Orientação Militante N°338 (5 de agosto de 2022)

Orientação Militante N°338 (5 de agosto de 2022)

Orientação Militante N°338 (5 de agosto de 2022)

Boletim interno da Direção Nacional

da tendência petista Articulação de Esquerda

1.Conteúdo deste boletim

Neste OM publicamos um informe sobre o comitê gestor, a resolução aprovada pela Dnae e a relação de candidaturas proporcionais da AE. Reiteramos a necessidade de circular estas informações apenas no interior da tendência.

2.Informe sobre o comitê gestor

Não divulgar, não reenviar. No dia 5/8 foi realizada a quarta reunião do comitê gestor do fundo eleitoral. O referido comitê é composto por: Gleide Andrade, Gleisi Hoffmann, Jilmar Tatto, José Guimarães, Romenio Pereira, Paulo Teixeira, Joaquim Soriano, Natália Sena. A primeira e a segunda reunião do comitê gestor trataram de candidaturas ao governo e ao senado, a terceira e a quarta reunião trataram do financiamento dos federais homens. Portanto, ainda não foi feita a discussão sobre candidaturas federais mulheres, nem sobre candidaturas estaduais, sejam homens ou mulheres. A proposta originalmente apresentada pela tesouraria nacional do PT prevê a criação de dois grupos, denominados G1 e G2. O G1 seria composto, nesta proposta, pelos atuais deputados e também pelos membros da CEN que são candidatos a federal (caso de Jilmar e Quaquá). Já o G2 seria composto por mais ou menos 15 a 20 nomes. Na hipótese de ser esse o formato aprovado, o que nós poderemos fazer pelo PT e por nós mesmos é tentar incluir alguns nomes nesse G2 e, eventualmente, questionar nomes que sejam propostos por outros setores do partido. Não está decidido ainda qual o valor que os integrantes do G2 receberiam. No caso do G1, a proposta apresentada pela tesouraria é 2 milhões. Mas existem outras propostas e especulações, sendo que tudo isso está subordinado a regras e cálculos ainda inexistentes, por exemplo os relativos ao percentual real de candidaturas negras.

Na terceira reunião, que começou o debate sobre federais homens, propusemos em caráter preliminar a inclusão no tal G2 de três nomes vinculados a AE. Os critérios que utilizamos para propor 3 nomes foram: 1/propor um número de inclusões compatível com o nosso tamanho na bancada e no partido; 2/nomes que possam ser defendidos num debate nacional a partir de critérios compreensíveis por quem não é do estado da pessoa indicada. Nosso objetivo ideal é incluir os três nomes. Caso não consigamos alcançar esse objetivo, vamos ter que decidir como proceder, o que ainda está difícil prever como será, pelo seguinte motivo: se tiver disputa na CNB é uma situação, se for consensual entre eles é outra. Por exemplo: se de cara a CNB propuser aceitar 1 ou 2 nomes nossos é uma situação, se formos chamados a indicar é outra situação. De toda forma já estamos dialogando com a Gleide e buscando outras pessoas do comitê gestor, para apresentar nossa posição.

Isto posto, no dia 5/8, às 8h da manhã, aconteceu a quarta reunião do comitê gestor. A rigor, a reunião não aconteceu: foi aberta e de imediato a presidenta fez um pedido para que fosse adiada. Não há ainda uma proposta unificada entre os 4 integrantes da CNB que estão no comitê gestor. Ou seja, até o momento, não há acordo na CNB sobre como realizar a divisão dos recursos. Lembrando que aqui ainda estamos tratando da divisão dos federais homens. Depois virá a discussão sobre todas as mulheres e os estaduais. Nos 40 minutos desta quarta reunião, ficou ainda mais nítido que há dúvidas, inseguranças, divergências, crises, além de certas questões impublicáveis, que perpassam por essa discussão. A tesoureira insistiu por manter a reunião e relatou sobre as necessidades das candidaturas terem uma perspectiva sobre quanto terão de recursos, mas a maioria do comitê (exclusive nós, que defendemos manter) optou por adiar, e a reunião foi remarcada para domingo (07/08) às 9h. Toda esta crise evidencia algo óbvio, que estamos dizendo há tempos: o mal funcionamento das instâncias, a ausência de direção coletiva real, o ultracentralismo, o excessivo parlamentarismo no modo de se dirigir o partido, acarreta muitos problemas, além de políticos, operacionais. A excessiva concentração de tarefas e de papéis nas mesmas pessoas tende a, mais cedo ou mais tarde, explodir. Dúvidas e maiores informações, por favor escrevam para os integrantes da Dnae. Novas informações circularão até a próxima segunda-feira.

3.Resolução sobre fundo eleitoral

1.A executiva nacional do PT elegeu um “comitê gestor do fundo eleitoral”, formado por 8 integrantes, com quórum para deliberação igual ao da Câmara de recursos do DN. A nossa chapa é representada neste comitê pela companheira Natália Sena.

2.O DN aprovou percentuais para serem aplicados às candidaturas presidencial, governo, senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas. Esses percentuais ainda poderão ser alterados, seja devido as regras legais sobre mulheres/negros e negras, seja por razões políticas.

3.O comitê gestor já debateu, em caráter não-definitivo, parâmetros de valores para candidaturas ao governo e ao senado. Informações sobre isto devem ser solicitada diretamente à companheira Natália Sena.

4.Nos próximos dias o comitê gestor irá debater os valores para as candidaturas proporcionais (federais e estaduais). Não sabemos ainda qual proposta de critérios e quais parâmetros de valores serão apresentados pela tesouraria nacional do PT.

