e contraponto ao tipo de jornalismo feito por lá. Esse mesmo Escrevinhador denunciou a entrevista que nunca existiu, mas que a revista publicou; e mostrou a história do professor que foi alvo de manipulação pelo veículo, além da peculiar análise do semanário sobre a Bolívia.</p>
	<p>O jornalista Fábio Jammal Makhoul decidiu debruçar-se sobre a revista Veja para formular sua tese de mestrado em ciência política para a PUC de São Paulo. A dissertação analisou a publicação durante o primeiro mandato de Lula, de janeiro de 2003 a dezembro de 2006. Fábio constatou que houve, de modo deliberado, uma cobertura tendenciosa com o objetivo de desestabilizar o governo. Os números são impressionantes: “40,6% da cobertura de Veja sobre o primeiro governo petista noticiou os escândalos do Planalto e, conseqüentemente, Lula e o PT de forma negativa”. O governo ocupou “54 capas de Veja, das 206 publicadas no período”, destas “32 tratavam de escândalos, segundo classificação da própria Veja, ou seja, 59,3% do total”.</p>
	<p><div id="attachment_3916" class="wp-caption alignleft" style="width: 242px"><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/09/capa-Veja-380.jpg"><img class="size-medium wp-image-3916" title="capa Veja 380" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/09/capa-Veja-380-232x300.jpg" alt="" width="232" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Capa da revista Veja plantando um impeachment contra Lula</p></div></p>
	<p>Segundo Fábio, esse sistemático ataque levou ao surgimento de inúmeras críticas que “abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua ‘imparcialidade e independência’ a todo o tempo em 2005 e 2006”. O Escrevinhador entrevistou Fábio Jammal Makhoul para expor e debater seu estudo e o papel desempenhado pela revista. Confira a seguir:</p>
	<p><strong>Como surgiu a ideia de estudar a revista Veja?</strong></p>
	<p>O principal motivo que me levou a pesquisar a revista Veja é jornalístico. A degradação do jornalismo da revista nos últimos anos foi assustadora. Veja é a maior revista semanal de informação do Brasil, com tiragem superior a 1,2 milhão de exemplares. Um número muito maior que o das demais publicações do segmento. Veja é a quarta maior revista de informação do mundo e seu jornalismo já foi referência para toda mídia impressa brasileira. Mas, nos últimos anos, o semanário também se transformou no maior fenômeno de anti-jornalismo do país.</p>
	<p>De 2005 para cá, a revista se perdeu completamente em reportagens baseadas em ilações e xingamentos, que ignoraram as regras mais básicas do jornalismo e rasgaram todos os códigos de ética da profissão. Virou um verdadeiro pasquim, com matérias que se revelaram fantasiosas e recheadas de ataques e manipulações da informação. Isso não quer dizer que o PT e o governo Lula sejam os bonzinhos da história e nem as vítimas da grande imprensa. Pelo contrário, houve erros gravíssimos na administração federal, que precisavam ser apurados e divulgados pela mídia.</p>
	<p>Entretanto, o jornalismo da grande imprensa conseguiu ser mais antiético que os próprios políticos que eram acusados, com erros grosseiros que comprometeram a imagem desses veículos, principalmente a da revista Veja, que foi a mais engajada na tentativa frustrada de derrubar o presidente da República em 2005 e 2006.</p>
	<p><strong>Muito se fala sobre cobertura parcial da Veja. Por meio da sua pesquisa, foi possível constatar a veracidade dessas observações?</strong></p>
	<p>Sim, e nem precisava de uma pesquisa acadêmica ou mais aprofundada. Basta uma leitura simples da revista para constatar que Veja tem um lado quando o assunto é política. Hoje temos uma bipolarização partidária no Brasil, com PT e PSDB monopolizando a disputa eleitoral. E a revista Veja está claramente do lado do PSDB e completamente contra o PT. Se você pesquisar a revista desde o início dos anos de 1980 vai constatar que o Partido dos Trabalhadores e o próprio Lula nunca tiveram um tratamento positivo nas páginas de Veja.</p>
	<p>Essa história de imparcialidade da imprensa não existe. Os veículos de comunicação são empresas e têm seus interesses e preferências políticas. O jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, sempre foi conservador e nunca escondeu isso. Assumir uma posição ideológica ou política não é ruim. É até saudável e democrático, os grandes jornais da Europa e dos Estados Unidos fazem isso. Pelo menos, o leitor sabe claramente qual é a orientação editorial da publicação. O problema é quando se abandona o jornalismo para se transformar num panfleto político-partidário. E foi o que aconteceu com Veja de 2005 para cá.</p>
	<p>Nos dois primeiros anos do primeiro mandato de Lula, o semanário ainda fez jornalismo, mas, ao apostar que poderia derrubar o presidente da República em 2005, perdeu a aposta e a credibilidade. Com o escândalo do “mensalão”, Veja captou o antilulismo e o antipetismo da chamada classe média que lê a revista e iniciou sua campanha pelo impeachment do presidente. Só que a questão política serviu para que Veja se sentisse à vontade para cometer os abusos que quisesse. Uma coisa é a crítica política que se viu no Estadão e n’ O Globo, por exemplo. Outra coisa é partir para o xingamento, como fez Veja.</p>
