Nascemos num campo de futebol.
Haverá berço melhor para dar à luz uma estrela?
Aprendemos que os donos do país só nos ouviam
quando cessava o rumor da última máquina…
quando cantava o arame cortado da última cerca.
Carregamos no peito, cada um, batalhas incontáveis.
Somos a perigosa memória das lutas.
Projetamos a perigosa imagem do sonho.
Nada causa mais horror à ordem
do que homens e mulheres que sonham.
Nós sonhamos. E organizamos o sonho.
Os filhos da paixão – Pedro Tierra
Pedro Tierra é um poeta tocantinense de Porto Nacional.
Seu nome de batismo é Hamilton Pereira
e ele fez parte do Diretório Nacional do PT várias vezes
A Chapa ao Diretório Estadual do PT, A Esperança é Vermelha, apresenta sua Tese Estadual.
Se você concorda com essa tese, apoie nossa chapa estadual que disputa estas eleições do PT. Nossa tese foi redigida coletivamente por centenas de petistas para apresentação ao Partido.
Defendemos um PT militante que mobiliza e organiza a classe trabalhadora diariamente!
Primeiro apresentamos nosso manifesto aprovado em dezembro de 2024 que é um resumo de nossas propostas:
1. O PT é a maior organização de trabalhadores e trabalhadoras da história do Brasil. Reunimos e organizamos militantes dos sindicatos de trabalhadores rurais e urbanos, associações comunitárias, de trabalhadores rurais e assentados, de movimentos como o MST e pela Moradia, organizações de mulheres, de indígenas, de quilombolas, de combate ao racismo e LGBT.
2. A classe trabalhadora precisa se organizar e mobilizar através de seus instrumentos: seus sindicatos, associações, movimentos sociais, cooperativas e o PT. O PT deve tomar a iniciativa, organizar e mobilizar as maiorias que são a classe trabalhadora, as mulheres e os afrodescendentes, ao mesmo tempo que agrega as lutas em defesa das minorias sociais, pois essas minorias também são aliadas da luta da classe trabalhadora.
3. Ser militante é atuar de maneira permanente – nos locais de trabalho, de moradia, de estudo, nos espaços de cultura e lazer, espaços de fé – com três objetivos fundamentais: conscientizar, organizar e mobilizar. E para que isso tenha efeito, não basta a militância individual, é preciso militância coletiva. Devemos fazer a disputa pelos corações e mentes da classe trabalhadora brasileira.
4. É preciso levantar a cabeça e mirar um horizonte mais distante, além da miopia política de quem só consegue pensar na próxima eleição, sem perceber que inclusive para vencer eleições, é preciso executar um conjunto de tarefas estratégicas, históricas e não eleitorais.
5. Governamos o Brasil de 2003 a 2016, os neoliberais deram o golpe e condenaram Lula, depois a extrema direita venceu as eleições presidenciais com apoio dos neoliberais e, de 2016 a 2022, vivemos imensos retrocessos. Se não queremos que esta história se repita, é necessário muito trabalho, o que inclui voltar a pensar em termos estratégicos e tomar as medidas práticas no sentido de conscientizar, organizar e mobilizar o conjunto da classe trabalhadora, inclusive os setores que se distanciaram de nós, os setores que nunca se aproximaram de nós e os setores que estão sob influência da direita gourmet e da extrema direita.
6. Discordamos do imobilismo do Diretório Estadual do PT no Tocantins que não se reúne, não mobiliza os petistas e simpatizantes, não realiza mais plenárias regionais e estaduais para discussão da linha política do partido e não se articula com as demais organizações de trabalhadores. Criticamos a ação do Diretório Estadual pela desmobilização dos diretórios municipais que foram proibidos de lançar candidatos nas eleições de 2024. Em 2020, tivemos 20 candidatos/as a prefeito e 420 candidatos/as a vereador/a. Em 2024 só tivemos 15 candidatos/as a prefeito e 180 candidatos/as a vereador/a. O resultado eleitoral (3 prefeitos/as, 3 vice-prefeitos e 25 vereadores/as, do PT eleitos em 2024) demonstra que regredimos ao ano 2000, quando elegemos 2 prefeitos e 23 vereadores.
