O presente nos pertence: o movimento estudantil e a luta política no Brasil e no RS

Tese da Juventude da Articulação de Esquerda ao CONUEE 2025

O movimento estudantil brasileiro sempre esteve entrelaçado com os grandes momentos de transformação política e social do país. Da luta contra a Ditadura Civil-Militar, passando pelo “Fora Collor”, pelas campanhas em defesa da educação pública e tantas outras, a juventude demonstrou que não se limita a ser espectadora da história: é um sujeito ativo de sua construção. Hoje, em tempos de incerteza e disputa, essa tradição ressurge sobre novas formas. O lema que ecoa é nítido: o presente e o futuro nos pertence.

O Brasil em disputa: entre avanços e bloqueios

A eleição de Lula em 2022 abriu um novo ciclo para o país, marcado pela esperança, mas também por fortes contradições. Se por um lado houve a retomada de políticas sociais, a reconstrução de ministérios destruídos pelo bolsonarismo e a reabertura de canais de diálogo com a sociedade civil, por outro, o governo enfrenta limitações impostas por uma correlação de forças desfavorável. A extrema-direita, embora derrotada eleitoralmente, mantém grande influência sobre parte do Congresso, nas forças de repressão e uma parcela da população, como ficou evidente nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O bolsonarismo, ainda vivo, atua como força organizada para sabotar avanços e preservar privilégios do grande capital, e ora se alia ao “centrão” para impor derrotas ao governo, ora serve como instrumento de pressão para que o governo aceite péssimos acordos. É preciso ter algo nítido: embora com cada vez mais divergências táticas, a extrema-direita e a direita “tradicional”, encarnada no “centrão”, são dois servos do mesmo senhor: o grande capital. Ao mesmo tempo, o neoliberalismo segue sendo a lógica dominante, impondo ao governo federal alianças frágeis e cedendo espaço para setores conservadores dentro do próprio Estado, que já havia sido profundamente abalado depois do desmonte promovido por Temer e o aparelhamento promovido por Bolsonaro. É nesse cenário que o movimento estudantil precisa assumir um papel mais ousado: não basta defender o governo contra a extrema-direita, é preciso também empurrá-lo para frente, pressionando por reformas estruturais que garantam direitos, igualdade e soberania.

Nosso país, nos últimos meses, além de se defender de ataques internos de neoliberais e da extrema direita, constantemente tem tido que enfrentar ameaças externas. O imperialismo estadunidense se manifesta em diferentes frentes. O governo Trump, assim como outros que o antecederam, mostra ao mundo a arrogância de uma política que não respeita a autodeterminação dos povos, seja pelo bloqueio econômico contra países soberanos, pela ingerência em processos democráticos ou pelo apoio a guerras e ocupações. Depois de ver ruir a arquitetura global que montou após o fim da URSS, os EUA agora tentam virar a mesa para tentar preservar sua hegemonia diante da cada vez mais concreta ascensão do mundo multipolar, liderado pela China. Se o caminho da afirmação da nossa soberania é perigoso, como temem alguns, fazer concessões nesse momento é decretar nossa subordinação. Não nos enganemos: o imperialismo não conhece limites e não respeita acordos. O Brasil, assim como a América Latina, não pode aceitar ser subordinado aos interesses de Washington.

A luta pela soberania brasileira está ligada às lutas internacionais contra a dominação dos EUA. Ao lado da Palestina, que resiste bravamente contra a ocupação e o genocídio realizado pelo estado de Israel e apoiados pelo imperialismo norte-americano, nossa juventude deve reafirmar que não há independência possível enquanto aceitarmos as injustiças e guerras causadas por potências estrangeiras. O ataque dos EUA a países que ousam seguir caminhos próprios no Sul Global deixa claro que sua preocupação nunca foi com a democracia ou direitos humanos, mas sim com o controle econômico, militar e estratégico do planeta.

Por isso, o movimento estudantil brasileiro, herdeiro de uma tradição de enfrentamento contra ditaduras e projetos entreguistas, deve estar na linha de frente da defesa da soberania nacional. Resistir ao avanço neoliberal no Rio Grande do Sul e no Brasil é também resistir ao projeto imperialista que tenta impor sua lógica de exploração e dependência. Não há futuro justo e popular sem que o povo brasileiro se coloque de pé, ombro a ombro com os povos do mundo, contra o imperialismo e pela autodeterminação.