	<p><strong>Você poderia citar capas e matérias que seguramente continham distorções, inverdades, ataques ou parcialidade?</strong></p>
	<p>Há muitos exemplos, principalmente em 2005 e 2006. Uma das capas que mais me chamou a atenção foi a da edição de 16 de março de 2005. A revista tentou fabricar uma crise para os petistas, com uma reportagem que prometia ser “bombástica”. A manchete da capa era: “Tentáculos das Farc no Brasil”. Em letras menores, a revista diz que “espiões da Abin gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002”.</p>
	<p>A capa é chamativa, cheia de dólares ao fundo e uma foto do militante petista que teria recebido dinheiro das Farc. Embora a revista tenha considerado a reportagem forte o suficiente para ser a capa da edição, no corpo da matéria há três ressalvas de que o semanário não tinha como comprovar as acusações. O tema foi repercutido por um mês até sumir das páginas de Veja. O Ministério Público e o Congresso Nacional investigaram e não acharam nada e a revista sequer se desmentiu o publicou o final da história. Capa parecida foi a de 2 de novembro de 2005, que dizia que a campanha de Lula recebeu dólares de Cuba. A matéria é toda fantasiosa e com denúncias em off que nunca se confirmaram.</p>
	<p><strong>Uma das partes da sua dissertação se intitula “O discurso político das capas”. Você poderia explicitar qual é este discurso?</strong></p>
	<p>Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Com 49 capas negativas, a revista lançou mão de uma estratégia discursiva que visava claramente dar a Lula o mesmo destino de Collor: o impeachment. Sem sucesso neste intento, o semanário passou a trabalhar para evitar a reeleição do petista. A revista não foi nada sutil em sua estratégia, pelo contrário, foi arrogante, agressiva, preconceituosa.</p>
	<p>O preconceito, aliás, foi uma das modalizações discursivas contra o governo mais utilizadas pela publicação, principalmente na capa. Desde o primeiro ano do mandato, em 2003, a revista procurou tematizar sobre a ética no PT. O enunciador sempre deixou claro que ela não passava de discurso para chegar ao poder, mas, assim que os escândalos começaram, Veja tratou de provar que o PT era pior que os demais partidos neste quesito. Entre os muitos preconceitos despejados pelo enunciador na capa está a associação entre o PT e bandidos; de traficantes a assassinos.</p>
	<p>A suposta falta de escolaridade e de atenção dos petistas com a educação também foram bastante exploradas, sendo que o enunciador não se intimidou para fazer alusão ao animal burro em diversas ocasiões. O esquerdismo do PT também foi apresentado negativamente e de forma preconceituosa. Veja mostrou aos leitores que a máquina pública foi tomada pelos petistas, que aparelharam o Estado como fizeram os soviéticos. Aliás, autoritarismo foi outro tema explorado, que procurou mostrar um PT stalinista e ditador.</p>
	<p>A corrupção, entretanto, foi o tema mais explorado nas capas que retrataram o PT e o governo Lula. Com uma série de escândalos em pauta, a revista usou uma das estratégias mais controversas e criticáveis: a comparação entre Lula e Collor. Comparações são sempre complicadas, mas o enunciador de Veja, posicionado e ideológico, relacionou os dois presidentes de forma simplista e forçada.</p>
	<p>Com esta modalização discursiva, Veja pôde finalmente trabalhar pelo impeachment de um Lula sem moral, sem ética, corrupto, chefe de quadrilha, despreparado e que fez um primeiro mandato pífio, segundo as capas do semanário. Assim, a revista ousou também decretar o fim do PT. Errou em todas as apostas. Para justificar suas derrotas, Veja encontrou uma explicação baseada em mais preconceitos. Na edição de 16 de agosto de 2006, quando as pesquisas apontavam vitória fácil de Lula na disputa pela reeleição, Veja veiculou uma capa com a foto de uma jovem negra segurando o título de eleitor. A manchete era: “Ela pode decidir a eleição”. O subtítulo explica quem é ela: “nordestina, 27 anos, educação média, 450 reais por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro”. Ou seja, ela é o retrato do Brasil e não dos leitores da revista, que são das classes A e B. Para esses, que o enunciador de Veja aposta que sabem votar, resta a resignação, já que os negros, pobres, analfabetos e nordestinos vão decidir as eleições.</p>
	<p><strong>Na introdução do seu trabalho, você apresenta a revista Veja como protagonista de escândalos. Ao que você se refere ao chamar a Veja de protagonista?</strong></p>
	<p>Podemos dizer que praticamente toda a chamada grande imprensa aproveitou os erros e desmandos do PT na primeira gestão do Lula para denegrir a imagem do partido e impedir a reeleição do presidente. Mas a revista Veja foi protagonista porque foi a mais enfática na campanha contra os petista e a que mais cometeu erros do ponto de vista jornalístico. Além disso, suas reportagens serviram tanto para iniciar um escândalo como para mantê-lo na pauta da mídia. Em muitos momentos, principalmente durante o escândalo “mensalão”, as reportagens de Veja alimentaram os jornais diários e a própria TV.</p>
