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	<title>Página 13</title>
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	<description>Sítio da Articulação de Esquerda - Tendência Interna do PT</description>
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		<title>Contradições democrático-populares</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 15:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Wladimir Pomar]]></category>
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		<description><![CDATA[As reações às concessões dos aeroportos brasileiros podem ser um bom exemplo das contradições democrático-populares. Por um lado, há os que consideram que a revolução burguesa já está sendo concluída. Nesse sentido, não haveria justificativa para tais concessões às empresas privadas, mesmo que a estatal Infraero mantenha 49% do capital dosconsórcios formados para reconstruir os aeroportos. Por outro lado, há os que consideram o desenvolvimento essencial a qualquer projeto de emancipação nacional, devendo compreender os...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As reações às concessões dos aeroportos brasileiros podem ser um bom exemplo das contradições democrático-populares. Por um lado, há os que consideram que a revolução burguesa já está sendo concluída. Nesse sentido, não haveria justificativa para tais concessões às empresas privadas, mesmo que a estatal Infraero mantenha 49% do capital dosconsórcios formados para reconstruir os aeroportos.<span id="more-13233"></span></p>
<p>Por outro lado, há os que consideram o desenvolvimento essencial a qualquer projeto de emancipação nacional, devendo compreender os requerimentos da melhoria na distribuição de renda, uma distribuição mais equânime da riqueza e melhorias significativas na qualidade de vida do conjunto da população, incluindo ai o direito à moradia, educação, saúde e o respeito ao meio ambiente. Isso justificaria qualquer concessão aos capitais privados.</p>
<p>A questão chave para dar solução a tais contradições reside, sem  dúvida, em saber se a revolução burguesa já está mesmo sendo concluída. Isto é, se o capitalismo no Brasil já teria chegado a tal nível de desenvolvimento de suas forças produtivas, que estas não mais caberiam no molde das relações de produção existentes.</p>
<p>Qualquer análise concreta do desenvolvimento das forças produtivas no Brasil demonstrará que ainda somos um país industrialmente atrasado. Estamos na infância da incorporação da ciência e da tecnologia como as principais forças produtivas modernas. E nossas cadeias produtivas são<br />
esgarçadas e descontínuas, cheias de lacunas, com uma força de trabalho tecnologicamente defasada. Todos esses itens de atraso foram agravados pela estagnação dos anos finais da ditadura e pela destruição criativa dos 12 anos de preponderância neoliberal.</p>
<p>Por incrível que pareça, o setor mais avançado das forças produtivas no Brasil atual é o agronegócio. Esse setor capitalista incorpora ciência e tecnologia a seu processo produtivo mais rapidamente que os demais. Isso, em grande parte, pelo apoio da Embrapa e de outros institutos estatais de pesquisa e desenvolvimento. Com isso, elevou a produtividade por área e por trabalhador, o que lhe permite contratar no mercado de trabalho apenas cerca de 2 milhões de assalariados, apesar da considerável área plantada. O problema é que, por mais avançado que seja o agronegócio, e por mais valor que agregue à sua produção, sua taxa de geração de riquezas é muito inferior à da indústria.</p>
<p>Esta, por sua vez, tem ramos inteiros oligopolizados por corporações empresariais estrangeiras instaladas no Brasil. Alguns de seus ramos nacionais, como a indústria de construção pesada, são oligopolizados por corporações nacionais. Mas a participação da propriedade nacional,<br />
na indústria como um todo, talvez seja minoritária. Assim, em resumo, a não ser que os indicadores sobre a conclusão da revolução burguesa sejam outros, tal conclusão ainda parece relativamente longe das terras brasileiras. Não levar isso em conta pode levar, no campo da política, ao estabelecimento de metas em contradição com a realidade concreta.</p>
<p>Por outro lado, traço comum a quase todos os que falam e defendem o desenvolvimento do Brasil consiste em não esclarecerem a natureza desse desenvolvimento. Simplesmente omitem que o desenvolvimento brasileiro foi, pelo menos desde os anos 1930, um desenvolvimento capitalista. E que, atualmente, continua sendo um desenvolvimento capitalista. Com o paradoxo de que ocorre, e talvez tenha que ocorrer por um período de tempo difícil de prever, numa situação histórica em que as esquerdas democrática, socialista e comunista, com as nuances que estes termos comportam, se tornaram a força política principal do governo federal e de vários governos estaduais e municipais.</p>
<p>A ironia da história é que esse paradoxo resulta justamente do caráter amorfo e colonizado da burguesia nacional brasileira. Ela foi incapaz de formular um desenvolvimento capitalista soberanamente nacional e de levar a termo o desenvolvimento das forças produtivas que caracterizam a conclusão da revolução burguesa. Ela apoiou as medidas da ditadura militar para modernizar os latifúndios e transformá-los em empresas agrícolas capitalistas, através de um intenso processo de injeção financeira e da expropriação de milhões de camponeses agregados e<br />
proprietários. Mas deixou que esses milhões de expropriados, que numa situação idêntica foram transformados em força de trabalho industrial pela burguesia inglesa para dar partida a seu desenvolvimento capitalista, se tornassem apenas um imenso exército industrial de reserva de baixo preço, acampado nos morros e periferias urbanas.</p>
<p>Nessas condições, a questão do desenvolvimento capitalista ainda está colocada na ordem do dia da revolução brasileira. Nenhum governo, socialista ou não, pode se furtar dela. Mas a situação inusitada de termos um governo dirigido pelas esquerdas democrática, socialista e comunista coloca na ordem do dia a necessidade de delinear um caminho de desenvolvimento que não seja exclusivamente capitalista.</p>
<p>Delineamento que não pode ser resolvido retirando do termo desenvolvimento seu qualificativo capitalista, ou mascarando-o com uma salutar redistribuição de renda e programas de melhoria da moradia, educação, saúde e outras condições de vida da população.</p>
<p>Em outras palavras, no Brasil da atualidade, se os socialistas querem avançar na  criação de condições para a transformação social, eles terão de desenvolver, em termos econômicos, as formas de propriedade que trazem em germe a possibilidade de sua transformação em formas socialistas. Isto é, tanto as forças produtivas capitalistas, quanto as forças produtivas estatais, cooperativas e solidárias, compreendendo que tais forças podem cooperar entre si, em determinadas circunstância, e competir e entrar em conflito, em outras.</p>
<p>Isso, sem dúvida, inclui consórcios estatais-privados, como no caso da construção de aeroportos, usinas hidrelétricas, linhas de transmissão, ferrovias, portos e outras obras de grande porte, para as quais é necessário mobilizar recursos financeiros consideráveis. E deveria incluir também a formação de novas estatais, para o aceleramento de setores de ponta, e a transformação de todas as estatais em indutoras de industrialização. É inconcebível, por exemplo, que as estatais elétricas, com enorme experiência no setor, não operem como indutoras e participantes na implantação de indústrias de turbinas, geradores e outros equipamentos de geração e transmissão de energia elétrica.</p>
