Como o caso Master revela o conchavo criminal das direitas na luta pelo poder e qual o futuro da operação

Por Arieh Medina (*)
1.O nascimento do escândalo Master
Quem quer que esteja habituado a fazer operações nos mais diversos aplicativos de serviços financeiros invariavelmente se deparou, a certa altura, com os certificados de depósitos bancários (CDBs) do Banco Master, ofertando rendimentos muito além dos usuais praticados no mercado.
Emprestando suposta credibilidade à atuação desse banco, instituições financeiras como BTG Pactual, fundada por Paulo Guedes e liderada pelo conhecido banqueiro André Esteves; XP; e Nubank, por exemplo, distribuíram bilhões de CDBs do Master — cerca de R$ 36 bi, de R$ 41 bi alcançados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — antes de liquidação extrajudicial sofrida pelo banco em novembro de 2025. Estima-se que tais empresas teriam arrecadado, das citadas operações, cerca de R$ 2 bi1.
Num intervalo de apenas cinco anos — 2019 (ano em que o Master finalmente conseguiu se viabilizar no sistema financeiro, dois anos após a aquisição do Máxima2) a 2024 — o Master alavancou seu patrimônio de forma inusual, crescendo cerca de quarenta vezes suas carteiras de crédito3.
Nada disso foi suficiente para que o então presidente do BC, Campos Neto, aparentemente sabedor da situação4, tomasse providências para impedir ações potencialmente ilícitas e com grave risco sistêmico ao setor financeiro e bancário do país e, o que é pior, com prováveis consequências contundentes para a economia real. O volume das fraudes já orbitaria em torno de R$ 50 bi5.
O esquema teria drenado grande parte desses valores por meio do seguinte fluxo: captação massiva de recursos via CDBs infladas; ao invés de investimento dos valores em capital produtivo, desviam-se esses recursos para empresas de fechada que, por sua vez, remetiam recursos para fundos sem transparência e sem qualquer ligação com produção real (capital fraudulento6); em seguida, esses fundos adquiriam — por preços superfaturados — patrimônio, em geral imóvel, do Master, que lucrava com a operação e conseguia distribuir recursos para pessoas decisivas do esquema, comprando de agentes políticos e reguladores proximidade, simpatia, lealdade e retribuição, inclusive via aquisição de títulos por parte de fundos previdenciários municipais e estaduais.
Além disso, parte relevante desse dinheiro estaria, ainda hoje, em paraísos regulatórios, desviado para contas de parentes (pai de Vorcaro teria R$ 2,2 bi, por ex.), blindando o nome principal beneficiário (offshores, fundos donos de fundos… até, afastada toda essa camada, a colocação em disponibilidade dos recursos ao beneficiário) ou afastado de sua origem ilícita — em tudo dificultando reaver o prejuízo causado no fundo coletivo FGC.
O cenário apontado, sem acesso público aos autos do processo, é o de um concerto de interesses: tanto os controladores do Master, Vorcaro à testa, quanto os “investidores” — entre os quais inúmeros órgãos públicos, a exemplo do BRB do governo Ibaneis, quem estaria articulando a compra do Master pelo banco público brasiliense7 — ou os “reguladores” — autoridades judiciais ou fiscalizatórias que poderiam desbaratar o esquema — possivelmente sabiam da situação e, no entanto, encontraram formas de beneficiamento mútuo, de modo a preservar o assalto financista.
Essa prática de autopreservação, o intercâmbio de interesses/benefícios, típica do sistema político liberal-representativo, apesar de contrária à sua própria norma penal, está documentada a respeito da relação tendencial de cooptação da classe capitalista para com políticos da ordem em autores como Bezerra (2017)8 , assim como em meu próprio trabalho (Medina, 2024)9.
Para manter sua obra de engenharia financeira, Daniel Vorcaro, o hoje conhecidíssimo ex-controlador do Master, estabeleceu inúmeras relações com autoridades políticas e jurídicas do país. Como manda o figurino, aliás, em se tratando da criminalidade dos poderosos10. A cooptação é fundamental para influir na tomada de decisão de reguladores e políticos.
Tudo era azul — até que se transformou em escândalo.