	<p><strong>Você afirma que “ao todo, Veja publicou 206 edições entre 1° de janeiro de 2003 e o dia 31 de dezembro de 2006. Neste período, a revista produziu 621 reportagens sobre o primeiro governo do PT. Dessas, 252 trataram dos escândalos.” Isso quer dizer que, na média, havia três matérias sobre o governo por edição e sempre uma sobre algum escândalo?</strong></p>
	<p>Sim, e mesmo quando a matéria não era sobre escândalos, o enfoque que era dado ao Lula e ao PT era negativo. No meu trabalho deixo claro que o Partido dos Trabalhadores, uma vez no poder, cometeu uma série de irregularidades que deveria sim ser apurada e noticiada. Mas a forma com que a grande imprensa fez a cobertura, principalmente a Veja, visava apenas derrubar o PT do poder e não denunciar as mazelas do nosso sistemas político e eleitoral brasileiro, que estão no cerne do “mensalão” e de vários outros escândalos e que continuaram intactos. Muitos desses problemas que geram toda sorte de abuso de poder são antigos e foram mostrados por diversos autores.</p>
	<p>Talvez o melhor lugar para se buscar conhecimento sobre o funcionamento da política seja na obra de Nicolau Maquiavel. Não é à toa que sua bibliografia é chamada de realismo político. Lá se encontra a pura realidade sobre a política. Para divagar um pouco, me arrisco a fazer um paralelo entre Maquiavel e o governo Lula. O PT sempre empunhou a bandeira da ética e bradou que é possível ter “pureza” dentro do jogo político e eleitoral brasileiro. Mas, para chegar ao poder, teve de lançar mão das mesmas práticas que condenava em outros partidos, assim como fez para governar o país. Um jornalismo investigativo sério e isento poderia constatar isso e denunciar de forma séria e isenta. Assim, o PT mostraria o realismo político, que desnudaria os problemas que assolam nossos sistemas político e eleitoral.</p>
	<p>Uma cobertura sóbria, que não fosse tendenciosa ao ponto de mostrar que o governo do PSDB sim foi puro, poderia causar uma indignação suficiente para que o Brasil finalmente fizesse uma reforma que melhorasse efetivamente os nossos sistemas político e eleitoral. Mas, ao fazer uma cobertura parcial e tendenciosa, o jornalismo chamou mais a atenção do que os escândalos que noticiava, não contribuindo em nada com o país.</p>
	<p><strong>As capas analisadas, de 2003 a 2006, seguiram sempre o mesmo tom ao tratar do PT? É possível delimitar períodos de maiores ofensivas ou recuos?</strong></p>
	<p>Veja só se manteve recuada nos ataques no primeiro ano do mandato de Lula, 2003. Em 2004, começou sua ofensiva, embora de forma meio tímida. Mas em 2005 e 2006, Lula e o PT foram os principais temas da capa. Em 2005, das 52 edições, Lula e o PT aparecem de forma negativa em 24 capas, sendo 18 delas classificadas pela própria Veja no tema escândalo. Ou seja, quase a metade das edições abordaram o presidente negativamente. Em 2006, último ano de governo, Veja publicou 15 capas sobre Lula e o PT, todas desfavoráveis em pleno ano eleitoral.</p>
	<p>Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa de Veja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Foram 49 capas negativas, sendo 39 só em 2005 e 2006. Comparativamente à atuação de governos passados, o tratamento da imprensa e de Veja à gestão Lula foi muito desigual. Durante a era tucana, por exemplo, as denúncias contra o governo federal não tiveram muito destaque. Em 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso foi acusado de comprar votos para a aprovação da emenda que permitiu sua reeleição, havia denúncias sobre as privatizações e corrupção em vários órgãos ligados ao governo federal, como a Sudam e a Sudene. Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre as acusações, com a foto de Sérgio Motta, então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada da capa era: “Reeleição”.</p>
	<p>Já em 2005, com Lula na presidência, forma dezoito capas sequenciais durante quatro meses de puro bombardeio. Veja chegou a defender o fim do PT e que isso seria benéfico para a política brasileira, já que até na oposição sua atuação foi prejudicial para o país. Veja nunca havia defendido o fim de nenhum partido e nem usado tantos adjetivos negativos como usou para falar sobre os petistas.</p>
	<p>Em 2006, em pleno período eleitoral, a revista veiculou cinco capas negativas para o governo, entre 23 de agosto e 25 de outubro. Isto quer dizer que as capas de metade das edições de Veja que circularam enquanto as eleições se definiam eram ruins para Lula. Enquanto isso, Geraldo Alckmin (PSDB), seu principal adversário, não apareceu negativamente em nenhuma capa de Veja neste período. Pelo contrário, neste período o candidato do PSDB era mostrado de maneira positiva. Só no período do segundo turno das eleições, Lula foi alvo de quatro reportagens de Veja e em todas elas ele aparece de forma negativa. Já Geraldo Alckmin aparece em duas matérias neste período. Ambas com abordagens positivas para o tucano.</p>
