Setorial Sindical da Articulação de Esquerda
A Articulação de Esquerda (AE) surgiu em 1993. Durante os seus primeiros quatro anos, a tendência admitia a existência, em seu interior, de diferentes orientações sindicais. Somente em março de 1997, em nosso 6° Seminário Nacional, decidimos construir uma atuação própria no movimento sindical, orientando nossos militantes a romper com a Articulação Sindical (Artsind).
A AE luta por restabelecer no PT a hegemonia das posições socialistas e revolucionárias e, para alcançar estes objetivos, consideramos necessário priorizar as lutas sociais articuladas com as lutas institucionais, sem as quais a disputa pelos rumos do partido e do governo Lula estarão fadadas ao fracasso.
A linha sindical que adotamos deve apontar diretrizes para nossa atuação nos sindicatos e organizações por local de trabalho; diretrizes para a atuação nas CUTs estaduais e nacional; diretrizes para nossa política frente às organizações sindicais de caráter nacional, cutistas ou não; diretrizes para nossa relação com as demais tendências sindicais, petistas ou não.
Nas questões gerais — estratégia e programa de luta pelo socialismo, tática geral, posição frente ao Partido dos Trabalhadores e ao governo Lula — nossa linha sindical reafirma as posições aprovadas nos fóruns gerais da Articulação de Esquerda.
O setorial sindical da AE é, pois, composto por sindicalistas petistas que têm como referência as posições da corrente construídas nas nossas instâncias de deliberação. Em poucas palavras, nossas posições históricas são as seguintes: a luta pelo socialismo; a defesa de uma estratégia revolucionária; a defesa de uma alternativa democrática, popular e socialista para o Brasil.
Da mesma forma como disputamos os rumos do PT e do governo Lula, nossa posição é de disputar os rumos da Central Única dos Trabalhadores, tendo como perspectiva conquistar uma hegemonia em seu interior para posições socialistas, que defendem uma CUT classista, democrática, de luta, de massas, pela base e engajada no processo de transformação da sociedade brasileira em direção ao socialismo.
Para darmos conta dessas tarefas, devemos buscar uma organicidade muito superior à que construímos até agora. Precisamos garantir o funcionamento regular de nossos fóruns internos, de modo que as decisões sejam coletivas e orientem nossas ações no movimento sindical.
Como todos os setoriais da AE, o Sindical também está subordinado às instâncias de decisão e direção da tendência, conforme previsto no Regimento Interno da Articulação de Esquerda.
Do ponto de vista de sua organização, o setorial sindical da AE estrutura-se nacionalmente a partir das seguintes instâncias: a Conferência Sindical Nacional; a Plenária Sindical Nacional; a Coordenação Sindical Nacional e o Secretariado Executivo da Coordenação Sindical Nacional.
A Conferência Sindical Nacional, principal instância deliberativa do setorial, reúne-se de dois em dois anos, para debater e aprovar a política sindical da tendência. Nela são eleitos os membros da Coordenação Nacional e do Secretariado Executivo.
A Plenária Sindical Nacional deverá reunir-se sempre que for necessária a atualização de nossas políticas sindicais para o setorial.
A Coordenação Sindical Nacional é composta por 17 (dezessete) membros. O Secretariado Executivo é composto por 8 (oito) membros.
Para que tenhamos presença efetiva no movimento, a construção de nosso setorial sindical deve ser baseada em algumas premissas: democracia interna, o que implica em direção coletiva; debate nas instâncias e disciplina na implementação das decisões; unidade política, ideológica e de ação; concepção sindical e método de atuação bem definidos; e militância centralizada pelas posições políticas da AE, com organização e capacidade operativa para realizar as tarefas propostas.
Hoje, nossa atuação é muito diferenciada nos diferentes Estados em que estamos organizados, no que se refere ao atendimento a essas premissas básicas. Em alguns Estados, estamos construindo o trabalho sindical há muito tempo. Em outros, o trabalho iniciou-se.
Nacionalmente, articulamos nossa participação em quatro congressos nacionais da CUT. No 6° Concut, tivemos um papel importante na construção da chapa da esquerda cutista (esquerda do PT e PSTU), elegendo um integrante para a executiva nacional da CUT. No 7° Concut, nossa bancada foi menor e conseguimos garantir um representante no Conselho Fiscal. No 8° Concut, realizado em 2003, elegemos novamente um integrante da Executiva Nacional da CUT, retomando o patamar de 1997. Infelizmente, o militante que havíamos indicado para ocupar o cargo que conquistamos na executiva da CUT desligou-se, em 2004, da tendência e do PT, contribuindo para a desorganização de nosso setorial sindical, descumprindo o caráter democrático da eleição da força política e não no militante individualmente. No 9º Concut, realizado em 2006, compusemos uma chapa com a CSC/OT/TM e voltamos a ter um militante na Executiva Nacional da CUT, elegendo o companheiro Expedito Solaney, bancário da AE de Pernambuco. No último CONCUT, realizado em 2009, duplicamos nossa participação, ampliando nossa presença na Direção Nacional e mantendo Expedito Solaney na Secretaria Nacional de Políticas Sociais.
Em nossa última Conferência Nacional Sindical da AE, aprovamos uma resolução política que orienta nossa ação no movimento sindical, apontamos as principais tarefas para o período e elegemos a seguinte coordenação nacional sindical:
Coordenação ExecutivaAntonio Avelange P.Bueno – RS
Claudiomiro Ambrosio – RS
Elivan dos Santos Silva – PI
Expedito Solaney – PE
Ismael Jose Cesar – DF
Madalena Garcia da Silva – ES
SE, a confirmar
Silvio Takashi Aragusuku -SP
Coordenação PlenaAldoir Kraemer - SC
Claudio – BA
Cleide – PI
Elida Rachel Miranda Sousa – AL
Geraldo Cândido da Silva – RJ
Jandyra M. Uehara Alves – SP
Jorge Penha – AP
Lúcia Peixoto – PE
SE, a confirmar
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