<p>Consórcios estatais-privados também deveriam atuar para o desenvolvimento das micros, pequenas e médias empresas capitalistas, industriais e agrícolas, na perspectiva de romper os oligopólios das grandes burguesias estrangeiros e nacionais, reforçar a pequena e a média burguesia e, portanto, incentivar a competição entre elas. O mesmo deveria ser verdade em relação às cooperativas e empresas solidárias. Porém, em qualquer desses casos, é ilusão supor a possibilidade de escapar da competição do mercado capitalista, por um tempo razoavelmente longo.</p>
<p>Sem essa base material, capaz de gerar uma classe trabalhadora assalariada socialmente forte, e classes intermediárias que possam aliar-se à essa classe trabalhadora, a luta social e política dificilmente ganhará vulto, e as forças políticas democráticas e populares ainda se verão às voltas com esse tipo de debate.</p>
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		<title>Gaviões da Fiel emociona o sambódromo e Lula com samba sobre sua vida</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 12:03:22 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[História do PT]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Carnaval 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Gaviôes da Fiel]]></category>
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		<description><![CDATA[Ala mostrou a fundação do Partido dos Trabalhadores A escola de samba Gaviões da Fiel, que desfilou na madrugada de domingo no sambódromo do Anhembi, emocionou os espectadores com seu enredo “Verás que um filho teu não foge à luta – Lula, o retrato de uma nação”. O samba, que homenageou o ex-presidente Lula e contou a história de luta do povo brasileiro, começou falando do Nordeste e das dificuldades enfrentadas por Lula nesta região...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Logo-Carnaval-2012.jpg"><img class="alignleft size-large wp-image-13227" title="Logo-Carnaval-2012" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Logo-Carnaval-2012-796x1024.jpg" alt="" width="305" height="436" /></a>Ala mostrou a fundação do Partido dos Trabalhadores</h4>
<p>A escola de samba Gaviões da Fiel, que desfilou na madrugada de domingo no sambódromo do Anhembi, emocionou os espectadores com seu enredo “Verás que um filho teu não foge à luta – Lula, o retrato de uma nação”. O samba, que homenageou o ex-presidente Lula e contou a história de luta do povo brasileiro, começou falando do Nordeste e das dificuldades enfrentadas por Lula nesta região do país.<span id="more-13218"></span></p>
<p>O jornalista Gustavo Toncovitch, que trabalha no PT participou da ala que homenageou o Partido. “Sem sombra de dúvidas foi uma das alas mais animadas, as pessoas interagiram muito com o público nas arquibancadas, estava organizado”. Toncovitch conta que a ala do Partido era uma das mais animadas porque representou a militância. “Vi também muitos funcionários e líderes, como o Gabriel Medina, prefeitos, foi uma ala realmente petista”, disse.<br />
<strong>Lula – o grande astro da noite</strong></p>
<p>O desfile mostrou o início da carreira como torneiro mecânico, a fundação do Partido dos Trabalhadores e a luta pela democracia também foram alguns dos momentos da vida de Lula apresentados durante o desfile. As bandeiras políticas defendidas por ele, como educação, emprego e moradia, foram lembradas, assim como seu slogan “A esperança contra o medo”, da campanha de 2002. O último carro da escola, que contou com a presença da ex-primeira dama, dona Marisa Letícia, trouxe ainda imagens de Lula em sua trajetória e o vídeo de agradecimento à escola gravado por ele.</p>
<p>O ex-presidente, que por recomendações médicas não pôde desfilar com a escola, assistiu tudo pela televisão e ficou muito emocionado. Ao final do desfile ligou para dona Marisa e pediu que ela agradecesse à Gaviões da Fiel por essa homenagem, que classificou como uma das maiores que já recebeu na vida.</p>
<p>(Ricardo Weg – Portal do PT com Instituto Lula)</p>
<p><iframe width="465" height="262" src="http://www.youtube.com/embed/hTsZzcc9TiM?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Grécia cede sua soberania em troca do &#8220;resgate&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 16:43:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Emilio Font com informações do jornal &#8220;Público&#8221; da Espanha e do site em espanhol do Partido Comunista da Grécia A Grécia assinou nesta segunda feira, sem resistências de seus governantes, um acordo onde na prática abre mão de sua soberania. O acordo que já previa uma série de cortes sociais tais como: a demissão de 15mil funcionários públicos, a redução em até 32% do valor do salário mínimo, o corte de salários de servidores...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13206" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/ATHENS7.jpg"><img class="size-medium wp-image-13206" title="ATHENS7" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/ATHENS7-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">O povo grego resiste mas o governo e os bancos continuam impondo suas regras</p></div>
<p><strong>Por Emilio Font com informações do jornal &#8220;Público&#8221; da Espanha e do site em espanhol do Partido Comunista da Grécia</strong></p>
<p>A Grécia assinou nesta segunda feira, sem resistências de seus governantes, um acordo onde na prática abre mão de sua soberania. O acordo que já previa uma série de cortes sociais tais como: a demissão de 15mil funcionários públicos, a redução em até 32% do valor do salário mínimo, o corte de salários de servidores públicos, entre outros, <a href="http://es.kke.gr/news/news2012/2012-02-16-metra">(veja aqui, em espanhol, os principais pontos) </a>, conseguiu impor ao país uma regra que prevê que a ajuda de 130 bilhões de Euros será depositada em uma conta vinculada, sob controle da União Européia, na qual o dinheiro retirado terá como prioridade o pagamento das dividas bancárias, em outras palavras: o dinheiro somente será liberado, primeiro,  para pagamento dos bancos privados e somente  se houver “sobras” serão pagos outras despesas do governo grego, tais como: obras públicas, salários de funcionalismo, médicos e professores, aposentadorias, etc.<span id="more-13205"></span></p>
<div class="mceTemp">Mas o objetivo não é só esse, de acordo Jan Kees de Jager, ministro da Economia da Holanda, um dos que impuseram o acordo à Grécia, &#8220;O dinheiro é a maneira de controlar a Grécia&#8221;, ainda segundo Jan Kess os técnicos da União Européia e do Fundo Monetário Internacional também deveriam instalar-se &#8220;permanentemente&#8221; em Atenas para tutelar a execução da política econômica da Grécia. &#8220;Não deve acontecer novamente o que aconteceu no passado, onde milhares de milhões entram na Grécia e são colocados a disposição do consumo sem que haja nenhuma infraestrutura, nenhuma modernização do estado e o desenvolvimento regional”, disse a chefe de governo da Áustria, Maria Fetker, que também se mostrou defensora de “uma tutela permanente” para saber &#8220;onde vai o dinheiro.&#8221;</div>