	<p><strong>As manchetes veiculadas nas capas estavam de acordo com a reportagem produzida ou havia discrepâncias com o intuito de chamar a atenção do leitor?</strong></p>
	<p>As manchetes eram mais sensacionalistas, mas as reportagens também seguiam a mesma linha. Ainda assim, é possível perceber muitas discrepâncias, como aquela capa das Farc que eu já citei. Na capa, Veja afirma que o PT recebeu dinheiro das Farc e na matéria há três ressalvas de que o repórter não conseguiu nenhuma prova. Outra capa que chama a atenção é aquela que eu também citei sobre a nordestina, negra e pobre que iria decidir a eleição em favor de Lula. O subtítulo diz que Gilmara Cerqueira tinha 27 anos. Mas na foto é possível observar a data de seu nascimento no título de eleitor e pode-se ver que ela tinha 30 anos na época e não 27 como rebaixou Veja para enquadrá-la ao perfil do eleitor médio. Ou seja, vale até mentir a idade da moça para montar um perfil da qual ela não se enquadra totalmente.</p>
	<p><strong>Além das capas, você analisou também os editorais da Veja. Foi possível encontrar correspondência entre a posição oficial da revista e o conteúdo por ela produzido, que em tese é independente?</strong></p>
	<p>As críticas que a revista Veja recebeu durante o primeiro governo Lula, principalmente nos dois últimos anos, abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua “imparcialidade e independência” a todo o tempo em 2005 e 2006. Durante a crise do “mensalão”, Veja usou a maior parte dos editoriais de junho a dezembro de 2005 para justificar a matéria da semana anterior e ratificar seu compromisso com um jornalismo sério. Logo no primeiro editorial do início da crise do mensalão, em 1º de junho de 2005, Veja garante que “não escolhe suas reportagens investigativas com base em preferências partidárias ou ideológicas”. E o curioso é que todos os editoriais das edições seguintes eram para justificar suas reportagens, sempre reafirmando uma imparcialidade que não se via nas reportagens.</p>
	<p>Você discute o paradigma da imparcialidade e neutralidade no qual é baseado o discurso dos meios de comunicação entretanto você apresenta argumentos sobre a inviabilidade destes paradigmas se concretizarem. A partir da sua pesquisa, é possível concluir se a parcialidade da revista Veja é fruto de uma política deliberada ou consequência da inviabilidade de se fazer um jornalismo imparcial?</p>
	<p>É fruto de uma politica deliberada. É claro que é quase impossível fazer um jornalismo totalmente isento. Mas você pode pelo menos buscar a isenção, ouvindo os dois lados, dando o mesmo peso para as diferentes versões e não utilizando adjetivos, por exemplo. Veja nem tentou ser imparcial, pelo contrário. Ela tinha uma estratégia discursiva e a seguiu até o fim com um objetivo bem claro: derrubar Lula da presidência.</p>
	<p><strong>Ao se contrapor ao governo Lula e ao PT, a revista Veja apresentava qual projeto para o Brasil apoiava ou qual setor o representava?</strong></p>
	<p>A primeira edição após a reeleição de Lula, publicada em 8 de novembro de 2006, é a que mostra mais claramente a posição da revista. A matéria de capa defende que é preciso deixar para trás a “visão tacanha” de que a miséria pode ser superada pelo “princípio bolchevique” de tirar dos ricos e dar aos pobres.</p>
	<p>Para Veja, a miséria só será superada pela produção de riqueza e para isso “o gênio humano não concebeu nada mais eficiente do que o velho e bom capitalismo, com seus mercados livres, empreendedores ambiciosos e empresas inovadoras”. Veja aconselha Lula a “aposentar para sempre a ideia de palanque de que o Brasil é como um sobrado – em que só há andar de cima e andar de baixo e, portanto, o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima. Isso é uma interpretação tão tosca da sociedade brasileira que, na sua estupidez simplificadora, neutraliza o papel crucial e dinamizador exercido pela classe média”.</p>
	<p>Veja diz que falta ao presidente maior clareza sobre como promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade. E acrescenta: “Para fazer o país avançar, produzir riqueza e gerar justiça, o presidente Lula tem muitos desafios para superar – e um deles começa em casa. O Partido dos Trabalhadores, que se transformou numa usina de escândalos, divulgou uma nota oficial cobrando que no novo mandato Lula faça um ‘governo de esquerda’. Ninguém sabe exatamente o que isso quer dizer, mas é certo que significa mandar às favas o equilíbrio fiscal e o controle da inflação em troca de um crescimento econômico tão duradouro quanto um voo de galinha”.</p>
	<p>Essa é a primeira vez na cobertura do governo Lula que Veja assume com todas as letras que fala em nome das classes mais abastadas e que defende uma política e um projeto de Estado mais à direita do que voltados para o social. Sua intenção é proteger o capital como fica claro neste texto. Para a revista, é preciso esquecer a ideia de que “o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima”. Ou seja, não interessa colocar os mais pobres no mesmo patamar dos ricos é preciso “promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade”.