7. Em Palmas, nenhum candidato se apresentou como candidato do Lula. Pelo contrário, uma se manifestou a favor da extrema direita golpista e trouxe Bolsonaro; os demais se calaram. Não aceitamos a cooptação do PT pelo governo estadual bolsonarista que reprime as lutas da classe trabalhadora. É o mesmo governo que usa a polícia a serviço dos ricos e dos fazendeiros, quer tomar as terras federais para legalizar a grilagem e impedir a destinação dessas terras para a reforma agrária. O PT deve fazer oposição ao governo do estado, em legítima defesa dos direitos da classe trabalhadora da cidade e do campo.
8. É preciso plantar para colher. É preciso atuar coletivamente, diariamente, organizando e mobilizando a classe trabalhadora. É preciso criar uma nova estratégia discutida coletivamente. Propomos o planejamento coletivo do PT com trabalho de base, organização dos diretórios estadual e municipais, reuniões presenciais bimestrais do Diretório Estadual aberta aos filiados/as, reorganização das macro regiões do PT, reconstrução dos núcleos do PT, plenárias regionais do PT a cada semestre e a articulação do PT estadual e dos municipais com as organizações da classe trabalhadora, buscando o empoderamento da juventude das mulheres e dos povos originários.
9. A classe dominante atua diariamente através das igrejas de direita, da família militar, dos meios de comunicação, do crime organizado etc. Devemos enfrentar a máquina eleitoral da direita, seu abuso de poder econômico e político, a compra de votos, as emendas parlamentares, a perseguição e assédio eleitoral. Isso se faz com militância e organização do partido, inclusive denunciando esses crimes publicamente na imprensa e redes sociais, mas também na polícia e no Ministério Público.
10. É preciso ser militantes coletivamente para transformar a sociedade e não se conformar com a ordem capitalista e com o individualismo, contra a desmobilização do PT, precisamos de mobilização permanente. Contra a resignação diante do poder dos ricos, precisamos de rebeldia e de luta. O PT não é o partido da ordem. É o partido da classe trabalhadora que luta por uma nova sociedade.
11. A questão central é como acumular forças em todos os terrenos, inclusive disputando e vencendo eleições, exercendo mandatos parlamentares e governamentais, mas fazendo isso de forma a que acumulemos forças para fazer da classe trabalhadora a classe dominante, controlando o poder de Estado e sendo capaz de impulsionar todas as transformações necessárias em nossa sociedade. Lutamos por uma nova sociedade com justiça e igualdade social, com reforma agrária, com direitos trabalhistas, com moradia digna para todos. Essa sociedade não é capitalista, é socialista. Considerar que é possível, desde já, iniciar a construção do socialismo, pela aglutinação estratégica de determinadas políticas públicas em uma matriz organizacional baseado num sociometabolismo solidário autogestionário, ou seja, uma articulação capaz de superar a lei do valor e a opressão fragmentação sobre o trabalho.
12. As classes dominantes estão deflagrando uma guerra contra a classe trabalhadora, os lances mais recentes desta guerra foram o golpe de 2016; a condenação, prisão e interdição eleitoral de Lula em 2018; quatro anos de ultraliberalismo e neofascismo; seguidas tentativas de golpe, incluindo a Intentona de 8 de janeiro; a tentativa de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre Moraes; e, cabe lembrar sempre, a instalação ilegal do parlamentarismo por parte do Centrão e seus aliados. Tudo isto com o objetivo de reduzir os direitos, as liberdades e a soberania da classe trabalhadora brasileira. Precisamos de uma classe trabalhadora e de um Partido dispostos a vencer esta guerra.
13. Defendemos a prisão imediata de Bolsonaro e todos os golpistas. Há risco de novas tentativas de golpe, assassinato do Lula e atentados terroristas. Sem Anistia! Sem perdão! Bolsonaro e todos os golpistas na prisão!
Tocantins: Estado do latifúndio e do coronelismo
14. O Estado do Tocantins é dominado pelo latifúndio desde antes de sua fundação. A concentração de terra, de riqueza e de poder deixou marcas históricas. Os trabalhadores e trabalhadoras rurais que sempre foram a maioria da população foram reprimidos e manipulados pelas oligarquias rurais.