Se o passado nos ensinou a lutar contra a ditadura e contra governos entreguistas, o presente nos chama a enfrentar o fascismo interno e o imperialismo externo. O Brasil não será o quintal dos EUA. Nossa juventude já escolheu: o presente nos pertence e o futuro será de um Brasil soberano, democrático e popular.

O Rio Grande do Sul: resistência em meio ao neoliberalismo

No Rio Grande do Sul, o desafio é ainda mais duro. Sob a condução do governador Eduardo Leite, o estado vive uma ofensiva neoliberal radical, marcada pela privatização das estatais, o enfraquecimento da educação pública e a precarização dos serviços sociais. A crise climática que devastou o estado nos últimos anos escancarou a negligência do governo com a população mais vulnerável, que sofre sem infraestrutura, sem proteção e sem políticas públicas efetivas. A verdade é que criou-se nos últimos anos no estado uma “tempestade perfeita” para o projeto neoliberal com a ascensão da extrema-direita, que empurrou a esquerda e os movimentos sociais para a defensiva, encontrando cada vez mais dificuldades de retomar as mobilizações e lutas e, tendo como obstáculo ainda, as catástrofes naturais, que fragilizam a reação popular. Como disse um outrora ministro bolsonarista: eles aproveitam para passar a boiada.

O caminho é a defesa das empresas estatais como a Corsan e o Banrisul, priorizando mais investimentos e lutando contra o avanço das privatizações. O desenvolvimento tecnológico brasileiro também passa pelo Rio Grande do Sul, principalmente na defesa e no fortalecimento da Companhia de Processamento de Dados (PROCERGS) e do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), única empresa pública de semicondutores da América Latina. Em um contexto em que os dados e chips são a base das infraestruturas tecnológicas, entregar os dados públicos às empresas de tecnologia estadunidenses e depender integralmente de fornecedores estrangeiros significa expor o país a vulnerabilidades geopolíticas e econômicas. O fortalecimento dos investimentos na CEITEC, por exemplo, significa colocar o Rio Grande do Sul no centro da capacidade de projetar, fabricar e adaptar semicondutores às necessidades locais, reduzindo a dependência estrangeira e garantindo maior autonomia em setores estratégicos. Além disso, estas empresas podem ser um motor de inovação tecnológica, articulando-se com universidades, institutos de pesquisa e o setor produtivo, formando mão de obra altamente qualificada e estimulando a criação de um ecossistema tecnológico. As estatais, portanto, são a chave para promover o desenvolvimento do estado e garantir a prestação de serviços que prezam pela qualidade acima do lucro

A juventude gaúcha sente no cotidiano os efeitos do sucateamento do estado: universidades sem investimentos, falta de assistência estudantil, transporte caro e precário, ataques aos direitos do magistério e cortes que dificultam o acesso ao ensino superior e ao mercado de trabalho. Já, o sucateamento da educação é uma política nefasta do governo Leite que tem por objetivo entregar as escolas estaduais e a UERGS nas mãos da iniciativa privada. A retomada da União Estadual dos Estudantes (UEE-RS), nesse contexto, é um marco importante, pois devolve à juventude gaúcha um espaço de articulação capaz de unificar lutas locais e estaduais em torno de uma pauta política mais ampla. A reconstrução e a defesa do Rio Grande do Sul passa pelas mãos da categoria estudantil.

Educação: A universidade é do povo, por uma reforma universitária popular já!

A educação superior e técnica no Brasil carrega em si uma das maiores contradições do nosso tempo. Se por um lado conquistamos mudanças históricas que democratizaram o acesso às universidades e institutos federais — com a implementação das cotas, a criação dos IFs, a ampliação de vagas, programas como o PNAES e até mesmo o próprio estabelecimento da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) neste ano de 2025 — por outro lado, seguimos sob ataque de um projeto neoliberal ainda vigente que insiste em tratar a universidade como mercadoria e os estudantes como consumidores ou mão de obra precarizada. Foi graças às lutas do povo brasileiro e às políticas dos governos do Partido dos Trabalhadores que milhões de jovens pobres, negros e periféricos chegaram à universidade pela primeira vez. É a primeira geração de suas famílias a ocupar esse espaço, transformando sonhos em realidade. Mas esses avanços estão em disputa: as forças do capital tentam reduzir a universidade à lógica do mercado, e cabe ao movimento estudantil garantir que ela permaneça um direito do povo e um instrumento de transformação social.

