Parar Tarcísio e salvar São Paulo

Governador bolsonarista age de modo criminoso contra a população pobre e periférica, destrói o estado com sua sanha privatista e está a serviço apenas dos donos do dinheiro e das forças conservadoras

Leilão de privatização da Sabesp. Arte sobre foto de Rovena Rosa/Agência Brasil

Por Guida Calixto (*)

Líder de um governo militarizado, autoritário e vendilhão prestes a completar quatro anos, Tarcísio de Freitas é o reprodutor do modus operandi da corja bolsonarista no estado de São Paulo. E, pior, é pré-candidato à reeleição porque quer seguir leiloando o patrimônio da unidade mais rica da federação. Seus crimes contra a população e o erário público são flagrantes e crescentes:

$ABESP: A ALEGRIA DA FARIA LIMA – Sendo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) a maior do ramo no Brasil e uma das maiores do mundo, seria razoável que o estado fosse responsável com a saúde da população, com o direito humano à água e com o interesse público, recusando-se a privatizar tal empresa. Mas estamos falando de um governador vassalo do setor financeiro e das megaempresas.

Quando Tarcísio chegou ao governo, a Sabesp vinha batendo recordes de lucratividade ano após ano. A imprensa comprometida com a agenda privatista e seus beneficiários embarcou na onda de vender a empresa, sempre com aquela história da carochinha de que privatizar melhora a qualidade dos serviços prestados. Era o fatídico dia 22 de julho de 2024 quando foi encerrada a venda da Sabesp. O governo de São Paulo detinha 50,5% das ações da empresa, vendeu 32% por R$ 14,8 bilhões e passou a ter apenas 18%, perdendo deliberadamente o controle acionário de uma empresa pública estratégica para o bem-estar da população paulista.

Isso quer dizer que a empresa que era considerada de capital misto, porém controlada pelo poder público, passou a ser privada. Quem passou ao comando foi a Equatorial Energia, que arrematou a estatal pagando pelas ações uma quantia 22% inferior ao valor de mercado.  Um estudo do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) indica que cada ação da Sabesp valia R$ 103,90. Considerando esse preço, o governo paulista abriu mão de cerca de R$ 8 bilhões ao vendê-las por R$ 67.

O estudo do Sintaema aponta que a Sabesp, sob administração privada, terá de investir menos do que o governo de São Paulo previu para atender compromissos da privatização. Com menos investimento, a empresa lucrará mais e antes do tempo estimado. Portanto, tende a recompensar mais seus acionistas e, por isso, suas ações se tornam mais valiosas na Bolsa de Valores. Basta ver que a empresa pagou R$ 67 por cada ação da Sabesp e, no mesmo dia, o valor da ação foi a R$ 82.

SUCATEAMENTO, EXPLOSÃO E MORTE – Em maio deste ano, uma equipe da Sabesp que trabalhava numa rua do bairro Jaguaré, na capital paulista, perfurou, por erro, uma tubulação da Comgás, causando uma explosão. Duas pessoas morreram e uma terceira ficou ferida. O dramático episódio escancara os riscos das privatizações! Não dá para tratar isso como um simples acidente. Desde a privatização da Sabesp, aumentam as denúncias de precarização do serviço. Quando o lucro passa a falar mais alto do que o planejamento e a responsabilidade, quem sofre é a população.

TRANSPARÊNCIA: NOTA ZERO – Tarcísio não só gosta de vender o patrimônio público como gosta de fazê-lo por baixo dos panos. Reportagem daPública denunciou que o governador usa plataforma para a venda de imóveis do estado (Fundo de Investimento Imobiliário do Estado de São Paulo, o FIISP) cujo endereço eletrônico não atende à transparência governamental: por se tratar de fundo de investimento tendo o Governo do Estado de São Paulo como cotista principal, seria de se esperar que informações orçamentárias, laudos de avaliação de imóveis, remuneração de intervenientes, repasses e metas estabelecidas estivessem claras e acessíveis à consulta pública. Nada disso consta disponibilizado, assim como o site não satisfaz consultas sobre a situação dos imóveis a ele integrados ou alienados. Os dados sobre as propriedades estão espalhados entre leis estaduais, secretarias e autarquias governamentais, cartórios, corretoras de valores e registros pouco acessíveis. Tarcísio pôs tudo à venda: além de um prédio de valor histórico que abrigou um banco público, também quer passar nos cobres áreas de pesquisa científica e de preservação ambiental, terrenos de tradicionais escolas técnicas (Etecs) do interior de São Paulo, extensas fazendas, prédios comerciais e residenciais.