E essa transformação, a meu juízo, teve um marco: a tentativa de que o Banco (público) de Brasília (BRB) adquirisse o Master. De cara, a medida tocou o sino da estranheza. Desde os servidores bancários até setores do dito “mercado”, passaram a suspeitar do negócio, da liquidez do Master e da sustentabilidade financeira da operação como um todo11. Tudo isso findou culminando no processo de liquidação do banco pelo BCB, já na gestão Galípolo12. Vale dizer que, segundo suposta mensagem de Vorcaro, Ibaneis estaria combinando com ele “estratégia de guerra” (vide NR 06).
Esta, a primeira trovoada, preludiou a tempestade barulhenta que se iria estabelecer no caso, especialmente após novembro de 2025, quando ocorreu a Operação Compliance Zero (PF-RFB-MPF), voltada a “investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada”13.
De lá até hoje, o Master tem sido pauta quase que diária da grande imprensa, notadamente de Globo, Folha de SP e do Estado de SP. Esses jornais passaram à carga, movidos por interesses das instituições bancárias tradicionais articulados, sobretudo, via renda publicitária e por outros mecanismos de influência. Os bancões, aliás, vêm travando luta aberta pela regulação das Fintechs e denunciando o esquema Master, em virtude de ser ela fração capitalista mais prejudicada pela socialização dos prejuízos do FGC14.
A crítica pública vem sendo enfocada em certos agentes públicos, como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Outros — como o senador Ciro Nogueira, autor da chamada “emenda Master”15 (tentativa de Nogueira de quadriplicar o valor do FGC e, portanto, aumentar o risco sistêmico para o setor financeiro), Bolsonaro e Tarcísio16, beneficiados com doações milionárias do cunhado de Vorcaro em 2022 e gestor do fundo responsável pela compra da participação de Toffoli no resorte Tayaya17 — foram sendo ofuscados pela grande mídia, ainda que pudessem ter relações igualmente (ou até mais) suspeitas com os financistas que edificaram o esquema Master e seus reflexos, como o fundo de investimentos Reag, também ligado à Operação Carbono Oculto, que averigua fluxos financeiros do PCC.
Para entender melhor, sugiro darmos uma olhada de conjunto. A conclusão dos dados é emblemática e nos permitirá alguma luz para entender os próximos passos da investigação: o esquema Master é, de fato, um esquema do “sistema”, das direitas — direitão ou centrão (direita tradicional) e direitinha (ou bolsonarismo).
Depois dessa análise, passarei à tentativa de adivinhação: vai dar em pizza?
2.A composição ideológica dos sócios políticos do Master
A partir de pesquisas em fontes abertas, notícias de jornais e reportagens, chegamos ao seguinte diagnóstico em relação ao espectro ideológico dos agentes políticos, considerando como proxy o partido, envolvidos em contextos conformadores de “zonas criminógenas” de corrupção político-empresarial18: zonas de interação em que há oportunidades e incentivos tendencialmente criminais, ou seja, em que o recebimento de uma vantagem pode — e tendencialmente irá — repercutir em retribuição direta por meio de ação do agente político.
Abaixo estão (i) uma tabela com políticos que autorizaram colocar dinheiro da previdência de servidores no Master; e (ii) gráfico com a consolidação dos valores atribuídos a entes públicos (fundos de previdências estaduais/municipais e DF/BRB) que aparecem nas mesmas reportagens19:


Como se pode ver, a exposição ao escândalo, do ponto de vista de investimentos realizados diretamente por entes públicos, está quase que integralmente ligada ao campo conservador.
Na cúpula do sistema político, teriam operado nesse consórcio — seja para viabilizar os “investimentos” em capital fraudulento, seja para atuar na blindagem dos envolvidos — diversos elementos do direitão e da direitinha.