5.Diante disso, para podermos incidir melhor no debate, solicitamos que todas as direções estaduais da AE nos enviem, até segunda 1 de agosto (01/08), a lista de todas as candidaturas vinculadas à tendência, homologadas nas convenções partidárias, com uma breve descrição do perfil e com argumentos sintéticas sobre o porquê deve ser uma candidatura prioritária do Partido (por exemplo indicar se é dirigente partidário, sindical, de movimento social; se milita em algum setorial partidário; qual trabalho político realiza; se tem ou já teve mandato; se já foi candidato/a alguma vez e a que; se é negro/a e/ou mulher; entre outras questões que julgar necessário)

6.É importante lembrar novamente algo reiteradamente informado por nós, a saber, as instâncias do Partido, quando funcionam, funcionam muito mal. Por isto, é importante que cada candidatura se articule junto à respectiva direção estadual do Partido, junto à respectiva secretaria ou setorial estadual e/ou nacional onde milita, procure as demais candidaturas no próprio estado, majoritárias e proporcionais, inclusive as de outros setores do Partido.

7.Importante destacar o seguinte: não é a reunião do comitê gestor em si mesma, nem tampouco a direção nacional da tendência, quem vai resolver a destinação de recursos para cada candidatura. Vai pesar muito na destinação dos recursos a articulação feita diretamente nos próprios estados e setoriais, também junto à tesouraria nacional e, principalmente, vai pesar muito a força e visibilidade eleitoral das pré-campanhas. Tudo isto vai incidir, na prática, nos critérios de distribuição do fundo eleitoral.

8.Nestes termos, e tendo como base as informações que chegarem até segunda 1 de agosto, faremos o máximo esforço, junto ao comitê gestor, para “encaixar” as nossas candidaturas nos grupos prioritários. Isto será muito mais fácil se houver mobilização própria das candidaturas neste sentido.

4.As candidaturas proporcionais

Até hoje, dia 5 de agosto, a maioria dos estados não enviou as informações solicitadas no ponto 7 da resolução acima. A relação abaixo foi composta a partir da própria direção nacional, com dados obtidos em grande medida pelas companheiras Pamela e Alana. Na tabela abaixo, a informação sobre quem está em dia ou não baseia-se em informações da tesouraria nacional da AE.

(AL) Moisés Lima – DE
em dia
(AL) Welton Roberto – DE
não consta
(AM) Cristiane Salles – DE
em dia
(BA) Jorge Braga – DE
em dia
(DF) Thelma Mello – DE
em dia
(ES) Iriny Lopes – DE
deve
(ES) Profa. Ana Cláudia – DF
em dia
(MA) Aurélio Gomes – DE
deve
(MA) Francisco Gonçalves – Coletiva DE
deve
(MG) Adriana Souza – DE
deve
(MG) Aguida Helena – DE
em dia
(MG) Marcela Menezes – DF
em dia
(MS) Adriano Firmino Teles – DE
deve
(MS) Elias Ishy – DF
em dia
(MS) Gleice Jane – DE
em dia
(MS) Humberto Amaducci – DE
em dia
(MT) Jusci Rondon – DF
em dia
(PA) Leirson – DE
em dia
(PE) Patrick Campos – DF
em dia
(PR) Andreia de Lima – DE
em dia
(RJ) Ines Pandelo – DE
em dia
(RJ) Profa. Clarice – DE
em dia
(RN) Eliane Bandeira – DE
deve
(RN) Natália Bonavides – DF
em dia
(RN) Rayane Andrade – DE
em dia
(RS) Adão Pretto – DE
deve
(RS) Alisson Ferronato – DE
deve
(RS) Ana Affonso – DE
deve
(RS) Bira Teixeira – DE
deve
(RS) Gabrieli Vaz – DE
não consta
(RS) Gerri Sawaris – DE
não consta
(RS) Henrique Mascarenhas – DF
não consta
(RS) Joacir Picolotto – DF
deve
(RS) Marcel Frison – DF
deve
(RS) Marcon – DF
deve
(RS) Margarete Ferreti – DE
deve
(RS) Nereu Piovesan – DF
não consta
(SE) Dudu – DE
deve
(SP) Jandyra Uehara – DE
em dia
(TO) Antônio Marcos – DE
em dia
(TO) Célio Moura – DF
deve
(TO) Prof. Rubens – DE
em dia

5.Sobre o 7 de setembro

Reiteramos o pedido para nossa militância: nos informar sobre atividades da direita previstas/sendo organizadas para os dias 25 de agosto e 7 de setembro. Toda informação é útil.

6.EXPEDIENTE

Orientação Militante é um boletim interno da Direção Nacional da tendência petista Articulação de Esquerda. Responsável: Valter Pomar. A direção da tendência é composta por: Mucio Magalhães (PE) acompanhamento do PI, PE, PB e SE; Valter Pomar (SP), coordenação geral, comunicação e acompanhamento das regiões Sudeste e Norte e do Maranhão; Damarci Olivi (MS), finanças; Daniela Matos (DF), formação, cultura, LGBT e acompanhamento do MT e GO; Natalia Sena (RN), acompanhamento da bancada parlamentar e dos Estados do RN, CE, BA e AL; Jandyra Uehara, sindical e acompanhamento dos setoriais de mulheres; Patrick (PE), acompanhamento da juventude, do setorial de combate ao racismo, do MS e DF; Júlio Quadros (RS), acompanhamento dos setoriais de moradia, rurais e da região Sul. Comissão de Ética: Jonatas Moreth(DF), titular; Sophia Mata (RN), titular; Izabel Costa (RJ), suplente; Pere Petit (PA), suplente.

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