POLÍCIA QUE MATA – Três execuções por dia. É essa a média da PM de Tarcísio. Para além dos episódios de grande repercussão nacional, as estatísticas são alarmantes. O número de pessoas mortas por policiais militares paulistas em serviço aumentou 35,5% no primeiro bimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 76 para 103 vítimas no estado de São Paulo. Os dados do relatório dinâmico divulgado pelo Ministério Público paulista mostram, ainda, que a PM de Tarcísio já matou quase três vezes mais do que na gestão anterior. Em 2023, primeiro ano da atual gestão, 357 pessoas foram mortas por policiais militares em serviço — acréscimo de 95 vítimas em relação ao ano anterior. Em 2024, o número deu um salto, chegando a 653 registros, alta de 83% em relação ao ano anterior. No ano seguinte, novo aumento elevou os registros para 703 mortos. Os números indicam que a tendência de alta da violência policial persiste após um recorde recente: entre outubro e dezembro do ano passado, São Paulo registrou 276 mortes provocadas por intervenções policiais, maior número já registrado em um trimestre desde o início da série histórica, em 1996. Em fevereiro de 2026, três mulheres foram mortas pela polícia. Foi o início de ano com mais mortes de mulheres desde o começo da série histórica da Secretaria da Segurança Pública, em 2013.

NA BAIXADA, BANHO DE SANGUE – As chamadas Operação Escudo e Operação Verão, realizadas de julho de 2023 a abril de 2024, são talvez os exemplos de maior repercussão nacional – e até internacional – da política autoritária de Tarcísio. Nada menos que 84 pessoas foram assassinadas pela Polícia Militar durante essas operações na Baixada Santista, região que compreende nove municípios no Litoral Sul de São Paulo. Alegando a necessidade de capturar os responsáveis pela morte de um policial da ROTA, Tarcísio autorizou, chancelou e aplaudiu uma verdadeira carnificina, transformando a operação numa clara vingança contra jovens negros e pobres, na sua grande maioria trabalhadores. Muitas dessas mortes foram precedidas de sessões de tortura a céu aberto.

Na investigação de apenas três mortes da Operação Escudo, seis policiais da Rota foram acusados, dentre os quais o comandante da operação. Em pelo menos um dos casos, o Ministério Público afirmou que a vítima foi morta já rendida e as imagens das câmeras de segurança foram apagadas. Enquanto a comunidade era massacrada na Baixada, Tarcísio se encargava de colocar mais munição na moral e nas armas dos policiais com declarações do tipo: “Não existe progresso sem ordem”; “Pode ir na ONU que não tô nem aí”.

Poderíamos relatar aqui várias das macabras histórias protagonizadas pela PM de Tarcísio. Mas uma parece emblemática pela dimensão da dupla tragédia que se abateu sobre uma única família. Leonel Andrade Santos, de 36 anos, portador de deficiência nas pernas e usuário de muletas, foi assassinado por policiais militares durante a Operação Verão em fevereiro de 2024. Os PMs alegaram que a vítima havia apontado uma arma contra eles. Nove meses depois, durante um alegado confronto entre policiais e “suspeitos”, um dos três filhos de Leonel, Ryan, de quatro anos, foi morto com um tiro na barriga enquanto brincava. Sim, com a PM de Tarcísio, um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Não é à toa que Tarcísio tentou até acabar com a Ouvidoria da polícia.