De um lado, por ex., registram-se a atuação de Ciro Nogueira, Antônio Rueda e Alcolumbre (chefes partidários de PP e UB) e Ibaneis (governador do DF), atuando para viabilizar uso de fundos públicos na compra de “produtos” do Master. De outro, na extrema-direita, algumas de suas principais figuras públicas foram beneficiadas com doações (e.g.: Bolsonaro e Tarcísio — maiores beneficiários de doações de Zettel, cunhado de Vorcaro, e em cujo governo o Master recebeu autorização para atuar; e Nikolas Ferreira20 — que recebeu várias viagens gratuitas no jatinho de Vorcaro), ao passo em que outras, como o dep. Filipe Barros, autor da “emenda Master” na Câmara21, atuariam na defesa direta de interesses do banco.
Esses quiproquó merecem profunda investigação.
É verdade, por outro lado, que Vorcaro entendia a necessidade de aumentar seu espectro de cooptação, contratando quadros do outro campo, como é o caso de Mantega e Lewandowski. O reflexo disso, ainda que não houvesse um acordo ilícito, é a benevolência com que agiu o ex-ministro Mantega22, que teria chegado a defender o banqueiro em grupo onde petistas o criticavam, assim como colocado o presidente Lula na imprudente situação de receber Vorcaro. No entanto, nenhuma dessas relações trouxe benefícios identificáveis ao banqueiro.
Em suma, o caso revela a relação de mútuo beneficiamento entre o setor político conservador e o grande empresariado — especialmente o financeiro, com ampla capacidade de servir como “caixa” para políticos —, representando o estabelecimento permanente de relações negociais deste setor do capital em defesa de seus interesses junto ao Estado, particularmente junto aos dois setores: direitão e direitinha, que atuam concertados para viabilizar recursos eleitorais e empresariais que lhe garantem hegemonia no sistema político nacional.
Esse fenômeno é trivial, embora oculto, nas democracias burguesas ocidentais, não um excepcionalismo à brasileira. Como demonstra o criminólogo Vincenzo Ruggiero, o conluio e o intercâmbio oculto entre grandes corporações e agentes do Estado (o que ele chamou de keynesianismo reverso ou socialismo para os ricos) é a regra, contrariando, inclusive, o discurso pró-livre mercado geralmente professado por setores capitalistas23. Diz ele:
A troca oculta entre empresários e políticos é a regra em muitas democracias avançadas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, por exemplo, os pagamentos oferecidos pelos primeiros aos segundos garantem que os candidatos possam investir em suas campanhas políticas e que os empresários possam ser recompensados na forma de contratos, compromissos de compra ou um lugar na Câmara dos Lordes (Caldwell, 2005). Em 2010, a Suprema Corte dos EUA aprovou gastos corporativos desenfreados em campanhas, permitindo que corporações e sindicatos exercessem a ‘liberdade de expressão’ ao apoiar candidatos. ‘Como as corporações têm recursos muitos milhões de vezes superiores aos da grande maioria dos americanos individualmente, a decisão tem o potencial de criar uma classe de militantes políticos super-ricos com um interesse político unidimensional: aumentar seus lucros’ (Stiglitz, 2012: 131–32).
Na história do Brasil, sempre que escândalos nacionais24 de corrupção político-empresarial vieram à tona, isso não necessariamente se transformou em condenações criminais, especialmente quando as direitas eram o foco das negociatas25. O oposto é que é a regra — a impunização dos poderosos26.
3.STF, Faria Lima, bancões e o futuro do escândalo
Depois de Toffoli ter sido “saído” da relatoria do caso Master no Supremo, momento inusitado marcado pela nota conjunta do tribunal em autodefesa corporativa27, o suspeito28 mecanismo de distribuição aleatória do STF incumbiu André Mendonça de relatar o processo.
Mendonça entraria, segundo vozes da grande mídia empresarial, para “sanear” o processo. A estranha convicção dos jornalistas que depositam uma terrível fé na isenção do Ministro conflita com os fatos e suas relações com o poder. Ideologicamente vinculado à direitinha e certamente adepto de um modus vivendi com a direitona29 (as oligarquias regionais que constituem, Brasil afora, o chamado centrão), Mendonça certamente tem “saneado” o processo, ao menos se livrando da geringonça jurídica feita por Toffoli, quem, entre outras coisas, determinou o lacre das provas e a entrega dos materiais ao STF30 — deixando a coisa toda menos aberrante e, portanto, menos chamativa.