</p>
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		<title>Nota de Apoio do PT ao Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 02:49:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[Questão Agrária]]></category>

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		<description><![CDATA[	 A partir do dia 1.º de setembro, os movimentos agrários, sindicais, estudantis e populares, bem como as entidades da sociedade civil comprometidas com a Reforma Agrária, realizam em todo o País o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. O povo brasileiro será consultado sobre qual o tamanho máximo da propriedade da terra que deve vigorar no Brasil.
	Trata-se da quarta edição de plebiscito popular nacional sobre temas relevantes da luta social de interesse da Nação. Foi assim com o Plebiscito Nacional sobre a Dívida Externa, em 2000; o Plebiscito Nacional sobre ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p> <a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/02/Estrela-PT-com-moldura.png"><img class="alignleft size-full wp-image-571" title="Estrela PT com moldura" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/02/Estrela-PT-com-moldura.png" alt="" width="120" height="150" /></a>A partir do dia 1.º de setembro, os movimentos agrários, sindicais, estudantis e populares, bem como as entidades da sociedade civil comprometidas com a Reforma Agrária, realizam em todo o País o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. O povo brasileiro será consultado sobre qual o tamanho máximo da propriedade da terra que deve vigorar no Brasil.<span id="more-3914"></span></p>
	<p>Trata-se da quarta edição de plebiscito popular nacional sobre temas relevantes da luta social de interesse da Nação. Foi assim com o Plebiscito Nacional sobre a Dívida Externa, em 2000; o Plebiscito Nacional sobre a Alca, em 2002; o Plebiscito Popular sobre a Anulação do Leilão da Vale do Rio Doce, em 2007.</p>
	<p>Em todas essas oportunidades, os militantes petistas estiveram ombro a ombro com as demais forças políticas nacionais nesse exercício de participação popular sobre os rumos do País. E neste Plebiscito Popular, a nossa militância está igualmente engajada nas tarefas ao lado dos movimetos sociais.</p>
	<p>A Secretaria Nacional de Movimentos Populares e Políticas Setoriais, a Secretaria Nacional Sindical, a Secretaria Agrária Nacional e a Secretaria Nacional da Juventude saúdam a todos os envolvidos na organização do Plebiscito Popular deste ano: os milhares de militantes em todo o País, o Grito dos Excluídos e a todos que estão mobilizados na cidade e no campo para que o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra tenha tanto ou mais êxito que os anteriores.</p>
	<p>Saudamos e conclamos a todos os militantes engajados nesta mobilização nacional a intensificarem a participação para que este Plebiscito Nacional seja também vitorioso.</p>
	<p>Saudações petistas.</p>
	<p>Brasília, 31 de agosto de 2010.</p>
	<p>Renato Simões – Secretaria Nacional de Movimentos Populares e Políticas Setoriais do PT<br />
João Felício – Secretaria Sindical Nacional do PT<br />
Oswaldo Russo – Secretaria Agrária Nacional do PT<br />
Severine Macedo – Secretaria Nacional da Juventude do PT
</p>
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		<title>Plebiscito Popular pelo Limite da Terra ocorre em todo Brasil de 1 a 7 de setembro</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 02:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Headline]]></category>
		<category><![CDATA[Questão Agrária]]></category>

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		<description><![CDATA[	Por Assessoria de Comunicação FNRA
	Sociedade brasileira tem a chance de acabar com o latifúndio no Brasil durante o Plebiscito Popular pelo Limite da Terra, que ocorre em todo Brasil de 1 a 7 de setembro.
	 Saiba aqui onde votar: Locais de votação Plebiscito
	
	1- Porque a concentração de terra é a grande responsável pela miséria e fome em nosso país.
	2 - Porque no Brasil se uma pessoa quiser comprar todas as terras privadas de Norte a Sul, de Leste ao Oeste, pode! Pois não existe uma lei que limite o tamanho da ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/08/Plebiscito-Tamanho-Propriedade-e1281576639762.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3588" title="Plebiscito Tamanho Propriedade" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/08/Plebiscito-Tamanho-Propriedade-300x216.jpg" alt="" width="300" height="216" /></a>Por Assessoria de Comunicação FNRA</p>
	<p>Sociedade brasileira tem a chance de acabar com o latifúndio no Brasil durante o Plebiscito Popular pelo Limite da Terra, que ocorre em todo Brasil de 1 a 7 de setembro.</p>
	<p> Saiba aqui onde votar: <a href="http://www.limitedaterra.org.br/votacao.php" target="_blank">Locais de votação Plebiscito</a></p>
	<p><span id="more-3912"></span></p>
	<p><strong>1-</strong> Porque a concentração de terra é a grande responsável pela miséria e fome em nosso país.</p>