EDUCAÇÃO NO LEILÃO – As marteladas de Tarcísio não poupam nem a educação. No governo dele, a educação é um negócio, estamos falando de um governo que trata a escola como oportunidade de negócios com o setor privado e com amigos do governador. Uma ação judicial de iniciativa da Apeoesp, o maior sindicato de professores do estado, argumenta que a terceirização de serviços desconsidera um princípio constitucional da gestão democrática da educação com integração entre a gestão do espaço físico e as funções pedagógicas.

 Numa escola, como adverte Roberto Guido, dirigente da Apeoesp, tudo é pedagógico e impacta o aproveitamento dos alunos: “Todo mundo tem que estar envolvido no trabalho pedagógico. Quando se terceiriza os funcionários, perde-se esse vínculo e esse compromisso”.
Os estudantes também protestaram: “Educação não é mercadoria”; “Nossas escolas não estão à venda”.

Apesar da resistência da Apeoesp e dos(as) estudantes, Tarcísio terceirizou serviços em 33 escolas estaduais, em dois leilões realizados em outubro e novembro de 2024. O primeiro lote de escolas foi arrematado pela Engeform, sócia de empresa responsável pela administração de cemitérios em São Paulo. É um bom jeito de enterrar a educação. A Agrimat Engenharia e Empreendimentos Ltda, especializada na construção de rodovias, arrematou a gestão do segundo lote de escolas.

 Ou seja: não se pensou nem mesmo que lidar com a rede de ensino requer das empresas conhecimentos específicos. Essas empresas privadas, Engeform e Agrimat, agora são responsáveis por merenda, fornecimento de Internet, segurança, manutenção e zeladoria e pela contratação de funcionários para essas áreas, construção dos prédios e manutenção da infraestrutura. Ao longo dos 25 anos de contrato (vinte e cinco anos!), o estado deverá desembolsar R$ 12 milhões por mês para cada empresa.

EDUCAÇÃO PARA QUÊ? – Em meio a esses leilões, o governo investia contra a educação também na Assembleia Legislativa. Apesar dos protestos do movimento estudantil e sindical, o governo conseguiu reduzir o orçamento da pasta. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 9/2023, apresentada por Tarcísio e aprovada em novembro de 2024, reduziu em cinco pontos percentuais a verba vinculada destinada anualmente à educação, que desse modo caiu de 30% para 25% da receita de impostos. Os 5% retirados da educação são “flexibilizados” e supostamente devem ser aplicados na Saúde. Por isso é difícil dissociar a gestão da Secretaria da Educação do perfil ideológico do governo Tarcísio (neoliberal e de extrema-direita). Um governo que se traveste de “técnico” para ocultar o caráter perverso das políticas implementadas, e que usa as privatizações como moeda de troca com os setores do empresariado com os quais se relaciona: “Faria Lima”, capital imobiliário, investidores estrangeiros e outros.

A forte aliança entre Tarcísio e os grandes empresários pode ser medida pela escala dos valores do Orçamento Estadual destinados às chamadas “desonerações fiscais”, ou renúncias fiscais, que designam receitas tributárias das quais o Estado abre mão deliberadamente, a pretexto de estimular determinados setores da economia. Em 2027, apenas em relação ao ICMS, o governo Tarcísio fixou essas renúncias fiscais (isenções, redução de alíquotas e outras desonerações) em R$ 80 bilhões! E a projeção para 2028 é de R$ 84,6 bilhões. 

ESCOLAS CÍVICO-MILITARES – O bolsonarismo é também controle. E, nesse sentido, Tarcísio veio para cima com a ideia das escolas cívico-militares. Um modelo que abre mão do papel educativo e emancipador da escola para atuar na repressão, como forma de controle de corpos e mentes das crianças e adolescentes, valendo-se da imposição de uma disciplina draconiana, de características militares (que muitos pais vêem como “solução” para a situação caótica de inúmeras escolas), e de um currículo empobrecido.

Seu projeto era implantar 300 unidades em todo o estado. No entanto, em julho de 2025, uma liminar obtida pela Apeoesp numa ação de inconstitucionalidade referente ao caráter ilegal da contratação de policiais militares reformados como “monitores” dessas escolas está barrando a iniciativa de Tarcísio, que começaria com 100 unidades. Uma grande vitória.  Agora, a liminar está suspensa por conta da nacionalização do tema no Supremo Tribunal Federal.