A relação travada por Vorcaro com grandes players das Faria Lima traz para o processo o peso das redes financeiras para onde afluem parte expressiva dos recursos das classes abastadas brasileiras, que levam consigo centenas de milhares de interesses poderosos, fartamente capazes de influenciar a forma como a mensagem política acerca do processo será comunicada.
Por outro lado, o envolvimento da FEBRABAN — que age em defesa dos seus interesses diretos, afetados pelas perdas do FGC em razão de um esquema enorme, mas, ao fim e ao cabo, meio medida tosco, fácil de ter sido desmontado pela regulação antes do colapso — acentua a disputa travada nos meios de difusão da ideologia dominante no Brasil, no sentido de construir a imagem geral negativa do escândalo e de Vorcaro, mas, ao mesmo tempo, não estimular abertamente a caça às bruxas, poupando parte do núcleo político.
Um “sistema” não é um sistema à toa: seu principal mecanismo é a autopreservação. Sem esse intercâmbio entre os grandes interesses, ainda que por vezes a contragosto de certo setor mais ilustrado do capital, o regime de predação financeira e rentismo que hoje suga as riquezas produzidas pelo povo brasileiro não se mantém. Cai de podre. Reflexo disso se vê na pesquisa do ICL — A verdade sobre como pensam os brasileiros, na qual mais da metade da população interpreta o sistema político como “um esquema de manutenção de poder das elites” (28%) ou “totalmente falido, precisa ser destruído” (26%).
Sob relatoria do Min. Mendonça, que a propósito afastou o diretor-geral da PF de qualquer contato com as investigações, a orientação processual e midiática parecia indicar um arrefecimento do clima. Segundo Veja, o Mendonça “já confidenciou que, se possível, vai evitar decisões que possam gerar impacto às vésperas das eleições”, admitindo a prevalência dos interesses de políticos vinculados diretamente à grande burguesia do país, cada qual em seu território31:

No entanto, no mais recente episódio, Mendonça se viu obrigado a decretar a prisão de Vorcaro e Zettel, em especial dada a dimensão chocante do conteúdo da extração de informações do celular do primeiro, evidenciando intimidações e violências confabuladas por Daniel.
Por hora, o vazamento seletivo de mensagens de Vorcaro com sua “namolada” me parece ter atendido a dois racionais: 1) criar cortina de fumaça nas redes; 2) colocar apenas a relação de Vorcaro com Moraes em evidência, pressionando o ministro. De Zettel, pouco ou nada se fala na mídia.
Essas ações indicam que pode estar em curso uma tática de punir o bode expiatório para salvar os demais envolvidos, reproduzindo a seletividade dos processos de criminalização de Americanas32 e Panamericano33, que resultaram na proteção das principais figuras.
Além de poder eventualmente se perfilar na defesa de direitão e direitinha, um controle desse campo político sobre os rumos do processo pode ser direcionado para inimigos deste campo, ainda que diminutas as menções ao campo popular. A intenção — frustrada pelas informações advindas da quebra de sigilo bancário — era de construir o escândalo em torno de Lulinha, filho mais velho de Lula, por supostas e e incomprovadas relações financeiras entre ele e o careca do INSS.
Penso que a confidência de Mendonça reportada por Veja faz sentido. Prenhe de evidências potencialmente comprometedoras de lideranças conservadoras do sistema político, a postura noticiada — de contenção — pode ser um recuo tático em relação à postura confrontacional contra o governo que vinha sendo operada pela direita tradicional, ao se aliar oportunisticamente à extrema-direita para elevar seu poder de barganha junto ao executivo.
Nada disso é necessariamente novidade na cena política brasileira. Escândalos “sistêmicos”, como os retratados nas operações Banestado e Satiagraha, foram sepultados. A primeira dizia respeito à blindagem patrimonial de rendas suspeitas de grandes grupos empresariais e pessoas poderosas, ao passo em que a segunda se relaciona com os massivos processos de privatização dos anos 1990, que sequer resultou em CPI34 — apesar de evidências relevantes terem vindo à tona35.
4.Vai dar em pizza?