	<p><strong>2 -</strong> Porque no Brasil se uma pessoa quiser comprar todas as terras privadas de Norte a Sul, de Leste ao Oeste, pode! Pois não existe uma lei que limite o tamanho da propriedade de terra no nosso país.</p>
	<p><strong>3 -</strong> Porque o latifúndio e o agronegócio, no ultimo  século, expulsaram mais de 50 milhões de pessoas do campo,  provocando o surgimento de milhares de favelas em todo o País, onde vivem mais de 80 milhões de brasileiros e brasileiras em condições desumanas. Se não houver uma Reforma Agrária decente este número vai aumentar ainda mais.</p>
	<p><strong>4 -</strong> Porque muitas famílias sem terra poderiam ter acesso à terra e com isso aumentaria a produção de alimentos, pois a agricultura familiar e camponesa é a responsável pela produção dos alimentos da mesa dos brasileiros.</p>
	<p><strong>5 -</strong> Porque são as pequenas propriedades que produzem alimentos orgânicos, livre dos agrotóxicos e é um direito das populações do campo e da cidade ter uma alimentação saudável</p>
	<p><strong>6 -</strong> Porque a agricultura familiar e camponesa cria muito mais empregos. Emprega 15 pessoas a cada 100 hectares, enquanto que o agronegócio emprega apenas duas.</p>
	<p><strong>7 -</strong> Porque o latifúndio e o agronegócio são os grandes responsáveis pela violência no campo e pela exploração do trabalho escravo.</p>
	<p><strong>8 -</strong> Porque banqueiros, grandes empresários e corporações internacionais são donos de grande parte dos latifúndios. Muitos nunca plantaram um pé de cebola.</p>
	<p><strong>9 -</strong> Porque 1% dos estabelecimentos rurais, com área de mais 1 mil hectares e ocupa 44% de todas as terras, enquanto praticamente 50% dos estabelecimentos com menos de 10 hectares, ocupam somente, 2,36% da área.</p>
	<p><strong>10 -</strong> Porque no século passado pelo menos 20 países estabeleceram um limite para propriedade rural, entre eles países desenvolvidos como Itália, Japão, Coréia do Sul.  Agora é a nossa vez! </p>
	<p>Se você concorda que é preciso acabar com a concentração de terras e riqueza em nosso país. Se você está cansado de tanta desigualdade e acredita que com uma Reforma Agrária justa podemos desenvolver o Brasil não só economicamente, mas também no âmbito social, gerando renda, empregos e distribuição de renda, você pode ajudar a mudar o Brasil!</p>
	<p><strong>De 1 a 7 de setembro participe do Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. Diga sim! Coloque limites em quem não tem!</strong></p>
	<p>Exerça sua cidadania e mostre que, juntos, podemos conquistar o que é de direito de todos os brasileiros e brasileiras.
</p>
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		<title>Geopolítica y derrumbe del liberalismo</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 02:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Retratos da Direita]]></category>

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		<description><![CDATA[	Por José Cornejo
	En su libro sobre &#8220;Historia del siglo XX&#8221;, el gran historiador Eric Hobsbawm, recuerda como, en la era de catástrofes que caracterizó la entreguerra (1918-1939) lo que mayormente impresionó a los sobrevivientes del siglo XIX, fue &#8221; el hundimiento de los valores e instituciones de la civilización liberal, cuyo progreso se daba por sentado&#8221;. El sorprendente incremento de la &#8220;xenofobia&#8221; y la &#8220;islamofobia&#8221;, que están atravesando países considerados normalmente como &#8220;civilizados&#8221; y &#8220;liberales&#8221;, debe llevarnos a una reflexión más profunda, sobre la relación entre las estrategias de exclusión ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><strong><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/09/neoliberalismo0.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3910" title="neoliberalismo0" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2010/09/neoliberalismo0-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a>Por José Cornejo</strong></p>
	<p>En su libro sobre &#8220;Historia del siglo XX&#8221;, el gran historiador Eric Hobsbawm, recuerda como, en la era de catástrofes que caracterizó la entreguerra (1918-1939) lo que mayormente impresionó a los sobrevivientes del siglo XIX, fue &#8221; el hundimiento de los valores e instituciones de la civilización liberal, cuyo progreso se daba por sentado&#8221;. <span id="more-3909"></span>El sorprendente incremento de la &#8220;xenofobia&#8221; y la &#8220;islamofobia&#8221;, que están atravesando países considerados normalmente como &#8220;civilizados&#8221; y &#8220;liberales&#8221;, debe llevarnos a una reflexión más profunda, sobre la relación entre las estrategias de exclusión y las opciones en la política internacional. Debemos recordar que el racismo en contra de los judios, que Engels calificó como &#8220;el socialismo de los imbéciles&#8221;, al pretender culpar a una minoría religiosa que siempre sufrió diversas formas de discriminación en las sociedades cristianas, de los problemas económicos y sociales; estuvo acompañado en la entreguerra, a una orientación geopolítica. Se trataba de enfrentar y combatir el judeo-bolchevismo. Los estudiosos sobre el resurgimiento de los grupos de extrema derecha en Europa, se muestran desconcertados para analizar esta nueva ola de racismo y xenofobia, dado que, cómo la generación a inicios del siglo XX, se pensaba que los valores liberales de tolerancia racial y religiosa, estaban profundamente anclados en la población europea y americana, y que además, estos valores, formaban parte de una suerte de &#8220;superioridad moral y civilizadora&#8221; que los autorizaba a juzgar, criticar e incluso intervenir militarmente, en los asuntos internos de otros países, considerados como culturalmente y moralmente inferiores.</p>
