Dirceu, meu amigo e a turma do “tudo ou nada”

Por Valter Pomar. A maior parte do texto de Dirceu gira em torno de uma tese: não basta “arrumar a casa” do governo, é preciso “retomar a aliança com a frente de partidos que elegeu”, apresentando “um programa de desenvolvimento do país objetivo e factível, capaz de mobilizar em torno dele os diferentes setores da sociedade: empresariado, trabalhadores, academia e classes médias”. Que o governo precisa “arrumar a casa” e que a solução está no “desenvolvimento”, creio que, a essa altura, ninguém duvida. Mas será que basta “retomar a aliança”? Esta aliança, vamos lembrar, deu em 2022 nesta correlação de forças que está aí. Portanto, é necessário explicar como é que, em 2024, “retomar a aliança” alteraria para melhor a correlação de forças que está dada. E precisaria explicar, também, por qual motivo os que estão abandonando a aliança, achariam melhor voltar para ela.

A urgência da mudança de rumo do governo e do PT

Por Marcos Jakoby. Estamos com 1 ano e 6 meses de governo Lula III e às vésperas das eleições municipais. Qualquer dirigente e militante da esquerda, com um pouco de senso crítico, percebe que estamos num momento sensível. Por mais que tenhamos melhorado em muitos dos indicadores econômicos e sociais, o governo, nas últimas pesquisas, tem perdido, paulatinamente, aprovação da população.

Resolução sobre conjuntura (02 de junho)

Por Executiva Nacional da AE. O principal problema político do governo está na linha seguida pelo ministério da Fazenda. Tendo em vista que o Banco Central segue mantendo os juros altos, manter uma política fiscal austera impacta negativamente toda a economia do país. Crescemos menos do que podemos e precisamos, ampliamos políticas sociais menos do que podemos e precisamos.

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