Analisando a coisa toda pelos interesses e riscos à mesa, a pressão pela cooperação que realizam e realizarão os setores metidos no escândalo é a hipótese mais provável hoje, a fim de que todos sejam salvos. Se setores do capital, inclusive os grandes bancos, podem vir a concordar com essa tática salvacionista, resta à esquerda atuar para se diferenciar, recuperando o protagonismo na pauta contra a captura do Estado pela classe dominante.
Longe de querer nutrir um entusiasmo lavajatista pela atuação das instituições do sistema judiciário brasileiro, temos diante de nós um emblema da podridão estrutural e metamorfa da política no capitalismo brasileiro e, como tal, devemos denunciá-la, acompanhado e trazendo para a disputa política. Só assim, esse processo judicial e político representará um ponto de acúmulo de forças para as lutas transformadoras do país, do que também faz parte a responsabilização criminal dos que roubam o povo.
Por isso, saúdo a combatividade de parte da bancada de esquerda, que, além de assinar a CPI do Master, tem usado a tribuna para denunciar essas relações espúrias36. Só a esquerda tem condições de encampar, com realismo e sem moralismo lavajatista, o tema da anticorrupção, que nada mais é do que a denúncia do Estado capitalista enquanto tal!
A linha tem de ser aquela já empregada pelo presidente Lula37, que precisa ser repetida, destrinchada e difundida. Do contrário, as máquinas de mentiras conseguirão colar, à revelia de quaisquer provas, o escândalo na conta da esquerda e de Lula38.
É a luta política, estúpido!
Por fim, para que não dê em pizza, o provável diante da atual correlação de forças (que se expressa na contradição entre a pressão pela blindagem e o apoio à atuação republicana, ora vencido pelo primeiro polo), bem como para que não tenha sucesso a instrumentalização contra o PT à la lava jato, não se pode virar as costas para o peçonhento tema da “corrupção”. Devemos debatê-lo, revelando quem são os inimigos do povo.
E, para tanto, será preciso mobilizar e disputar corações e mentes, colocar a denúncia do caso em análises de conjuntura, conversas nos territórios, nos locais de estudo e trabalho, em todo e qualquer lugar, sempre lembrando, como diz o ex-presidente perseguido do Equador, Rafael Corrêa, que “los corruptos siempre fueron ellos”!
(*) Arieh Medina é mestre em D. Penal e Criminologia (USP)
1 Quanto Nubank, BTG e XP lucraram vendendo CDBs do Master?
2 https://www.infomoney.com.br/business/banco-master-qual-e-a-historia-da-instituicao-financeira/?utm_source=copilot.com
3 https://veja.abril.com.br/economia/a-derrocada-de-um-banqueiro-os-bastidores-da-prisao-de-vorcaro-e-do-escandalo-do-banco-master/
4 Master: Pagamentos de Vorcaro para ex-diretores do BC reforça necessidade de regulação do sistema financeiro | Sindicato dos Bancários
5 Para onde foram os mais de R$ 50 bi do Master | VEJA
6 O capital fraudulento, tal como defino, é uma espécie do gênero “capital fictício”, tal como compreendido por Marx enquanto ativos financeiros cujo valor não corresponde a uma produção atual, e sim a uma expectativa de rendimento futuro. Nem todo capital fictício se baseia, de antemão, numa fraude sem lastro algum em produção realmente existente, mas o capital fraudulento é, em si, um conjunto de operações que não envolvem, sequer futuramente, a geração de valor futuro.
7 Mensagem de Vorcaro cita Ibaneis em plano pelo Master – 05/03/2026 – Economia – Folha
8 BEZERRA, Marcos Otavio. Corrupção e produção do Estado. Revista de Ciências Sociais – Repocs, v. 14, n. 27, p. 97–118, jan./jun. 2017.
9 MEDINA, Lucas Arieh Bezerra. A criminalização do grande capital produtivo por corrupção político-empresarial: uma análise estrutural e contextual das condutas e dos criminalizados nas altas esferas de poder brasileiro. 2024. 252 p. Dissertação (Mestrado em Direito) – Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo.