O caráter autoritário e violento da chamada “segurança pública” revela-se também na educação. O governo estadual utiliza-se das novas tecnologias — aplicativos e plataformas — para ampliar o processo de assédio ao corpo docente dentro das escolas, bem como para cercear a organização estudantil e a criação de grêmios e inibir eventuais protestos de estudantes frente ao processo de destruição da rede pública estadual de ensino.

FEDER, O SECRETÁRIO QUE FAZ O SERVIÇO SUJO – Por trás de toda essa arbitrariedade, autoritarismo e desmonte na educação, está o secretário da pasta, Renato Feder, importado do Paraná (governo Ratinho Jr.), onde já tinha implantado seus métodos. A menina dos olhos de Feder é a plataformização da educação, ou seja: a inaceitável substituição de professores em sala de aula por ferramentas que vertem o ensino público numa espécie de “EaD presencial”.

Esse método acarreta o assédio institucional e a regulamentação de punições flagrantemente ilegais pelo não cumprimento de metas de tempo de uso de plataformas, como explicou o professor Fernando Cássio em artigos na Carta Capital. Estudantes são retirados das salas de aula, em particular às sextas-feiras, para preencherem as tarefas (suas e de outros colegas) nas várias plataformas. Estudantes com deficiência são submetidos à realização de atividades em plataformas que não foram pensadas para formas e ritmos diferenciados de aprendizagem. Tudo isso e muito mais, sempre em desprestígio das trabalhadoras e trabalhadores da educação e de uma aprendizagem adequada dos estudantes.

 “É a possibilidade de exploração eleitoreira dos rankings educacionais que impele governadores como Tarcísio e secretários como Feder a darem ‘um jeitinho’ de acelerar a subida dos índices em suas redes de ensino. A elevação rápida dos números funciona como uma obra de recapeamento asfáltico, só que a custo significativamente menor para o erário”.

Um estudo de 2025 da Rede Escola Pública e Universidade (REPU) e do Grupo Escola Pública e Democracia (Gepud) identificou um “paradoxo” na política de avaliação educacional do estado de São Paulo: ao mesmo tempo em que a Secretaria da Educação criou uma nova avaliação educacional que desconstruiu as bases estatísticas que estruturavam e davam alguma confiabilidade ao Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar (Saresp), ela vem utilizando essa avaliação sem validade estatística para justificar o afastamento de 225 diretores escolares, e também pretende utilizá-la para afastar professores das salas de aula em 2026.

INIMIGO DAS MULHERES – Em 2025, o estado de São Paulo registrou o maior número de casos de feminicídio para um ano desde que a série histórica foi iniciada, em 2018. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram 270 ocorrências — em média uma mulher foi assassinada a cada 32 horas! Os dados são da Secretaria da Segurança Pública (SSP). No ano anterior, o número de mulheres assassinadas no estado já havia sido assustadoramente alto: 246. Apesar disso, em apenas um ano os casos de feminicídio continuaram crescendo e aumentaram mais de 8%. Vê-se que falta de proteção às mulheres é outro destaque no governo bolsonarista excludente de Tarcísio.

O governo paulista congelou em 2024 a maior parte da verba destinada ao combate à violência contra a mulher. Dos R$ 26 milhões previstos para ações de enfrentamento à violência (da Secretaria da Segurança Pública e de políticas para a mulher), apenas R$ 900 mil foram liberados para execução. E onde foi o maior corte? Na Secretaria de Políticas para a Mulher: do total de R$ 36 milhões que a pasta teria em 2025, a gestão Tarcísio de Freitas manteve até agora só R$ 16 milhões, sendo quase R$ 10 milhões para gastos administrativos.