15. Desde que o Estado foi criado em 1988, a influência dos grandes fazendeiros se manteve até hoje em conjunto com as grandes empresas do agronegócio. Todos os governadores foram eleitos baseados nessa aliança. Os grandes comerciantes e industriais do Estado têm pequena influência na política estadual.
16. O coronelismo se repete na compra de votos que é comum em todas as eleições. Ainda assim, a classe trabalhadora mostra sua resistência votando com independência para Presidente da República, pois desde 2002 todos os candidatos do PT foram vitoriosos no Estado do Tocantins. A mudança que houve foi que enquanto os trabalhadores rurais votam em massa nos candidatos do PT a presidente, nas últimas três eleições os trabalhadores da maioria das grandes cidades se dividiram e isso tem garantido a vitória dos candidatos de direita nessas cidades.
O PT Tocantins enfrentará a classe dominante ou será destruído?
Com nossas mãos, sonhos, desavenças compomos um rosto de peão,
uma voz rouca de peão,
o desassombro dos peões para oferecer ao país,
para disputar o país.
Por sua boca dissemos na fábrica, nas praças, nos estádios
que este país não tem mais donos.
Os filhos da paixão – Pedro Tierra
17. Nas eleições municipais de 2024 vimos claramente a força da direita, pois tiveram a imensa maioria dos candidatos a prefeito/a e também a vereador/a e por conta disso elegeram quase todos os cargos em disputa.
18. Em 2024, o PT do Tocantins teve o menor número de candidatos a prefeito/a e vereadores/as desde a eleição de 2000. Entre as dez maiores cidades, só tivemos candidato a prefeito do PT em Tocantinópolis. A extrema direita teve candidatos em todas as cidades. Na capital teve uma candidata que não escondeu sua posição política, ao mesmo tempo que fez uma campanha de “esquerda” denunciando as desigualdades sociais de Palmas. Lula não teve nenhum candidato que sequer citou seu nome nas dez maiores cidades, com exceção de Alaor do PT em Tocantinópolis. O companheiro Zé Salomão foi candidato do PT à reeleição em Dianópolis, que é a 12ª cidade em eleitorado.
19. Ao mesmo tempo, a direita conseguiu filiar petistas que foram candidatos, pois em muitas cidades não houve chapa do PT. Houve um processo de desistência de candidaturas praticado pelo Diretório Estadual desde 2023, quando o presidente estadual percorreu os municípios dizendo que não deveria haver candidatos sem viabilidade eleitoral e que o Diretório Estadual não bancaria as despesas dessas campanhas. Esqueceram das lições da história. Primeira: o PT sempre cresceu participando de todo tipo de eleições, nos sindicatos, associações, conselhos, movimento estudantil, eleições municipais, estaduais e nacionais; segunda: não existe chance de vitória se não houver participação na disputa; terceira: como projetar novas lideranças sem participar de todo tipo de eleição, mobilização e luta?; quarta: de onde sairão nossos/as candidatos/as nas eleições do futuro?
20. O resultado é que a direita está criando novas lideranças e se fortalecendo. E nós do PT? O PT vence eleições quando há mobilização e organização popular. Um exemplo foi a eleição do Lula em 2022 quando milhões de pessoas foram para as ruas e se mobilizaram para garantir essa vitória. Quando existe um aumento de greves, ocupações e mobilizações populares o PT também cresce.
21. A candidatura de petistas e simpatizantes por outros partidos tirou milhares de votos de nosso partido e reduziu nossa bancada de vereadores. Em quase todas as cidades isso aconteceu O problema é que o processo de discussão, avaliação e organização não é mais feita na maioria dos diretórios municipais e nem no Estadual do PT, pois não há reuniões regulares e o Diretório Estadual não faz reuniões presenciais há mais de dois anos.
22. Sem mudança da linha política, sem mobilização, sem organização e sem trabalho cotidiano no meio da classe trabalhadora, sem articulação com as organizações de trabalhadores e trabalhadoras não existe crescimento da organização da classe e, portanto, não há crescimento do PT. Por isso, é preciso combinar a luta eleitoral com a manutenção da mobilização militante nas ruas e nas organizações.
