Por Marcos Jakoby (*)

Quaquá já é conhecido pela maioria dos petistas por abraçar e fotografar-se sorridentemente a genocidas, fazer alianças com bolsonaristas, defender os brazões da vida e empunhar o discurso penal midiático, entre tantas outras coisas.
Agora, o vice-presidente do Partido ganhou mais uma “camada”. Virou militante contra as políticas sociais, inclusive o Bolsa Família e BPC.
Ele afirma, não se sabe fundamentado em quê, que grande parte dos beneficiários não precisam dos auxílios e que lhes faltam a “ética do trabalho”. Um discurso que caberia bem na boca do grande empresariado e da direita (aqui). Aliás, tudo a ver. As declarações foram dadas para impressionar “potenciais investidores” e a gente fina do “mercado financeiro” enquanto esteve em Nova York, nos Estados Unidos, participando de eventos econômicos internacionais, como o FT Brazil Summit 2026 e o Fórum VEJA Brazil Insights.
Além disso, Quaquá anda agora com uma arma branca em espaços públicos, usando-a como uma peça da propaganda em favor de cortes na área social (aqui). O Partido Novo deve estar com inveja do marketing do novo convertido ao neoliberalismo.
É bom lembrar que existem vários pedidos de comissão de ética contra Quaquá parados na executiva nacional do PT. Por diversas atitudes gravíssimas cometidas por este senhor. Infelizmente, a maioria da executiva prefere ser permissiva com um ideário e ações que contrariam os princípios do nosso Partido.
A pergunta que fica, mais uma vez, até quando??
(*) Marcos Jakoby é professor e membro da executiva estadual do PT/RS