<p>O objetivo é claro, controlar também o dinheiro arrecadado pelo governo Grego, priorizando o pagamento dos bancos privados; os gastos com “infraestrutura” destinados obviamente ao capital; a “modernização do estado” que para eles é sinônimo de seu exugamento com demissões de funcionários públicos, cortes sociais, etc e o “desenvolvimento regional” que com certeza pressupõe a aplicação e aprofundamento das políticas neoliberais.</p>
<p>Sem meias palavras Jan Kess afirmou que o país Helénico &#8220;continuará tendo até certo ponto alguma soberania&#8221;. A frase foi um ataque direito ao discurso do candidato favorito ás eleições gerais que serão realizadas em abril.</p>
<p>O favorito, integrante do partido conservador Nova Democracia, que também faz parte do atual governo e é fiador do acordo, tem insistido repetidamente, para que o resgate seja renegociado após as eleições, porém sem necessariamente questionar seu conteúdo, no que parece ser mais uma jogada eleitoral; tanto é que na semana passada o Nova Democracia assinou um documento renunciando a uma outra renegociação, que suporia rever os termos do atual acordo.</p>
<p>Mesmo assim os países da zona euro estão cautelosos. &#8220;É importante que nós introduzamos um monitoramento, um sistema de supervisão para garantir que este programa tenha continuidade após as eleições&#8221;, advertiu Luc Frieden, Ministro das Finanças de Luxemburgo.</p>
<p>O compromisso dos governos europeus com os bancos privados é tão grande que as instituições monetárias dos governos da zona euro vão participar no resgate abrindo mão do lucro a que teriam direito a partir dos títulos da dívida grega adquiridos nos últimos anos; “em troca” (não se sabe a troco do que) a Grécia irá realizar a operação financeira mais complexa e de longo alcance de um estado do euro. O Governo vai fazer uma oferta pública de debêntures para os credores internacionais destinado a cortar 100 bilhões de euros no volume total do empréstimo. Em contrapartida, os bancos internacionais irão cobrar uma taxa de juros <em>maior </em>para títulos novos.</p>
<p>Como se não bastasse, e para garantir que o banqueiros privados se sintam absolutamente seguros e não achem que estão correndo algum risco, enquanto o acordo com a Grécia era fechado, Mario Draghi, presidente Banco Central Europeu, se encontrava ontem na capital da UE, com os chefes de grandes bancos privados, onde garantiu que a zona do euro garantirá, pela primeira vez, os pagamentos nos próximos dois anos.</p>
<p>As imposições ao país e a agressão a sua soberania são tão gritantes que até mesmo Wolfgang Munchau, analista do diário economico conservador <em>Financial Times</em> (o mais lido entre as elites economicas européias) afirmou ontem que &#8220;Este é um momento em que o exito já não é compatível com a democracia&#8221; acrescentado ainda que &#8220;A zona do euro quer impor a sua eleição do Governo sobre a Grécia, que assim se tornará a primeira colônia&#8221; na união monetária.</p>
<p><strong>A (i)lógica absurda do capitalismo</strong></p>
<p>Muitos economistas tem alertado sobre a total impossibilidade da Grécia em cumprir o objetivo de reduzir até 2020 para 120% do PIB da dívida, que já ultrapassa 160%, se mantidas as atuais condições e políticas econômicas impostas ao país há mais de dois anos.</p>
<p>O absurdo é que as medidas já impostas anteriormente colocaram o país em uma brutal recessão e as novas aprofundarão essa recessão; com isso, por um lado a capacidade do país em gerar riquezas para pagar a dívida é cada vez menor e por outro a miséria de sua população será cada vez maiores função dos violentos cortes sociais e da recessão.</p>
<p>Em contrapartida os empresários são  beneficiados, entre outros, inclusive com a redução de 5% nas contribuições sociais (menos 2% para a Seguridade Social através da abolição nas contribuições para a Organização de Moradia Operária e menos 3% nas contribuições ao Instituto de Seguridade Social), assim de um lado se reduz o valor das aposentadorias e de outro se alivia o setor privado no financiamento da seguridade social.</p>
<p>Mas esses supostos absurdos, segundo alguns têm uma lógica, a lógica do capitalismo, não se trata aqui de salvar um país, a zona do euro, pensar no futuro, ou qualquer outra coisa, mas sim de garantir a qualquer custo o lucro imediato dos bancos privados; a garantia dos dois anos tem justamente este objetivo: drenar bilhões de euros de dinheiro público para os bancos privados, depois de dois anos é bem provável que se estabeleça um “salve-se quem puder” entre os próprios bancos, até porque para a Grécia e seu povo, com o atual governo e sem o aumento da resistencia e reação popular, não há salvação. Isso tudo tem um nome: capitalismo.</p>
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		<title>Espanha: Manifestações massivas contra “reforma trabalhista injusta”</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 12:48:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Do esquerda.net Centenas de milhares de pessoas manifestaram-se neste domingo em 57 cidades de Espanha, convocadas pelas centrais sindicais Comisiones Obreras e UGT sob o lema “Não à reforma trabalhista injusta”. Manifestantes pediram a convocação de uma greve geral em todo o Estado espanhol. Na Galiza, no País Basco e em Navarra está convocada greve geral para 29 de Março. &#160; As manifestações de protesto contra a alteração das leis trabalhistas e a facilitação dos despedimentos, convocadas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="attachment_13201" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/manifestacoes-madrid.jpg"><img class="size-medium wp-image-13201" title="manifestacoes madrid" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/manifestacoes-madrid-300x248.jpg" alt="" width="300" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Não à reforma trabalhista injusta&quot;, manifestação de Madrid, 19 de fevereiro de 2012 - Foto do site das CC OO</p></div>
<p><strong>Do esquerda.net</strong></div>
<div id="op-content-aberto">
<div>Centenas de milhares de pessoas manifestaram-se neste domingo em 57 cidades de Espanha, convocadas pelas centrais sindicais Comisiones Obreras e UGT sob o lema “Não à reforma trabalhista injusta”. Manifestantes pediram a convocação de uma greve geral em todo o Estado espanhol. Na Galiza, no País Basco e em Navarra está convocada greve geral para 29 de Março.<span id="more-13200"></span></div>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p>As manifestações de protesto contra a alteração das leis trabalhistas e a facilitação dos despedimentos, convocadas pelas CC OO e pela UGT constituíram o maior protesto sindical dos últimos anos, segundo o “Publico” de Espanha.</p>
<p>As manifestações realizaram-se em 57 cidades de Espanha, com elevada participação. Segundo os cálculos do jornal “El Pais”  aproximadamente 110.000 pessoas em Madrid e pouco mais de 100.000 em Barcelona. Segundo as CC OO, participaram 500.000 pessoas em Madrid, 450.000 em Barcelona e mais de dois milhões em todo o Estado espanhol.</p>
<p>A convocação de uma greve geral em todo o Estado espanhol foi pedida por muitos manifestantes em Madrid. O “Publico” de Espanha noticia que antes dos discursos finais na Puerta del Sol foi gritado o apelo à convocação de uma greve geral.</p>