23. O resultado eleitoral confirma a necessidade de o PT alterar sua estratégia e alterar seu padrão de funcionamento. Como não compramos votos, a única saída que temos é a organização e a mobilização da classe trabalhadora. Sempre que a classe trabalhadora para de se mobilizar, o PT se enfraquece.
24. A desorganização da classe trabalhadora nos cobra uma atitude. Ou mobilizamos e organizamos nossa classe ou teremos uma sequência de derrotas, como a reforma da previdência. Os projetos da burguesia querem ampliar a superexploração da classe trabalhadora, destruir os direitos trabalhistas, destruir a reforma agrária, o direito à moradia e impedir o povo de se mobilizar. Qual é nossa opção: aceitar sermos destruídos ou lutar? Quando a classe trabalhadora luta, obtém conquistas. Quando aceita ser dominada e ser dividida, perde o que conquistou.
25. Desde 2022, o governador Wanderley Barbosa ordenou à PM que impedisse acampamentos e ocupações de trabalhadores sem terra e sem teto. A patrulha rural tem levado companheiros e companheiras presos sem ordem judicial, por um crime que não existe: tentativa de esbulho possessório. Essa é a mesma polícia e o mesmo governador que em 2022 não reprimiu o fechamento de estradas e pontes por parte da extrema direita, aquela mesma que tentou dar golpe de estado em oito de janeiro de 2023.
26. O governo estadual também apoia o projeto de lei do Senador Eduardo Gomes, relatado pela senadora Dorinha (que concorda com o mesmo) para se apropriar das terras públicas federais, transferindo-as ao governo do estado, de modo a legalizar a grilagem dos grandes fazendeiros e impedir a destinação dessas terras para os trabalhadores e trabalhadoras rurais, através da reforma agrária.
27. Em 2023, o governo estadual com apoio de 20 deputados estaduais conseguiu aprovar a reforma da previdência, assim como Bolsonaro conseguiu em nível nacional, destruindo os direitos dos servidores estaduais. Lembramos que em 2019, apenas o deputado federal Célio Moura do PT votou contra a reforma da previdência. Os outros sete deputados federais do Tocantins votaram a favor.
PT na oposição ao governo Wanderley organizando chapa completa para 2026
28. No primeiro turno das eleições de 2022, Lula ganhou no Tocantins com 50,4% dos votos válidos (434.303 votos), vencendo em 122 municípios. Ao mesmo tempo, a direita apoiou Bolsonaro e ganhou todos os demais cargos: governador, senadora, os oito deputados federais e os 24 deputados estaduais. O PT não conseguiu reeleger seu deputado federal Célio Moura e nem sua deputada estadual Amália Santana.
29. No primeiro turno, Lula teve 50 mil votos a mais que o genocida no Tocantins. Porém, no segundo turno fazendeiros, empresários, líderes religiosos de extrema direita, o governador, senadores, deputados federais e estaduais, a maioria dos prefeitos/as e vereadores/as se engajaram na campanha bolsonarista demonizando Lula e o PT. Por causa desta campanha de extrema direita, Lula ganhou com apenas 15 mil votos de frente sobre Bolsonaro no segundo turno no Tocantins.
30. Wanderley Barbosa foi reeleito governador com apoio dos fazendeiros e de toda extrema direita. Hoje governa sem oposição, lembrando muito a ditadura perfeita siqueirista, quando Siqueira dominava o TRE, TJ, MP, as polícias, TCE, a Assembleia Legislativa e quase todos os deputados federais e senadores.
31. A compra de voto através de cargos nomeados pelos governos, além do pagamento em dinheiro vivo e combustível explicam a vitória da direita. Como disse Dom Paulo Evaristo Arns sobre a tortura (vale também para a compra de votos): eu sei, tu sabes, eles sabem.