	<p>Uno de los problemas de los académicos europeos, frente al resurgimiento de la extrema derecha, era de que a diferencia de los años 20 y 30, esta vez, el discurso no era más antijudio, sino anti arabe y anti islámico. Los nuevos grupos radicales de derecha, dirigen sus ataques hacia las diversas comunidades emigrantes que profesan el islam, al mismo tiempo que manifiestan un apoyo incondicional a la política del estado sionista de Israel. La estrategia de exclusión, que considera al emigrantes como el responsable de los problemas de desempleo, se vincula a una opción geopolítica internacional. En los Estados Unidos, se puede apreciar como el movimiento ultra conservador del Tea Party, manipula la supuesta identidad cristiana de los americanos, excluyendo como &#8220;no americanos&#8221; a los musulmanes y ateos; con un apoyo incondicional a Israel y a una política internacional agresiva e imperial de los EE.UU.</p>
	<p>El problema principal que tiene esta estrategia de exclusión interna, es que los adversarios principales de los EEUU y de los países europeos en la escena internacional, no son países islámicos. La aparente retirada de Iraq y muy pronto de Afganistán, no son de ninguna manera, una buena noticia. Significa, no solamente que los EEUU está buscando salir de manera &#8220;honorable&#8221; de una derrota militar real, sino que además, se están preparando, para re-posicionar su poderoso aparato militar, en función de sus verdaderos rivales estratégicos,que son China, Rusia y los países del ALBA y del Mercosur. Si las campañas de xenofobia, en contra de las comunidades de emigrantes de confesión musulmana, pueden ser útiles para distraer a la población de los verdaderos responsables de la crisis económica, y obtener favorables resultados electorales, no les sirven de mucho, para el desafío estratégico central que tienen en la escena internacional contemporánea.</p>
	<p>Es necesario tener muy claro, que los escenarios de una posible guerra mundial en la segunda mitad de la década que se inicia el año próximo, se incrementan significativamente. Esto debido sobretodo, a los efectos terribles que está teniendo la crisis económica en los países del norte, en su capacidad de mantener y defender por medios pacíficos, sus aspiraciones geopolíticas globales. La nueva fase de la crisis, se ve acompaña de una radicalización y polarización política, tanto en los EEUU, como en menor medida, en Europa. La más peligrosa, es la que atraviesa los EEUU, porque se superpone con las elecciones el 2012, y nos pone ante el escenario altamente probable, de tener un gobierno de extrema derecha en Washington el 2013. Si para ganar las elecciones, pueden recurrir a la estrategia de exclusión de un cristianismo xenófobo y anti musulmán ¿Qué estrategia de exclusión van a utilizar para justificar su agresiva política internacional? En el pasado, ya han intentado acusar a China de manipular su moneda extranjera. Ahora van a tener que pasar a acusaciones mayores. En la región sudamericana, según las últimas indiscreciones del presidente García, reveladas por la prensa chilena, estarían promoviendo un &#8220;eje del Pacífico&#8221; con Panamá, Colombia, Perú y Chile, para confrontar al &#8220;eje Atlántico&#8221; de Cuba, Venezuela, Brasil y Argentina. Cómo pueden apreciar, la forma de este nuevo derrumbe ideológico del liberalismo, no empalma para nada, con sus aspiraciones geopolíticas principales. Pero no por ello, estas se vuelven más apremiantes para la definición de su política internacional. Estemos muy atentos, a la próxima estrategia mediática de exclusión internacional, en esta nueva fase de la compleja crisis mundial del siglo XXI.
</p>
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		<title>Tres mujeres: Dilma, Anita y Selma</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 02:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma presidente]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda]]></category>

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		<description><![CDATA[	Por Niko Schvarz
 
Todas las últimas encuestas, como las difundidas ayer por O Estado de Sâo Paulo y la Rede Globo, dan a Dilma Rousseff vencedora en el primer turno. Su ventaja sobre José Serra se acrecienta  a 24 puntos,  por la doble razón que ella sube en forma continua y el candidato tucano baja. Esto nos va a dar ocasión de hablar de otras dos mujeres que, aunque no parezca, también forman parte de la historia de Brasil.
