STF condena “brazões”. E agora, Quaquá?

Por Valter Pomar (*)

Washington Quaquá é prefeito de Maricá (RJ) e também vice-presidente nacional do PT, por indicação de sua tendência (a CNB), cuja chapa no PED 2025 recebeu dezenas de milhares de votos “alavancados” diretamente por Washington; sem aqueles votos os resultados finais do PED teriam sido um “pouco” diferentes do que foram.

Quaquá é também um empreendedor privado de sucesso, algo que ele próprio exalta, embora também não canse de lembrar de suas origens humildes, que contrastam com seu atual padrão de vida.

Mas o que Quaquá parece mesmo ser é um grande jurisconsulto, celébre como autor em 2025 da seguinte frase: “Eu quero afirmar o que já afirmei diversas vezes, porque não só conheço Domingos e Chiquinho Brazão, mas, além disso, li todo o processo e NÃO HÁ SEQUER UMA prova contra eles!”

Assim sendo, aguardo com profunda ansiedade a ação que Quaquá vai impetrar contra a recente decisão da primeira turma do STF, que acaba de condenar por unanimidade os irmãos Brazão, por seu papel no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Aguardo também que a comissão especial nomeada pela CEN para decidir – com o cuidado que alguns acham merecer um figurão com tantos serviços prestados – se Quaquá deve ou não ser submetido à comissão de ética do Partido.

Espero que este dia chegue logo. Pois temo que a prevaricação quase coletiva (nos tirem fora dessa) acabe nos fazendo ser atropelados pela justiça burguesa.

(*) Valter Pomar é professor e diretor da Fundação Perseu Abramo

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