10 PEARCE, Frank. Crimes of the powerful: Marxism, crime and deviance. London: Pluto Press, 1976.
11 Master e BRB veem chance mínima de BC rejeitar compra
12 Galípolo revela como o BC decidiu congelar e liquidar o Banco Master sem deixar dívidas para trás – Analistas
13 Polícia Federal combate crimes praticados contra o Sistema Financeiro Nacional — Polícia Federal
14 Escândalo do Master expõe tensão entre bancos e fintechs sobre regulação – ISTOÉ DINHEIRO
15 Relator rejeita emenda para quadruplicar cobertura do FGC
16 No caso de Tarcísio, envolve a venda da EMAE (empresa estadual administradora de reservatórios ligados à capital paulista) para o Fundo Phoenix, de Nelson Tenure, financista tido como sócio oculto do Master, por cerca de 10% de seu valor, consoante avaliação do próprio governo. Em seguida, na linha da manipulação do Master, essa empresa privatizada teria investido R$ 160 mi em debêntures do Master. Aprofundar esse caso fica para outro momento. Vide: Vorcaro deu R$ 2 milhões a Tarcísio. Este privatizou a EMAE que passou R$ 160 milhões ao Master
17 Quem é Fabiano Zettel, pastor e cunhado de Vorcaro
18 Medina, 2024.
19 Escândalo do banco Master expõe articulação política da direita; Banco Master recebeu investimentos de 18 fundos previdenciários, confira a lista; https://veja.abril.com.br/economia/de-2-130-fundos-de-estados-e-prefeituras-19-investiram-no-master-veja-quais/
20 Nikolas Ferreira viajou em jato de Vorcaro na campanha de 2022 | Agência Brasil
21 Escândalo do banco Master expõe articulação política da direita
22 Mantega defendeu Vorcaro em grupos petistas | Blogs | CNN Brasil
23 RUGGIERO, Vincenzo. The crimes of the economy: A criminological analysis of economic thought. Routledge, 2013, p. 129 e ss.
24 DA ROS, Luciano; TAYLOR, Matthew MacLeod. Brazilian Politics on Trial: Corruption and Reform under Democracy. Lynne Rienner Publishers, Incorporated, 2022.
25 Em meu trabalho já citado, atestei que apenas dois escândalos de corrupção político-criminal, entre os arrolados por Da Ros e Taylor (2022), geraram “resultado punitivo” — lava jato e sanguessuga. No entanto, mesmo sanguessuga contrastou com a lava jato, pela morosidade da tramitação processual e por não ter sido afetada, ainda que com processos em curso, pela execução antecipada da pena. Enquanto na LJ prevaleceram condenações sobre petistas, na sanguessuga e em quase todas as demais os envolvidos eram do direitão.
26 Vide análise do resultado punitivo dos escândalos documentos na literatura especializada feito em MEDINA, 2024.
27 Leia a nota dos ministros do STF sobre a saída de Toffoli do caso Master
28 https://www.jota.info/stf/supra/distribuicao-dos-processos-no-supremo-e-realmente-aleatoria
29 A reação do Centrão à escolha de Mendonça como relator do Caso Master
30 Caso Master: o roteiro da crise entre Toffoli e a PF que levou à troca de relator
31 A estratégia de André Mendonça para julgar os dois maiores escândalos da República | VEJA
32 Dois anos depois do rombo das Americanas, ninguém foi punido
33 Análise: Caso Master é pior que do ex-Panamericano na gestão Silvio Santos | CNN Brasil
34 BIONDI, Aloysio. O Brasil privatizado: um balanço do desmonte do Estado. Geração Editorial, 2014. RIBEIRO JR, Amaury. A Privataria Tucana. São Paulo: Geração Editorial, 2012.
35 https://dol.com.br/noticias/brasil/noticia-180234-cpi-das-privatizacoes-de-fhc-tem-185-assinaturas.html?utm_source=copilot.com
36 Paulo Pimenta (PT-RS) denuncia esquema ‘Bolsomaster’ e aponta irregularidades no Banco Master – Revista Focus Brasil | Revista Focus Brasil
37 Lula cita Banco Master em discurso e diz que estão ‘perseguindo os magnatas da corrupção’ – YouTube
38 Caso Master e Lulinha fazem menções negativas a Lula explodirem nas redes