<p>As duas centrais sindicais falam na necessidade de uma “mobilização crescente”, mas não clarificam se vão convocar ou não uma greve geral. O líder da UGT, Cándido Méndez, disse: “vou continuar a falar da reforma [laboral] e não me vou perder no debate sobre a resposta”. O líder das CC OO, Ignacio Fernández Toxo, diz que o Governo é que vai decidir da “inevitabilidade da greve” e apela a que o executivo convoque as centrais sindicais para negociar.</p>
<p>Na Galiza já está convocada pela Confederação Intersindical Galega uma greve geral para 29 de Março. Para o País Basco e para Navarra, as centrais <strong>ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE e Hiru,</strong> anunciaram na passada sexta feira uma greve geral também para 29 de Março.</p>
<p>Segundo o site das CC OO, participaram nas manifestações: Galiza 150.000 pessoas, 25.000 no País Basco, 15.000 nas Ilhas Baleares, 450.000 na Catalunha, 5.000 em La Rioja, 25.000 em Castilla-La Mancha, 10.000 na Cantábria, 220.000 no País Valenciano, 7.000 na Estremadura, 15.000 em Navarra, 30.000 em Múrcia, 80.000 nas Astúrias, 130.000 na Andaluzia, 80.000 em Castilla y León, 60.000 em Aragão, 15.000 nas Canárias, 500 em Ceuta e 400 em Melilla.  </p>
</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Carta Aberta para a Presidenta Dilma elaborada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS)</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 20:30:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Assegurar os recursos aprovados na LOA 2012 para a saúde  O Conselho Nacional de Saúde (CNS), instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde – SUS &#8211; de caráter permanente e deliberativo, condição recentemente reafirmada pela Lei Complementar nº 141/2012, tem como missão a deliberação, fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde. É competência do Conselho, dentre outras, aprovar o orçamento da saúde, assim como acompanhar a sua execução orçamentária. Ressalte-se que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2011/10/sus.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-10961" title="sus" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2011/10/sus.jpg" alt="" width="200" height="86" /></a>Assegurar os recursos aprovados na LOA 2012 para a saúde</strong></p>
<p> O Conselho Nacional de Saúde (CNS), instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde – SUS &#8211; de caráter permanente e deliberativo, condição recentemente reafirmada pela Lei Complementar nº 141/2012, tem como missão a deliberação, fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde. É competência do Conselho, dentre outras, aprovar o orçamento da saúde, assim como acompanhar a sua execução orçamentária. Ressalte-se que o Conselho representa os usuários e os trabalhadores do SUS, assim como prestadores e gestores.<span id="more-13158"></span></p>
<p>Considerando sua missão, o CNS, reunido em 16 de fevereiro de 2012, decide se dirigir, publicamente, à presidenta Dilma Roussef, para manifestar sua posição acerca da medida de contingenciamento de recursos da saúde no orçamento federal de 2012.</p>
<p>No Brasil, é crônico o sub-financiamento da saúde. A União, em particular, não tem priorizado os investimentos em saúde, tendo reduzido sua participação no montante total de recursos aplicados na saúde ao longo dos últimos 20 anos.</p>
<p>A recente aprovação da regulamentação da EC-29, sem garantir os 10% das receitas correntes brutas do orçamento federal para a saúde, frustrou as expectativas do povo brasileiro de ver ampliados os investimentos e melhorados o acesso e a qualidade da atenção à saúde, expressas nas deliberações da 14ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em novembro de 2011.</p>
<p>Como se isso fosse pouco, a equipe econômica do governo federal propõe agora um contingenciamento da ordem de R$ 5,4 bilhões no já restrito orçamento do Ministério da Saúde. O mais curioso é o argumento de que o contingenciamento visa a favorecer o crescimento econômico do país. Ora, a saúde é um importante setor econômico, representando cerca de 9% do PIB, e muito tem contribuído para o desenvolvimento nacional, ao movimentar um potente mercado de bens e serviços e assegurar milhões de empregos. Dessa forma, contingenciar os recursos da saúde, malgrado a intenção do Ministério da Fazenda, contribui para desacelerar o crescimento.</p>
<p>Acrescente-se que a saúde é um dos setores mais eficientes da administração pública, com níveis de execução orçamentária superiores aos dos próprios projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), prioridade, reiteradamente proclamada, do governo.</p>
<p>Vale ainda adicionar que esses recursos contingenciados, que ampliavam o montante originalmente previsto para a saúde em 2012 pelo Poder Executivo no PLOA, foram definidos por iniciativa do Congresso Nacional, de certa forma, sensibilizado com a insuficiência de verbas para o SUS. Note-se que, ao contrário da prática usual, deputados e senadores consultaram os gestores da saúde, em especial dos municípios e dos estados, para orientar as emendas parlamentares de acordo com as prioridades políticas do SUS.</p>
<p>Contudo, o que mais provoca indignação na proposição do contingenciamento dos recursos da saúde é a verificação de que a LOA 2012 prevê destinar R$ 655 bilhões ou 30% do orçamento federal de 2012 é destinado ao refinanciamento e ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, mais de nove vezes valor previsto para a saúde. A saúde, mais que os ganhos financeiros do pequeno e privilegiado setor rentista da sociedade, deveria ser prioridade governamental.</p>
<p>Neste sentido, o Conselho Nacional de Saúde se manifesta publicamente, solicitando à presidenta Dilma que, atenta a seus compromissos de campanha, priorize a saúde e não proceda o contingenciamento das verbas previstas na LOA para o orçamento do Ministério da Saúde.</p>
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		<title>David Harvey vem ao Brasil para lançamento de livro</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 19:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[O geógrafo britânico David Harvey acaba de confirmar visita ao Brasil, a convite da Boitempo Editorial, para realizar as conferências de lançamento do livro O enigma do capital e as crises do capitalismo. Serão três dias de eventos em universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro: na segunda-feira, dia 27/02, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) recebe Harvey no Teatro TUCA; na terça-feira, dia 28/02, é a vez da Universidade de São...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/david-harvey-no-brasil-convite-digital.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-13156" title="david-harvey-no-brasil-convite-digital" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/david-harvey-no-brasil-convite-digital.jpg" alt="" width="500" height="433" /></a>O geógrafo britânico David Harvey acaba de confirmar visita ao Brasil, a convite da Boitempo Editorial, para realizar as conferências de lançamento do livro <em>O enigma do capital e as crises do capitalismo</em>. Serão três dias de eventos em universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro: na segunda-feira, dia 27/02, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) recebe Harvey no Teatro TUCA; na terça-feira, dia 28/02, é a vez da Universidade de São Paulo (FAU-USP); e na quarta-feira, dia 29/02, o autor marxista se apresenta na Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ).</p>
