Por Valter Pomar (*)

Foto: Diogo Zacarias
Neste dia 2 de agosto aconteceu a Convenção oficial que oficializou a candidatura de Lula à presidência da República.
Depois da Convenção, ocorreu um ato público, com poucos discursos programados: Edinho, Haddad, Alckmin e Lula. Tivemos, também, uma fala aparentemente não programada de Janja.
Como em 2022, quando teve que participar remotamente, o candidato a vice fez um discurso exaltando o PT, Lula, os feitos do governo e o top culinário do momento: Lula com chuchu.
Já Lula falou de tudo um pouco, com destaque para o “Lula porreta” – no lugar do Lulinha paz e amor” – e, também, para o “salto de qualidade” no quarto mandato. A esse respeito, Lula deu algumas pistas do programa que será publicizado dia 16 de agosto, no lançamento da campanha no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP).
Como tem muita gente operando no sentido oposto – ou seja, a favor de um quarto mandato que inicie com um ajuste fiscal similar ao de 2015 – nos cabe fazer pressão para que as tais pistas se materializem.
Assim como nos cabe fazer pressão para uma campanha bem vermelha, inclusive pelos motivos que o próprio Lula citou, quando lembrou o que fizemos em 1989 (e, acrescento, em todas as vezes em que tivemos êxito político e eleitoral).
Quem ainda tem dúvida a respeito das vantagens deste tipo de campanha, recomendamos – quem diria – consultar Dona Lu, a dama de vermelho que aparece na foto de Diogo Zacarias que ilustra este texto.
Por essa, nem Chris de Burgh esperaria.
(*) Valter Pomar é professor e diretor da FPA