32. Mesmo com essa compra de votos descarada, Célio Moura foi o único deputado federal de todo o país que conseguiu dobrar sua votação (de 18 mil para 36 mil) e o PT ampliou o voto de deputado federal de 44 mil em 2018 para 67.109 em 2022. Porém, para deputado estadual, o PT fez 41.384 votos, enquanto PV e PCdoB somaram pouco mais de 42 mil votos.
33. Paulo Mourão, nosso candidato a governador, fez 10,64% dos votos e ficou em terceiro lugar, demonstrando seu reconhecimento popular e que o PT pode ter candidato competitivo a governador. Vilela, nosso candidato a senador, fez 44.203 votos (5,64%), uma ótima votação.
34. A Federação PT, PV e PCdoB não agregou votos para deputado federal, pois PV e PCdoB somaram apenas 2,9 mil votos para esse cargo. Para deputado estadual, os deputados desses partidos buscaram apenas sua reeleição, apoiaram Wanderley Barbosa e não fizeram campanha nem para Lula, nem para Paulo Mourão e nem para os deputados federais da federação.
35. Como previmos, o quociente eleitoral para deputado federal cresceria, pois Lula como candidato aumentaria a presença da população nas urnas. O quociente no Tocantins foi de 103.768 votos e pela nova lei eleitoral teriam direito a disputar as sobras o partido ou federação que fizesse o mínimo de 80% do quociente, ou seja, 83.014 votos. A Federação PT, PV e PC do B fez 70.023 votos. Portanto, faltaram 13 mil votos para a Federação.
36. Na lei eleitoral de 2018, concorriam todos os partidos ou coligações com sua votação. Portanto, o povo reelegeria Célio Moura naquelas regras e ele seria o sétimo eleito. Os partidos bolsonaristas mudaram a lei eleitoral para impedir a eleição de deputados do PT. Assim como Célio Moura, Rosa Neide do PT de Mato Grosso, Zé Ricardo do PT do Amazonas e outros do PT não conseguiram se reeleger com essa nova lei eleitoral. Agora o STF considerou inconstitucional essa mudança e logo Célio Moura voltará para a Câmara para representar a classe trabalhadora.
37. No mandato de 2019 a 2022, o deputado federal Célio Moura do PT fez oposição a Carlesse e Wanderley, defendeu os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, sendo o único do Tocantins com essa posição. Ele também foi o único a votar contra a reforma da Previdência e as privatizações dos Correios e Eletrobrás, o único a defender a reforma agrária, a luta pela moradia, os quilombolas e indígenas.
38. A atual bancada de deputados tocantinenses é toda formada por deputados de direita, sem nenhum compromisso com a classe trabalhadora e nem com o presidente Lula. Usam cargos no governo federal com único objetivo de se reeleger.
39. A chapa A Esperança é Vermelha defende que o PT faça oposição ao governo estadual. Ser oposição ao governo estadual significa não ocupar cargos nomeados pelo mesmo, Combater a repressão contra as lutas dos trabalhadores, denunciando a corrupção que envolve parentes e aliados políticos do governador do estado, assim, seguiremos organizando a classe trabalhadora para lutar pelos seus direitos, como a reforma agrária e a moradia digna, sem submissão ao coronelismo e ao latifúndio.
40. Propomos também construir nossa chapa completa (governador, senador, deputados/as federais e estaduais) para as eleições de 2026, com um plano de governo capaz de mobilizar a maioria do povo com compromissos claros com a organização popular e com a luta pelos direitos: reforma agrária, moradia, combate à violência contra as mulheres, combate ao racismo, machismo, LGBTfobia entre outros.
41. O agronegócio está contaminando a organização dos trabalhadores rurais assim como os agrotóxicos estão contaminando todo o solo, a água e o ar, inclusive nos assentamentos, nos quilombos, nas comunidades tradicionais e nas áreas de posseiros. Fazendeiros e multinacionais do agronegócio queimaram e desmataram o estado todo. São bilhões de dólares no bolso delas e a bagaceira fica pra classe trabalhadora. Isso é a luta de classes. A luta da classe dominante para destruir a organização da classe trabalhadora e submetê-la à exploração e servidão.
Grilagem não! Reforma Agrária SIM! Não ao PL 1199!