<div>Todos os eventos são gratuitos e sem necessidade de inscrição prévia.</div>
<div>Nos locais haverá venda dos livros da Boitempo com descontos especiais.</div>
<div>Confirme presença na página no Facebook do evento: <a href="http://www.facebook.com/events/223554907740068/" rel="nofollow" target="_blank">David Harvey no Brasil (fevereiro de 2012)</a>.</div>
<div><strong>Programação completa</strong></div>
<div><strong>27/02 | Segunda-feira | 19h30 – São Paulo (SP)</strong><br />
Teatro TUCA da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)<br />
Rua Monte Alegre, 1024 – CEP 05014-001, Perdizes – Tel. (11) 3670-8458<br />
Com a presença de Leda Paulani (FEA/USP) e João Ildebrando Bocchi (FEA, PUC-SP)<br />
Realização: APROPUC, Núcleo de Estudo de História: Trabalho, Ideologia e Poder (NEHTIPO), Departamento de História da PUC-SP, Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP e Boitempo Editorial<br />
Apoio: PUC-SP e Teatro TUCA</div>
<div><strong>28/02 | Terça-feira | 18h30 – São Paulo (SP)</strong><br />
Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU/USP)<br />
Rua do Lago, 876 – CEP 05508-900, Cidade Universitária – Tel. (11) 3091-4801<br />
Com a presença de Ermínia Maricato (FAU/USP) e Mariana Fix (LabHab)<br />
Realização: FAU/USP, Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAU (LabHab), Pós-Graduação FAU/USP e Boitempo Editorial</div>
<div><strong>29/02 | Quarta-feira | 18h – Rio de Janeiro (RJ)</strong></div>
<div>Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS/UFRJ)<br />
Largo de São Francisco, 01 – 2º Andar – CEP 20051-070 – Centro<br />
Com a presença de Marco Aurelio Santana (PPGSA-IFCS-UFRJ)<br />
Realização: Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA-IFCS/UFRJ), Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ), Núcleo de Estudos Trabalho e Sociedade (NETS-IFCS/UFRJ) e Boitempo Editorial</div>
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		<title>Se convidada Cuba assistirá à Cúpulas das Américas</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Cúpula das Américas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Max Altman (16/01/12) Cuba 11/12 É lamentável que porta-vozes do governo de Washington questionem a participação de Cuba na Cúpula das Américas a ter lugar em Cartagena, Colômbia no próximo mês de abril, com a anunciada presença de Barack Obama, sob a alegação de que não é um país democrático. O Chile de Pinochet, a Argentina de Videla, ditaduras sanguinárias que sacrificaram seus próprios povos, e só para citar dois exemplos, receberam apoio político...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Max Altman (16/01/12)</strong></p>
<p>Cuba 11/12</p>
<p>É lamentável que porta-vozes do governo de Washington questionem a participação de Cuba na Cúpula das Américas a ter lugar em Cartagena, Colômbia no próximo mês de abril, com a anunciada presença de Barack Obama, sob a alegação de que não é um país democrático. O Chile de Pinochet, a Argentina de Videla, ditaduras sanguinárias que sacrificaram seus próprios povos, e só para citar dois exemplos, receberam apoio político pouco dissimulado de Washington, e jamais deixaram de participar das reuniões da OEA ou de qualquer outro órgão multilateral regional.</p>
<p><em><strong>Se convidada Cuba assistirá à Cúpulas das Américas</strong></em></p>
<p>Não pode haver uma Cúpula das Américas sem Cuba. Os Estados Unidos não podem seguir insistindo num tema anacrônico, que gera mal-estar em todo o continente. A comunidade das nações na ONU e em especial a unanimidade dos países da América Latina e Caribe condenou reiteradamente o bloqueio de mais de meio século dos Estados Unidos contra Cuba.<a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Bruno-Rodrigues.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-13151" title="Chanceler Bruno RodriguesParrilla" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Bruno-Rodrigues.jpg" alt="" width="200" height="270" /></a>Diante da consulta respeitosa do governo colombiano, Cuba declarou que, caso seja convidada, assistiria à Cupula das Américas a partir de suas posições de apego à verdade e sua tradicional política exterior de princípios, afirmou nesta quarta-feira, 15, Bruno Rodríguez Parrilla, ministro de Relações Exteriores, ao deixar instalada a 8ª Reunião do Conselho Político da ALBA, sessão extraordinária, que teve lugar no hotel Occidental Miramar de Havana.<span id="more-13150"></span></p>
<p>O chanceler recordou que a mencionada cúpula foi lançada pelo ex-presidente Bill Clinton em 1994 como a plataforma política para a anexação econômica da América Latina e o Caribe. &#8220;Não pode ser das Américas e ao mesmo tempo excluir de maneira infundada e injusta a Cuba&#8221;, assinalou.</p>
<p><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Rodolfo-Sanz.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-13152" title="Rodolfo Sanz, coordenador executivo da Alba" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Rodolfo-Sanz.jpg" alt="" width="211" height="290" /></a>Não obstante, reiterou que Cuba &#8220;não regressará à OEA, nem lhe interessa ter qualquer relação com esta organização que só serviu para propósitos de dominação, ocupação e agressão dos Estados Unidos para espoliar a América Latina e o Caribe&#8221;.</p>
<p>À reunião estiveram presentes os chanceleres e altos representantes de oito países do bloco regional: Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador, Dominica, São Vicente e as Granadinas, Antigua e Barbuda e Cuba, além de Santa Lucia e Suriname como convidados especiais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Michel Chossudovsky: “Estamos num cenário de terceira guerra mundial. E todos vão perder”*</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 12:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[ Por Sara Sanz Pinto* (16/92/12) “Estamos a assistir ao envio de forças navais, homens, sistemas de armamento de ponta, controlados através do comando estratégico norte-americano em Omaha, Nebrasca, e que envolve uma coordenação entre EUA, NATO e forças israelitas, além de outros aliados no golfo Pérsico. Estas forças estão a postos. Isto não significa necessariamente que vamos entrar num cenário de terceira guerra mundial, mas os planos militares no Pentágono, nas bases da NATO, em...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/michel.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-13141" title="michel" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/michel-300x168.jpg" alt="" width="200" height="112" /></a> <em><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.odiario.info/index.php?autman=Sara%20Sanz%20Pinto*%20&amp;submit=Buscar" target="_blank"><span style="font-family: Calibri;">Por Sara Sanz Pinto*</span></a><span style="font-family: Calibri;"> (16/92/12)</span><a href="http://www.odiario.info/index.php?autman=Sara%20Sanz%20Pinto*%20&amp;submit=Buscar" target="_blank"><span style="font-family: Calibri;"><br />
