Por Fausto Antonio (*)
Epigrafia da contradição e da desconexão com o Brasil
Agora, escudado pelo histórico social que é igualmente o cósmico, gostaria de dizer aos iniciados da ciência das idades e que exercitam o bem, o bom e o belo como mero dispositivo verbal, que as forças evolucionais (igualmente as revolucionárias) ocupam veículos preparados e não se limitam aos espaços catalogados pelas iniciações formais (não as nomearei). Por outro lado, as forças involucionais ocupam veículos que supostamente, em conexão com o já citado mero exercício de boca, estão distantes do mental e igualmente do mundo secular ou histórico-social; por tal razão, reproduzem visões fascistas e, o que é grave e se materializa com o bolsonarismo, racistas, espiritualmente incestuosas e de total aversão, o que é lesa-evolução, às políticas sociais básicas.

O papel ativador de Niterói e da juventude faiscante
Niterói funcionou como ponto de trânsito de energias evolucionais; por tal razão, uma plêiade de jovens faiscantes saiu inicialmente às ruas. Como portal ou tubo cósmico, Niterói ativou, a partir de veículos adequados, o ponto de dinamização das energias pela encruzilhada emanada pela “água oculta”. Depois de essa força circular entrar em ação, houve a necessária antropomorfização ou humanização dessa força cósmica. Ela ganhou veste de classe,raça, gênero e território usado e sacudiu o Brasil, brasa viva e, por invertida equivalência, paralisou temporariamente as intervenções contrárias à soberania nacional e de submissão aos EUA.
Forças cósmicas, considerando a unicidade fundamental de toda a existência, atuam no mundo secular em conformidade com veículos adequados. É evidente que tais energias não ocupariam veículos de certos iniciados que são contra o Brasil e as políticas sociais, a despeito de exercitarem anúncios, mera tarja verbal ou de boca, a respeito de uma evolução que se opõe à Lei que consagrará a raça dourada no território brasileiro. Essa Lei reza que jamais o Brasil, brasa viva ou semente do futuro, caberá no quintal do passado, os decadentes EUA.
Na Tradição Eubiótica (Sociedade Brasileira de Eubiose) e na ciência dos Sistemas Geográficos proposta por Henrique José de Souza (JHS), o antigo sistema geográfico do estado do Rio de Janeiro tinha como tônica a Hierarquia Jiva (associada aos seres humanos/mônadas evoluintes em plano de consciência) e o papel de ponto de interligação e transição entre a 4ª Raça-Mãe (Atlante) e a 5ª Raça-Mãe (Ariana).
Nesse antigo sistema preliminar de preparação , que teve como marco histórico a fundação da Sociedade Dhâranâ em 1924 na cidade de Niterói , as cidades e pontos do Rio de Janeiro atuavam como canalizadores de forças transitórias.
Podemos afirmar que a Tônica Humana / Jiva, dinamizada por Niterói, representava a tônica de trabalho cultural, espiritualista e de despertamento da consciência humana (o aspecto Jiva). O ponto de partida, ato político realizado pelo movimento estudantil, conectou o histórico social com o projeto traçado pela pátria do avatara, que se empirizou a partir de Niterói e se estendeu pelo território usado pelos brasileiros, com força materializada pelos lugares e pelos meios informacionais que se encontram no território usado , isto é, o espaço como conjunto indissociável dos meios informacionais ou sistemas técnicos e as relações sociais dinamizadas; ou seja, as mobilizações e, sobretudo, a política indissociavelmente vinculada às redes informacionais e aos lugares.
“Niterói”, como categoria analítica e corpo físico, tomou as ruas: as manifestações negro-populares, os movimentos sociais, a juventude, os velhos e velhas, os negros e negras, mulheres, partidos, centrais, sindicatos e toda a base convulsionada pelo sopro advindo da “água oculta”, que se territorializou na disputa eleitoral. No que toca diretamente ao resultado final, Niterói, ponto de ligação e transição, cumpriu o duplo papel: o relativo à ligação e, igualmente, aquele alusivo à transição, que impediu a vitória do campo que representava as posições de extrema-direita e, notadamente, racista e involucional, pois queria atrelar o futuro, o Brasil, com o passado, os EUA.
Outra relação diz respeito ao papel de Niterói no passado e na dinâmica atual ou atualizada. No passado, funcionava geográfica e simbolicamente como a ponte que ligava os valores do passado (civilização Atlante) à semente do futuro direcionada para o interior do Brasil (Sistemas Sul-Mineiro, Itaparicano e do Roncador). No pleito eleitoral de 2026, a energia se enunciou , sopro advindo de Niterói , como governo oculto do mundo e fundamentalmente do Brasil.
Agora, escudado pelo histórico social que é igualmente o cósmico, gostaria de dizer aos iniciados da ciência das idades e que exercitam o bem, o bom e o belo como mero dispositivo verbal, que as forças evolucionais (igualmente as revolucionárias) ocupam veículos preparados e não se limitam aos espaços catalogados pelas iniciações formais (não as nomearei). Por outro lado, as forças involucionais ocupam veículos que supostamente, em conexão com o já citado mero exercício de boca, estão distantes do mental e igualmente do mundo secular ou histórico-social; por tal razão, reproduzem visões fascistas e, o que é grave e se materializa com o bolsonarismo, racistas, espiritualmente incestuosas e de total aversão, o que é lesa-evolução, às políticas sociais básicas.
(*) Fausto Antonio é escritor, poeta, dramaturgo e professor associado da Unilab-Bahia. É autor, entre outras obras, do livro No Reino da Carapinha e da saga homônima, que antecipa, literariamente, A Raça Dourada e/ou 3005.
