Saiu mais uma edição do jornal Página 13

Saiu a edição de número 297 do jornal Página 13. A versão digital pode ser descarregada na íntegra aqui. Abaixo, os leitores podem conferir o editorial.

BOA LEITURA!

Editorial

Vamos derrotar “elle$” pela sexta vez

Esta edição de Página 13, o segundo do ano de 2026, foi produzida especialmente para o Encontro Nacional que o Movimento Sem Terra realiza, de 19 a 23 de janeiro de 2026, em Salvador (BA).

O ano de 2026 começou com uma péssima notícia: o bem-sucedido ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, que inclui o sequestro do presidente Maduro e de sua companheira, Cilia Flores, deputada venezuelana. Obviamente, a Venezuela é apenas a bola da vez. O Brasil está na alça de mira. As eleições presidenciais em nosso país vão ocorrer em clima de cerco e ingerência. Portanto, é imprescindível manter guarda alta, mobilização constante e disposição de luta para derrotar tanto a direita tradicional quanto a extrema-direita.

Apesar de todas as concessões feitas por nosso governo, os capitalistas e os imperialistas não estão satisfeitos e querem ter um governo neoliberal e submisso aos Estados Unidos. Um dos desafios da oposição de direita consiste em levar a disputa presidencial para o segundo turno. Nesse sentido, a direita pode escolher (como fez no Chile) lançar no primeiro turno várias candidaturas, deixando sua unificação para o segundo turno.

O governo Trump, ao divulgar oficialmente sua versão atualizada da Doutrina Monroe (“a América para os estadunidenses”), não deixa qualquer margem para dúvida: os EUA vão interferir nas eleições de 2026 no Brasil. Sem o Brasil, os EUA não terão controle da América Latina. Para atingir este objetivo, eles vão fazer uso de todos os meios, a começar pela operação das big techs, passando pela agressão militar contra a Venezuela, cerco contra Cuba, terminando com chantagens e operações de todo tipo.

O governo e as esquerdas precisam construir imediatamente mecanismos de proteção e instituições alternativas. As eleições na Bolívia, na Argentina, em Honduras e no Chile demonstram o imenso risco que estamos correndo se não agirmos com absoluta velocidade.

As derrotas sofridas pelos progressistas e pela esquerda tem múltiplas causas, que devem ser analisadas detidamente. No caso do Chile, onde foi recentemente eleito um presidente que defende a ditadura Pinochet e que tem orgulho de seu passado nazista, a derrota da esquerda e dos progressistas têm, entre suas múltiplas causas, a política adotada pelo governo Boric, que não correspondeu às generosas aspirações do “Estalido Social” que teve início em outubro de 2019, nem esteve à altura das honrosas tradições do governo de Salvador Allende.

A atual direção do PT foi eleita sinalizando para o centro, mas a crescente aliança do suposto centro com a direita assumida obriga o PT, se quiser vencer, a ir para a esquerda. Setores da atual direção nacional do PT já se deram conta disso, outros ainda não, o que provoca movimentos e declarações erráticas. Alguns que ontem falavam de “ampliar a frente ampla” estão sendo obrigados, na prática, a construir frentes de esquerda e candidaturas do PT. Mas há também quem não apenas resista, mas, inclusive, siga nos empurrando em direção ao precipício político e moral: é o caso do atual prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, que precisa ser submetido à comissão de ética, afastado da direção nacional e expulso do Partido.

Iniciamos o ano de 2026 comemorando a derrota da Intentona Golpista de 8 de janeiro de 2023, prestando solidariedade à Venezuela, defendendo Cuba e lembrando de homenagear a resistência do povo palestino contra o sionismo e contra o imperialismo. Devemos manter acesa a mobilização pelo fim da escala 6×1, pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, para que os ricos paguem impostos. E a iniciar já a pré-campanha de reeleição do presidente Lula, bem como de nossas candidaturas majoritárias e proporcionais em 2026. A eleição de 2026 já começou e não será uma campanha, será uma guerra. Que venceremos se tivermos política certa e disposição de combate.

Os editores

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