</span></a></span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;">“Estamos a assistir ao envio de forças navais, homens, sistemas de armamento de ponta, controlados através do comando estratégico norte-americano em Omaha, Nebrasca, e que envolve uma coordenação entre EUA, NATO e forças israelitas, além de outros aliados no golfo Pérsico. Estas forças estão a postos. Isto não significa necessariamente que vamos entrar num cenário de terceira guerra mundial, mas os planos militares no Pentágono, nas bases da NATO, em Bruxelas e em Israel, estão a ser feitos. E temos de os levar muito a sério.” <span id="more-13140"></span></span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;">Presidente e director do Centre for Research on Globalization, Michel Chossudovsky conversou com o i sobre essa possível terceira guerra mundial, de que fala no seu livro “Towards a World War III Scenario: The Dangers of Nuclear War”. Crítico da fortificação militar que os Estados Unidos estão a construir em torno da China, o professor canadiano da Universidade de Otava defende que a opinião pública é fundamental para evitar uma guerra nuclear.</span></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;"> </span></em></div>
<div><strong><em><span style="font-family: Calibri;">DIZ NO SEU LIVRO QUE A GUERRA COM O IRÃO JÁ COMEÇOU E QUE OS ESTADOS UNIDOS ESTÃO APENAS À ESPERA DE UM ROSTO HUMANO PARA LHE DAR. ACREDITA QUE OS OBJECTIVOS POLÍTICOS E GEOESTRATÉGICOS DE WASHINGTON PODEM LEVAR-NOS A UMA GUERRA NUCLEAR COM CONSEQUÊNCIAS PARA TODA A HUMANIDADE?</span></em></strong><em><br />
<span style="font-family: Calibri;">Não quero fazer previsões e ir além do que aconteceu. Tudo o que posso dizer, e tenho vindo a dizê-lo de forma repetida, é que a preparação para a guerra está a um nível muito elevado. Se será levada a cabo ou não é outro patamar, e ainda não o podemos afirmar. Esperemos que não. Mas temos de considerar seriamente o facto de que este destacamento de tropas é o maior da história mundial. Estamos a assistir ao envio de forças navais, homens, sistemas de armamento de ponta, controlados através do comando estratégico norte-americano em Omaha, Nebrasca, e que envolve uma coordenação entre EUA, NATO e forças israelitas, além de outros aliados no golfo Pérsico (Arábia Saudita e estados do Golfo). Estas forças estão a postos. Isto não significa necessariamente que vamos entrar num cenário de terceira guerra mundial, mas os planos militares no Pentágono, nas bases da NATO, em Bruxelas e em Israel, estão a ser feitos. E temos de os levar muito a sério. Tudo pode acontecer, estamos numa encruzilhada muito perigosa e infelizmente a opinião pública está mal informada. Dão espaço a Hollywood, aos crimes e a todo o tipo de acontecimentos banais, mas, no que toca a este destacamento militar que poderá levar-nos a uma terceira guerra mundial, ninguém diz nada. Isso é um dos problemas, porque a opinião pública é muito importante para evitar esta guerra. E isso não está a acontecer, as pessoas não se estão a organizar para se oporem à guerra. Isto não é uma questão política, é um problema muito mais vasto, e tenho de dizer que os meios de comunicação ocidentais estão envolvidos em actos de camuflagem absolutamente criminosos. Só o facto de alinharem com a agenda militar, como estão a fazer na Síria, onde sabemos que os rebeldes são apoiados pela NATO, na Arábia Saudita e em Israel, e como fizeram na Líbia, é chocante do meu ponto de vista, porque as mentiras que se criam servem para justificar uma intervenção humanitária.Em vez de uma guerra nuclear, não podemos assistir a um cenário semelhante à Guerra Fria, com os EUA, a União Europeia e Israel de um lado e a China, a Rússia e o Irão do outro? Esse cenário já é visível. A NATO e os EUA militarizaram a sua fronteira com a Rússia e a Europa de Leste, com os chamados escudos de defesa antimíssil – todos esses mísseis estão apontados a cidades russas. Obama sublinhou em declarações recentes que a China é uma ameaça no Pacífico – uma ameaça a quê? A China é um país que nunca saiu das suas fronteiras em 2 mil anos. E eu sei, porque ando a investigar este tema há muito tempo, que está a ser construída toda uma fortaleza militar à volta da China, no mar, na península da Coreia, e o país está cercado, pelo menos na sua fronteira a sul. Por isso a China não é a ameaça. Os EUA são a ameaça à segurança da China. E estamos numa situação de Guerra Fria. Devo mencionar, porque é importante para a UE, que, no limite, os EUA, no que toca à sua postura financeira, bancária, militar e petrolífera, também estão a ameaçar a UE. Estão por trás da destabilização do sistema bancário europeu.</span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;"> </span></em></div>
<div><strong><em><span style="font-family: Calibri;">E A COLOCAÇÃO DE MAIS TROPAS EM TORNO DA CHINA VAI TRAZER MAIS TENSÃO À REGIÃO.</span></em></strong><em><br />
<span style="font-family: Calibri;">Quanto a isso não tenho dúvidas, porque os EUA estão a aumentar a sua presença militar no Pacífico, no oceano Índico e estão a tentar ter o apoio das Filipinas e de outros países no Sudeste Asiático, como o Japão, a Coreia, Singapura, a Malásia (que durante muitos anos esteve reticente a juntar-se a esta aliança). Portanto, Washington está a formar uma extensão da NATO na região da Ásia-Pacífico, direccionada contra a China. Não há dúvidas quanto a isto. E não se vence uma guerra contra a China. É um país com uma população de 1,4 mil milhões de pessoas, com um número significativo de forças, tanto convencionais como estratégicas. Por isso, com este confronto entre a NATO e os EUA, de um lado, e a China, do outro, estamos num cenário de terceira guerra mundial. E toda a gente vai perder esta guerra. Qualquer pessoa com um entendimento mínimo de planeamento militar sabe que este tipo de confronto entre superpotências – incluindo o Irão, que é uma potência regional no Médio Oriente, com uma população de 80 milhões de pessoas – poderá levar-nos a uma guerra nuclear. E digo isto porque os EUA e os seus aliados implementaram as chamadas armas nucleares tácticas – mudaram o nome das bombas e dizem que são inofensivas para os civis, o que é uma grande mentira.</span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;"> </span></em></div>
<div><strong><em><span style="font-family: Calibri;">MENTIRA PORQUÊ?</span></em></strong><em><br />
<span style="font-family: Calibri;">Está escrito em todos os documentos que a B61-11 [arma nuclear convencional] não faz mal às pessoas e planeiam usá-la. Tenho estado a examinar estes planos de guerra nos últimos oito anos, e posso garantir que estão prontos a ser usados e podem ser accionados sem uma ordem do presidente dos EUA. Olhe para o que eles designam “Nuclear Posture Review” de 2001, um relatório fulcral que integra as armas nucleares no arsenal convencional, sublinhando a distinção entre os diferentes tipos de armas e apresentando a noção daquilo que chamam “caixa de ferramentas”. E a caixa de ferramentas é uma colecção de armas variadas, que o comandante na região ou no terreno pode escolher, onde estão estas B61-11, que são consideradas armas convencionais. Se quiser posso fazer uma analogia, é a mesma coisa que dizer que fumar é bom para a saúde. As armas nucleares não são boas para a saúde, mudaram o rótulo e chamaram–lhes bombas humanitárias, mas têm uma capacidade destruidora seis vezes superior à de Hiroxima.</span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;"> </span></em></div>