      Según dicha encuesta, realizada entre el 23 y el 28 de agosto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><strong>Por Niko Schvarz</strong><br />
 <br />
Todas las últimas encuestas, como las difundidas ayer por O Estado de Sâo Paulo y la Rede Globo, dan a Dilma Rousseff vencedora en el primer turno. Su ventaja sobre José Serra se acrecienta  a 24 puntos,  por la doble razón que ella sube en forma continua y el candidato tucano baja. Esto nos va a dar ocasión de hablar de otras dos mujeres que, aunque no parezca, también forman parte de la historia de Brasil.<span id="more-3908"></span><br />
      Según dicha encuesta, realizada entre el 23 y el 28 de agosto entre 2506 entrevistados en todo el país, Dilma subió 8 puntos y sobrepasa la mayoría absoluta, con 51%, al tiempo que Serra cayó 5 puntos, quedando en 27%. Marina Silva se retrajo al 7%. La anterior encuesta, efectuada el 17 de agosto, había arrojado 43% para Dilma y 32% para Serra, o sea una  ventaja  de  11 puntos, que ahora saltó a 24 por el  ascenso en  8 puntos de la candidata del PT y  el descenso en 5  puntos del candidato (repetido) del PSDB. Las informaciones que acompañan estos resultados generales señalan que Dilma ya está aventajando a  su principal oponente también en San Pablo, Paraná y Río Grande do Sul, regiones del sur y del sureste en una de las cuales (San Pablo) antes prevalecía Serra, que fue gobernador. Ahora la superioridad de Dilma se marca en todo el territorio.<br />
    Respecto a esta encuesta formuló interesantes consideraciones Carlos Augusto Montenegro, presidente de uno de los principales institutos de estadística, el Ibope. Éste reconoció en entrevista a la revista “IstoÉ” que doce meses atrás había dicho que “Lula no determinará su sucesor” y que Dilma no tendría ninguna chance. Ahora hace un mea-culpa en estos términos: “Me equivoqué y pido disculpas. Brasil ya tiene un presidente y es Dilma Rousseff. Lula acertó. Dilma está mostrando mucha más capacidad que sus adversarios. Tiene 80% de posibilidades de resolver la elección en el primer turno, y si no es  electa ahora, lo será en el segundo”. Y agrega: “Yo nunca vi, en casi 40  años en el Ibope, un cambio en  la curva de intenciones de  voto como acontece en esta elección”. Volveremos sobre este aspecto.<br />
      Como factores que explican este resultado señala ante todo la transferencia de Lula, que va a salir  como el mejor presidente del Brasil, por encima incluso  del nivel de Juscelino Kubitschek. Se agrega su capacidad de gestión, equilibrio, tranquilidad y firmeza, así como su desempeño en la TV. Se extiende sobre el primer punto: “Brasil nunca vivió un momento tan bueno. Las personas no quieren   perder este momento. Es el imperio del bien, en que cerca del 80% a 90% de las  personas se elevaron por lo menos un grado. Quien no tenía   para comer pasó a tener una  comida diaria, el que comía una vez  pasó a   hacerlo dos veces, quien nunca tuvo crédito lo obtuvo, quien andaba a pie pasó a moverse en  bicicleta o moto, quien tenía auto  compró otro más nuevo y el que nunca viajó en  avión pasó a volar. Los industriales también están  felices, vendiendo como nunca”.  Su conclusión es que todos los adversarios de Dilma suman 34% de intención de voto, y ella tiene  17 puntos más que todos ellos juntos. Si la elección fuera hoy, ganaría en primera vuelta.<br />
      Aludíamos antes a  la evolución de las gráficas de intenciones de voto. Hace tiempo que se cortaron,  porque Serra empezó arriba y bajó sistemáticamente, mientras Dilma empezó abajo y subió sin cesar. Otra encuesta intermedia entre  las dos consignadas confirma esta tendencia. Corresponde al Instituto Sensus por encargo de la Confederación Nacional del Transporte (CNT), fue realizada entre el 20 y el 22 de    octubre entre 2  mil entrevistados y publicada el 24 bajo  el título” Dilma reúne 46% y vencería en el primer turno”. Daba 46% para Dilma contra 28,1%   para Serra  y 8,1% para Marina Silva. Estos resultados se reproducían en caso de las llamadas encuestas espontáneas, en  las  que no se dan los nombres de los candidatos. Y también en  un escenario de segundo turno, en el cual Dilma gana con 52,9% contra 34% de Serra. A la misma conclusión se llega cuando se examinan los índices de rechazo de los candidatos.<br />
       Otra  confirmación de  la tendencia la da otra encuesta anterior, efectuada por CNT/Sensus el 5 de agosto, en la cual Dilma aparecía con 41,6% de  los votos y Serra con 31,6%. A lo  largo del mes  se fue despegando cada vez más.<br />
       Al informar sobre el encuentro del Foro de Sâo Paulo efectuado   la semana pasada en Buenos Aires prometimos referirnos a  la elección brasileña, que allí fue   objeto de especial consideración. Ahora estamos cumpliendo, pero queremos añadir dos datos, donde otras tantas mujeres ocupan un   papel protagónico.<br />
      Una de ellas se llama Anita Gomes dos Santos, representa al Movimiento de la población que vive en situación de calle y también está vinculada a los clasificadores de residuos. Fue recibida por segunda vez en el Planalto, como ya  lo había hecho Lula a fines del año pasado,  agradeció al gobierno por el decreto que  instituyó una política nacional para  la población en situación de calle (Nº 7053, de 23 de diciembre 2009), reclamó que ese decreto se cumpla realmente en los estados brasileños y los municipios y dijo que debería ser imitado por muchos gobernantes.<br />
      La otra señora se llama Selma Rodrigues de Oliveira, es de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, y en la tarde del día 24  fue visitada por el presidente Lula en su nueva vivienda, en el marco de un proyecto de urbanización de las favelas, en una de las cuales vivía con su marido y sus 4 hijos. “Antes no tenía nada, ahora tengo una casa, una calle, una dirección: Condominio Correa da Silva, rua Irineu Armando Espinafre, cuadra 25, casa 4, Vila Adelina”, le dijo emocionada abrazando al  presidente.<br />
     <br />
Publicado en  La República, 31 de agosto 2010, pág. 9
</p>
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