Por Gabriel Araújo e Matheus Hygino (*)
A prefeitura de Vila Velha e o governo do Espírito Santo estão claramente alinhados politicamente com a especulação imobiliária, com a burguesia, os latifundiários e a concentração de terras existente no Brasil.
Essas figuras além de corruptas e vendidas, são completamente insensíveis. Nesse momento, esses órgãos de estado que deveriam defender os direitos do povo, estão sendo favoráveis ao despejo de 1000 famílias sem teto que lutam bravamente por aquilo que é negado aos trabalhadores brasileiros há 500 anos, aquilo que é o fundamental para sobreviver, a terra.
Essa terra que não deveria ter valor, que deveria ser utilizada para que as famílias brasileiras sejam felizes e se realizem, é utilizada para especular, para lucrar e fazer com que os pobres sofram mais e mais. A Vila Esperança exige apenas que a função social da terra seja cumprida.
Esse imóvel, há oito anos cumpre sua função social. Não porque a prefeitura e governo do Estado fazem valer o escrito na lei. Mas porque os trabalhadores organizados e mobilizados, em torno de seus objetivos materiais, garantem a ferro, fogo, sangue e suor, o cumprimento da função social da terra.
São oito anos de resistência, de superação, criação de vínculos e de organização de poder popular.
Ninguém além de nós pode garantir isso. E isso se comprova há 500 anos. E não será uma esmola de R$2 mil reais que vai nos fazer abrir mão dessa dívida histórica!
Aceitar essa migalha da prefeitura é aceitar continuar os 500 anos de escravidão do Brasil! É aceitar continuar sendo açoitado!
(*) Gabriel Araújo e Matheus Hygino são dirigentes do MNLM