<div><strong><em><span style="font-family: Calibri;">MAS A MAIOR PARTE DAS PESSOAS NÃO PARECE CONSCIENTE DA GRAVIDADE DO CENÁRIO…</span></em></strong><em><br />
<span style="font-family: Calibri;">A ironia é que a terceira guerra mundial pode começar e ninguém estará sequer a par, porque não vai estar nas primeiras páginas. Na verdade, a guerra já começou no Irão. Têm forças especiais no terreno, instigaram todo este tipo de mecanismos para desestabilizar a economia iraniana através do congelamento de bens. Há uma guerra da moeda em curso – isto faz parte da agenda militar. Desestabilizando-se a moeda de um país desestabiliza-se a sua economia, bloqueiam-se as exportações de petróleo, e isto antecede a implementação de uma agenda militar. Se eles puderem evitar uma aventura militar contra o Irão e ocupar o país através de outros meios, fá-lo-ão. É isso que estão a tentar neste momento. Querem a mudança de regime, o colapso das petrolíferas, apropriar-se dos recursos do país, e têm capacidade para fazer isto tudo sem uma intervenção militar, embora alguma possa vir a ser necessária. Mas o Irão é considerado uma das maiores potências militares da região e basta olharmos para as análises da sua força aérea, a sua capacidade em mísseis, as suas forças convencionais que ultrapassam um milhão de homens (entre activo e reserva), o que permite que de um dia para o outro consiga mobilizar cerca de metade, ou até mais. Tendo em conta estes números, os EUA e os seus aliados não conseguem vencer uma guerra convencional contra o Irão, daí a razão pela qual estão a tentar fazer a guerra com outros meios, e um desses meios é o pretexto das armas nucleares.</span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;"> </span></em></div>
<div><strong><em><span style="font-family: Calibri;">ACHA QUE O OCIDENTE PODE LANÇAR UM ATAQUE PREVENTIVO CONTRA O IRÃO MESMO SEM PROVAS?</span></em></strong><em><br />
<span style="font-family: Calibri;">Claro que sim! Olhe para a história dos pretextos para lançar guerras. Olhe para trás, para todas as guerras que os EUA começaram, a partir do século XIX. O que fazem sistematicamente é criar aquilo que chamamos incidente provocado para começar a guerra. Um incidente que lhes permite justificar o início de um conflito por motivos humanitários. Isto é muito óbvio. Em Pearl Harbor, por exemplo, sabe-se que foi uma provocação, porque os EUA sabiam que iam ser atacados e deixaram que tal acontecesse. O mesmo se passou com o incidente no golfo de Tonkin, que levou à guerra do Vietname. E agora são vários os pretextos que emergem contra o Irão: as alegadas armas nucleares são um, outro é o alegado papel nos atentados 11 de Setembro, pois desde o primeiro dia que acusam o país de apoiar os ataques, a afirmação mais absurda que podem fazer, pois não existem quaisquer provas. Mas os media agarram nestas coisas e dizem “sim, claro”.</span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;"> </span></em></div>
<div><strong><em><span style="font-family: Calibri;">PODE EXPLICAR ÀS PESSOAS DE UMA FORMA SIMPLES A RELAÇÃO ENTRE GUERRA CONTRA O TERRORISMO E BATALHA PELO PETRÓLEO?</span></em></strong><em><br />
<span style="font-family: Calibri;">A guerra contra o terrorismo é uma farsa, é uma forma de demonizar os muçulmanos e é também a criação, através de operações em segredo dos serviços secretos, de brigadas islâmicas, controladas pelos EUA. Sabemos disso! Estas forças, ligadas à Al-Qaeda, são uma criação da CIA de 1979. Por isso a guerra contra o terrorismo é apenas um pretexto e uma justificação para lançar uma guerra de conquista. É uma tentativa de convencer as pessoas de que os muçulmanos são uma ameaça e de que estão a protegê-las e para isso têm de invadir países perigosos, como o Irão, o Iraque, a Síria e a Coreia do Norte, que perdeu 25% da sua população durante a Guerra da Coreia, mas, no entanto, continua a ser tida como uma ameaça para Washington. É absurdo! Os americanos são um pouco como a inquisição espanhola. Aliás, piores! O que mais me choca é que os EUA conseguem virar a realidade ao contrário, sabendo que são mentiras e mesmo assim acreditando nelas. A guerra contra o terrorismo é uma mentira enorme, mas todas as pessoas acreditam e o mesmo se passava com a inquisição espanhola – ninguém a questionava. As pessoas conformam-se com consensos e quem assume a posição de que isto não passa de um conjunto de mentiras é considerado alguém em quem não se pode confiar e provavelmente perderá o emprego. Por isso esta guerra é contra a verdade, muito mais séria que a agenda militar. Contra a consciência das pessoas – parece que ninguém está autorizado a pensar. E depois vêm dizer-nos “Ah, mas as armas nucleares são seguras para os civis”. E as pessoas acreditam.</span></em></div>
<div><em></em></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;"> </span></em></div>
<div><strong><em><span style="font-family: Calibri;">SERÁ ISRAEL CAPAZ DE ATACAR IRÃO SEM O APOIO DOS EUA?</span></em></strong><em><br />
<span style="font-family: Calibri;">Não. Eles podem enviar as suas forças, por exemplo para o Líbano, mas o seu sistema está integrado no dos EUA e, como o Irão tem mísseis, têm de estar coordenados com Washington. É uma impossibilidade em termos militares. Em 2008, o sistema de defesa aérea de Israel foi integrado no dos EUA. Estamos a falar de estruturas de comando integradas. Quer dizer, Israel pode lançar uma pequena guerra contra o Hezbollah ou até contra a Síria, mas contra o Irão terá de ser com a intervenção do Pentágono. Embora tendo uma fatia significativa de militares, Israel tem uma população de 7 milhões de pessoas e não tem capacidade para lançar uma grande ofensiva contra o Irão.</span></em></div>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div><em><span style="font-family: Calibri;">*publicado no jornal “I” em 14 Fev 2012.</span></em></div>
<div></div>
<div><em>Fonte:<a href="http://www.ionline.pt/mundo/michel-chossudovsky-estamos-num-cenario-terceira-guerra-mundial-todos-vao-perder" target="_blank"> ionline</a></em></div>
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		<title>UNE participa de posse da ministra da secretaria de política para as mulheres</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2012 11:00:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Eleonora Menicucci]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/ministra.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-13132" title="ministra" src="http://pagina13.org.br/wp-content/uploads/2012/02/ministra-300x100.jpg" alt="" width="300" height="100" /></a>Na última sexta-feira (10/02), substituindo Iriny Lopes, que deixa a Secretaria de Políticas para as Mulheres para concorrer à prefeitura de Vitória (ES) nas eleições municipais de outubro, tomou posse como nova ministra a professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Eleonora Menicucci.<span id="more-13131"></span></p>
<p>A cerimônia de posse ocorreu no Palácio do Planalto e reuniu ministros, parlamentares e outras autoridades, entre elas a diretora de mulheres da UNE, Liliane Oliveira, que também é membro do Conselho Nacional de Políticas para Mulheres. “Com a nova ministra, temos a expectativa de avançar muito nas questões de direitos das mulheres”, avaliou Liliane.</p>
<p><img class="aligncenter" title="ANO_5981[3]" src="http://www.une.org.br/wp-content/uploads/ANO_598131.jpg" alt="" width="600" height="207" /><br />