42. O Senador do PL Eduardo Gomes apresentou o PL 1199 para doar as terras públicas federais do Tocantins para o governo estadual. Esse projeto, se for aprovado, impedirá a reforma agrária nas terras públicas e legalizará a grilagem de terras por parte dos grandes fazendeiros. Posicionamos contrários a este projeto desde o início. No dia 16 de setembro de 2023, comunicamos ao Diretório Estadual do PT, pedindo que também se posicionasse contrário. No dia 20 de setembro, a Executiva Estadual do PT se reuniu e aprovou nossa proposta por unanimidade, porém faria pequenas alterações. Até hoje o Diretório Estadual não deu publicidade. No mês de novembro, a senadora Dorinha concordou com esse PL e apresentou um relatório garantindo que as terras doadas serão tratadas como as terras estaduais, confirmando o que dissemos.
43. O Governo do Estado não tem limite para titular suas terras públicas, enquanto o governo federal só pode titular até 2.500 hectares para quem não tem outra terra em seu nome. A lei estadual permite a concentração de terra e o latifúndio, permite legalizar escrituras paroquiais sem comprovação de posse e sem vistoria para verificar se existem posseiros na área.
44. Enquanto o governo federal cumpre a Constituição Federal que obriga a fazer a reforma agrária, criando 347 assentamentos no Tocantins, o governo do estado só criou 11 assentamentos em terras públicas estaduais, sendo o último criado em 1996.
45. O governo do Tocantins descumpre a Constituição Estadual que obriga a destinação de terras públicas estaduais para reforma agrária, conforme o Art. 120 § 5º – O Estado promoverá ação discriminatória sobre terras devolutas de sua propriedade, priorizando o assentamento rural em módulos que garantam a subsistência e estimulem o trabalho familiar, na forma da lei.
46. Os trabalhadores e trabalhadoras se organizarão e lutarão contra esse projeto de lei pois perderão suas terras se ele for aprovado. A grilagem de terras públicas não pode vencer. As terras públicas devem ser destinadas à reforma agrária, povos e comunidades tradicionais. Os ricos querem tudo pra eles. Querem deixar os trabalhadores e trabalhadoras sem nada!
47. Exigiremos e lutaremos pelo arquivamento desse projeto de lei! Exigimos que o governo do estado cumpra a Constituição Estadual e crie assentamentos da reforma agrária em terras públicas estaduais!
48. Existem cerca de 100 mil famílias de trabalhadores e trabalhadoras com moradias precárias ou sem teto em nosso estado, por isso exigimos que as terras urbanas estaduais sejam destinadas para moradia popular e outros usos públicos e não particulares, combatendo e denunciando a especulação imobiliária.
Por uma nova organização do PT Tocantins
A revolução que acalentamos na juventude faltou.
A vida não. A vida não falta.
E não há nada mais revolucionário que a vida.
Fixa suas próprias regras.
Marca a hora e se põe de nós, incontornável.
Os filhos da margem têm os olhos postos sobre nós.
Eles sabem, nós sabemos que a vida não nos concederá outra oportunidade.
Hoje, temos uma cara. Uma voz. Bandeiras.
Temos sonhos organizados
Os filhos da paixão – Pedro Tierra
49. O Diretório Nacional do PT aprovou por unanimidade que 10% do orçamento do Partido em nível nacional, estadual e municipal serão aplicados nas atividades da Secretaria de Formação, desde o ano de 2023 (inclusive) em diante, alterando o Estatuto. O Diretório Estadual do PT Tocantins não está cumprindo o Estatuto. Nossa chapa propõe que o PT Tocantins cumpra o Estatuto e destine 10% do orçamento para a formação política.
50. É preciso investir na formação de nossos/as filiados/as e de nossos/as candidatos/as a qualquer cargo (sindicato, associação, etc) para poder realizar um trabalho de base constante com organização, mobilização e luta da classe trabalhadora.
51. A Secretaria Estadual de Formação realizou cursos e plenárias presenciais em todas as regiões do Estado em 2023 e 2024, com recursos do próprio Secretário de Formação, de dirigentes municipais e das organizações populares. Também realizamos atividades virtuais, além do Nova Primavera.