E tem mais: o governador bolsonarista e trumpista, que atua contra a soberania do Brasil, amigo dos bilionários, aprovou a Resolução SPM nº 010/2025 determinando que a 5ª Conferência Estadual das Mulheres seja realizada somente de modo virtual. Depois de dez anos sem Conferência, o governador bolsonarista toma atitude sem consultar as entidades, conselhos e movimentos sociais envolvidos, uma medida que ataca a participação popular, restringindo um espaço de debate tão importante para formulação de políticas públicas das mulheres.

SAÚDE: PRINCÍPIOS DO SUS SÃO IGNORADOS – No governo Tarcísio, a gestão da saúde é marcada não apenas pelo afastamento, mas sobretudo pela hostilidade aos princípios e diretrizes constitucionais do SUS. A consequência foi o abandono do apoio aos municípios, responsáveis pelas ações e operações de saúde em seus territórios, e a priorização do confronto com a gestão federal, com a não valorização de programas de saúde aprovados pelo Conselho Nacional de Saúde e pela população, como por exemplo o ‘Mais Médicos’ e o ‘Farmácia Popular’.

 
O subfinanciamento é uma característica do SUS em todo o Brasil, infelizmente. Mas em São Paulo isso é ainda pior. O governo paulista investe, proporcionalmente, menos do que outros Estados. Nossos indicadores de saúde mostram as consequências do descaso. O avanço da privatização e da terceirização de hospitais estaduais, em contexto de precarização da rede própria da SES-SP, com destaque para unidades estratégicas como por exemplo, os hospitais Heliópolis, Ipiranga e Darcy Vargas. Tal processo expressa a opção de Tarcísio por reduzir a responsabilidade direta do Estado na gestão de serviços públicos essenciais, transferindo a administração de equipamentos estratégicos do SUS para entidades privadas ou não estatais.


Além disso, a Assembleia Legislativa (Alesp), onde Tarcísio conta com apoio da maior parte dos deputados, aprovou em novembro de 2025 a extinção da Fundação para o Remédio Popular (FURP), que ele próprio propôs por meio do projeto de lei complementar (PLC) 49/2025. A FURP é uma fábrica de remédios e sua extinção priva a população paulista da possibilidade de contar com medicamentos acessíveis e a baixo preço.

CIÊNCIA SOB ATAQUE – A pandemia da COVID-19 já havia nos mostrado, da forma mais dramática possível, o desprezo do bolsonarismo pela ciência e as/os cientistas. Na gestão do capitão em SP, o ataque a esse setor também não falha. O desmonte de institutos de pesquisa em São Paulo pelo governo Tarcísio de Freitas envolve duas ações principais: a extinção de 5.280 cargos de apoio à pesquisa (Decreto 70.410/2026) em 16 institutos e a ameaça de demolição do Instituto Adolfo Lutz para a construção de um hospital que, embora público, já está prometido a uma OS. Os cargos são nas áreas de agricultura, meio ambiente e saúde e as vagas afetadas — de Agente e Técnico de Apoio Agropecuário — são consideradas essenciais para a manutenção de laboratórios, equipamentos e áreas de preservação. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) relata que a medida paralisa o suporte técnico necessário à execução das pesquisas.

O Instituto Adolfo Lutz é considerado pelo Ministério da Saúde um dos quatro Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) da região Sudeste e atua como referência nacional em diagnósticos de meningites bacterianas, coqueluche, botulismo, hantavírus e síndrome hemolítico-urêmica. Também responde, em nível macrorregional, pelos exames de influenza, dengue e zika, além de ser centro colaborador da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para arbovírus e influenza. da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), aprovou a realização de uma manifestação em frente à Secretaria de Estado da Saúde, no dia 5 de agosto, às 10h, para exigir que o Governo de São Paulo interrompa qualquer iniciativa que ameace o futuro do instituto.

(*) Guida Calixto é vereadora do PT em Campinas (SP) e pré-candidata a deputada federal pelo PT-SP.

Uma resposta

  1. Em São Paulo, tudo se resume a uma coisa: moradia. Quem tem o seu teto garantido na capital vive uma realidade completamente diferente. Garanta a sua moradia própria em SP e assista o seu futuro escrever uma história muito melhor, com mais estabilidade e paz de espírito. ✨

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