Em seu discurso de posse, Eleonora relembrou a luta contra a ditadura e sua trajetória política que a aproximou de Dilma. Ambas estiveram presas durante o período da ditadura e dividiram uma cela. “Presidenta Dilma, nossas trajetórias de mulheres mineiras se entrelaçaram quando ainda muito jovens éramos. Nos engajamos na luta contra ditadura, fomos presas, torturadas, vivemos na mesma cela. Tivemos um engajamento que nos ensinou a lidar com as adversidades e a nunca, nunca nos omitir diante de uma situação, por mais difícil que possa ser”, disse, emocionada.</p>
<h2>Vitória sobre a lei Maria da Penha</h2>
<p>Ao se despedir, a ex-ministra comemorou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a Lei Maria da Penha, na última quinta-feira (9), que autoriza a abertura de processo contra o agressor mesmo se a mulher não prestar queixa contra ele. “Coincidência feliz de ontem estarmos no tribunal e ganharmos uma por unanimidade e outra por nove a um a possibilidade de as mulheres darem passo decisivo na superação da violência”, disse em sua fala. Para a nova ministra, “a ampliação da lei é um passo para proteção da mulher, um caminho para denunciar esse segredo que tem sido a violência doméstica”.</p>
<p>A diretora da UNE acredita que o fato da nova ministra se posicionar publicamente em relação à questões como o aborto atribui muita força para a Secretaria. “É muito emblemática essa posse, de uma ministra assumidamente feminista. Estamos otimistas em relação aos avanços e conquistas”, pontuou.</p>
<h2>Carta da Diretoria de Mulheres da UNE à ministra Eleonora Menicucci</h2>
<p><em>Através do fortalecimento da Secretaria de Políticas para as Mulheres e o permanente diálogo entre o ministério e o conjunto do movimento social, foi possível avançar em ações que aprofundaram mudanças necessárias para a vida das mulheres. A construção de políticas voltadas a promover a autonomia econômica e social, o combate à violência e o empoderamento das mulheres são centrais para que possamos ter um país sem pobreza e com equidade de gênero. </em></p>
<p><em>Saudamos a agora ex-ministra Iriny Lopes por todo seu empenho e comprometimento com a luta das mulheres durante a gestão na pasta. Dentre eles é importante destacar a realização vitoriosa da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, a atualização e fortalecimento do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e o enfrentamento à mídia sexista que violenta e expõe as mulheres como mercadoria. Desejamos sucesso e vitórias em suas novas tarefas.</em></p>
<p><em>A UNE saúda com muito apreço a Ministra Eleonora Menicucci, esta que foi militante do movimento estudantil – onde ocupou a vice-presidência da UEE MG e diretoria da UNE. É muito salutar termos uma ministra que carrega em sua história um legado de lutas e compromissos com a democracia no país e os direitos das mulheres. Acreditamos que à frente da SPM seja possível construir políticas que as mulheres brasileiras precisam e enfrentar setores conservadores, machistas e patriarcal, que impõe controle sobre o corpo e a vida das mulheres. Salientamos a necessidade de políticas e ações efetivas voltadas para o enfrentamento à mortalidade materna, que tem em suas estatísticas números alarmantes de mulheres jovens, negras, das periferias e do campo que morrem todos os dias em nosso país.</em></p>
<p><em>A UNE reafirma sua identidade feminista e se coloca à disposição para contribuir no avanço de debates centrais, como a legalização do aborto e garantias dos direitos sexuais e   reprodutivos das mulheres, e faz pressão para que o quanto antes tenhamos à disposição as creches e bens públicos que desonerem as mulheres do trabalho reprodutivo e gratuito.</em></p>
<p><em>Saudamos toda equipe da SPM na figura da ministra Eleonora e desejamos muito sucesso e vitórias nas batalhas que temos pela frente.  </em></p>
<p><strong><em>Brasília, 10 de fevereiro de 2012. </em></strong><br />
<strong><em>Diretoria de Mulheres da União Nacional dos e das Estudantes</em></strong></p>
<p><em><br />
Camila Hungria<br />
Foto Agência Brasil</em></p>
<p><em>Fonte: <a href="http://www.une.org.br/2012/02/une-participa-de-posse-da-ministra-da-secretaria-de-politicas-para-mulheres/" target="_blank">UNE</a></em></p>
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		<title>A integração da América Latina</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 22:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Valter Pomar A região que hoje conhecemos como América Latina contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo e, mais especificamente, para a riqueza das potências ainda hoje dominantes: os Estados Unidos e alguns países europeus. Numa primeira etapa, o saque e a exploração da região cumpriu um papel decisivo na acumulação de riquezas que precedeu a industrialização capitalista das metrópoles europeias. Numa segunda etapa, os países da região serviram como fonte de matérias primas, mercado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Valter Pomar</strong></p>
<p>A região que hoje conhecemos como América Latina contribuiu para o desenvolvimento do capitalismo e, mais especificamente, para a riqueza das potências ainda hoje dominantes: os Estados Unidos e alguns países europeus.<span id="more-13125"></span></p>
<p>Numa primeira etapa, o saque e a exploração da região cumpriu um papel decisivo na acumulação de riquezas que precedeu a industrialização capitalista das metrópoles europeias. Numa segunda etapa, os países da região serviram como fonte de matérias primas, mercado consumidor de produtos industriais e espaço receptor dos capitais exportados pelas metrópoles.</p>
<p>Esta relação de exploração se manteve, independente de quem hegemonizava o pólo metropolitano: Portugal, Espanha, Holanda, França, Inglaterra ou Estados Unidos.</p>
<p>A exploração pelas metrópoles não impediu o desenvolvimento da região, mas gerou um tipo de desenvolvimento que reproduzia as condições geradoras da exploração, da dependência externa e da desigualdade.</p>
<p>No limite, as metrópoles aceitavam e até estimulavam o desenvolvimento, desde que fosse associado, subalterno, dependente, periférico. Tanto a exploração quanto o desenvolvimento assumiram diferentes formas nacionais, a depender: a) das condições naturais; b) das características das sociedades pré-colombianas e das respectivas metrópoles; c) dos diferentes tipos e níveis de exploração; d) do comportamento da forças sociais exploradas.</p>
<p>As diferenças nacionais e sub-regionais, inclusive étnicas, culturais e linguísticas são frequentemente utilizadas para questionar a própria existência de uma América Latina e Caribenha. Foi assim no início do século XIX e continua assim no início do século XXI, como se pode verificar no discurso dos que discordam das políticas de integração impulsionadas desde 1998 e plasmadas em instituições como a Alba, Unasul,<br />
Celac etc.</p>
<p>Não cabe desconhecer, nem minimizar, as diferenças profundas existentes entre os países da região latino-americana. Até porque estas diferenças decorrem, ao menos em parte, da ação das metrópoles e de seus aliados na região.</p>
<p>Leia o restante do artigo aqui:</p>
Note: There is a file embedded within this post, please visit this post to download the file.
<p>&nbsp;</p>
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