52. Propomos que pelo menos as 10 maiores cidades possam receber o fundo partidário para ter sede, contador e advogado.
53. Propomos reunião constante do diretório estadual com os diretórios municipais, aberta a todos/as os/as filiados/as para discutir nossa organização e preparar os próximos combates, pois a classe dominante quer nos destruir, juntamente com os direitos da classe trabalhadora.
54. Propomos o planejamento coletivo do PT com trabalho de base, organização dos diretórios estadual e municipais, reconstrução dos núcleos de base do PT, reuniões presenciais bimestrais do Diretório Estadual aberta aos filiados/as.
55. Propomos a reorganização das macro regiões do PT, plenárias regionais do PT a cada semestre e a articulação do PT estadual e dos municipais com as organizações da classe trabalhadora e com os movimentos populares e sociais (MST, MNLM, MAB, LGBTQIA+, etc).
56. Propomos também que o diretório estadual faça acompanhamento político dos mandatos de prefeitos/as e vereadores/as petistas do Tocantins, contribuindo com a linha política dos mandatos, demarcando nosso campo contra a extrema direita e a destruição dos direitos sociais.
57. O Tocantins é um dos estados com maior registro de violência contra as mulheres. Em 2023, foram 2.252 casos. O PT deve estar presente na luta das mulheres, denunciando os crimes cometidos contra elas e também articulando com suas organizações, além de organizar suas próprias militantes. Ana e Joice: A defesa dos direitos das mulheres é uma questão de justiça social e direitos humanos. As mulheres enfrentam desigualdades e agressões em diversas esferas da sociedade e dentro do partido não é diferente, companheiras são repetidamente agredidas e desrespeitadas dentro do ambiente partidário.
Neste sentido, propomos que o PT lute incansavelmente contra qualquer tipo de violência, pois não é possível construir um partido socialista, anticapitalista com relações adoecidas, se defendemos a emancipação humana não podemos admitir o machismo em nossos espaços.
58. O PT deve contribuir com as organizações quilombolas e na luta antirracista, buscando ampliar a luta popular contra todo tipo de racismo e perseguição política.
59. O PT contribuirá com a luta LGBT, afirmando seus direitos e organizando lutas conjuntas.
60. A juventude acredita no PT pois nosso partido representa a ruptura com a velha sociedade capitalista que explora e manipula a população para enriquecer meia dúzia. Por isso, propomos ampliar nossa organização na juventude, incluindo milhares de jovens trabalhadores/as e estudantes no PT para organizar a si próprios e também para realizar a formação e organização da classe trabalhadora, construindo uma nova sociedade.
61. O PT é o único partido que tem setoriais organizados. Propomos a realização de pelo menos um Encontro anual de cada setorial do Tocantins para discutir suas políticas e assim contribuir para maior organização do PT e para articulação com os movimentos sociais.
62. Precisamos ampliar nossa atuação e organização no meio da classe trabalhadora da iniciativa privada. Uma das pautas que devemos apoiar sem hesitação é o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de folga), pois impede o descanso e a convivência familiar de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, além de outras propostas definidas em conjunto com os sindicatos.
63. O Tocantins vive um processo acelerado de destruição do cerrado e da floresta amazônica nos últimos 30 anos, por ação do agronegócio. Além disso, os agrotóxicos poluem a água, o solo e o ar, gerando vários tipos de doenças e mortandade de peixes e outros animais, além de contaminar a produção dos trabalhadores rurais (povos do campo, das águas e das florestas). Esse é o maior impacto ambiental sofrido pela nossa população. O PT defendeu e continuará se manifestando a favor da agroecologia contra a destruição do meio ambiente e a poluição causada pelo agronegócio. Exigimos a proibição de pulverização aérea de agrotóxicos em todo estado do Tocantins.
64. O Partido dos Trabalhadores deve apoiar a economia solidária como estratégia de desenvolvimento alternativo ao capitalismo, fortalecendo a luta pela justiça social, autogestão, igualdade, sustentabilidade e solidariedade
65. O PT é feito de luta e de sonhos, assim como é a vida da classe trabalhadora! Vamos construir uma nova sociedade socialista!