Hoje, mesmo com a vitória eleitoral sobre o bolsonarismo, nossas universidades continuam respirando sob o sufocamento orçamentário. O arcabouço fiscal mantém a lógica do teto de gastos e impede que a educação seja tratada como prioridade. A consequência é visível: bolsas indeferidas, auxílios cortados, assistência estudantil insuficiente, precarização das condições de ensino e infraestrutura fragilizada. Enquanto isso, o setor privado se infiltra nas políticas públicas através de fundações empresariais que disputam a concepção de educação e tentam empurrar um modelo que forma apenas trabalhadores dóceis, adaptáveis, sem pensamento crítico. Essa ofensiva neoliberal se soma à permanência da contrarreforma do Ensino Médio, à falta de um programa robusto de expansão universitária e à ausência de uma reforma universitária popular que reorganize de fato nossas instituições em função das necessidades do povo brasileiro.

No Rio Grande do Sul, a situação se agrava com o projeto privatista do governo Eduardo Leite. Universidades estaduais como a UERGS convivem com a falta de investimentos, a precarização da assistência estudantil e o avanço de projetos que transferem recursos públicos para a rede privada. A juventude gaúcha, muitas vezes obrigada a conciliar jornada dupla de trabalho e estudo, sente com força o peso dessa exclusão. No caso das universidades comunitárias é cada vez mais necessário defender o fortalecimento e ampliação de programas para bolsas e financiamentos estudantis; lutar por recursos para subsidiar moradia de estudantes; estabelecer e ampliar as políticas de subsídio à alimentação e transportes municipais e intermunicipais; com a criação e fortalecimento de políticas públicas que ocupem de forma socialmente justa a capacidade ociosa de instituições de ensino comunitárias.

Por isso, nossa bandeira deve ser clara: lutar pela retirada da educação e das políticas sociais do arcabouço fiscal; garantir um programa nacional de assistência estudantil amplo e permanente; revogar integralmente o Novo Ensino Médio; transformar a renegociação do FIES em política de Estado; ampliar o Pé-de-Meia para o ensino superior e, sobretudo, construir uma reforma universitária popular. Queremos universidades democráticas, com cotas ampliadas, com combate efetivo ao racismo, ao assédio e à LGBTfobia, com valorização das licenciaturas, defesa da ciência a serviço do povo e respeito à autonomia universitária. Não aceitaremos que a universidade seja submetida à lógica produtivista ou capturada por interesses empresariais, com mensalidades abusivas. Nossa luta é para que a universidade seja pública, gratuita, crítica e popular.

A defesa da soberania brasileira só será possível com significativos investimentos em ciência e tecnologia. É esse o caminho que garantirá ao país a capacidade de produzir conhecimento, desenvolver inovações e reduzir a dependência de soluções importadas, geralmente controladas e patenteadas por grandes empresas capitalistas do norte global. Apenas assim o Brasil criará uma base sólida de profissionais qualificados e de infraestrutura para responder aos ataques à soberania nacional e aos desafios estratégicos em diversas áreas, desde a agricultura até a defesa nacional. Além disso, a formação capacitada nas universidades e a valorização da mão de obra nacional proporcionará a geração de empregos qualificados no país. 

Nesse cenário, torna-se cada vez mais importante regular a atuação das plataformas tecnológicas estrangeiras (Big Techs) e defender a soberania digital. Atualmente, a maior parte da infraestrutura de armazenamento dos dados educacionais e das pesquisas produzidas nas universidades brasileiras está sob controle de empresas estadunidenses, isto é, informações estratégicas do governo, das universidades e da nossa população estão à mercê do mercado e do governo estadunidense que utilizam destas informações como uma arma para atacar nossa soberania em meio a uma guerra informacional. Para alterar essa conjuntura, é fundamental investir na construção de infraestruturas soberanas e seguras, garantindo que os dados científicos e institucionais permaneçam dentro do país.

Do mesmo modo, o governo e as instituições não podem continuar gastando bilhões em programas proprietários que reforçam a dependência externa, principalmente voltadas ao ensino e à pesquisa nas universidades. O incentivo ao uso de softwares livres abre caminho para a criação de soluções nacionais, fortalece a autonomia tecnológica e permite que o desenvolvimento seja mais acessível e conectado às reais necessidades da sociedade. Apostar nessa direção é apostar em um futuro no qual o conhecimento e a tecnologia estejam a serviço do povo brasileiro. O movimento estudantil deve ser protagonista e desencadear um massivo processo de debate em suas bases, com vistas a fomentar o debate crítico entre as e os estudantes e dar conteúdo às mudanças que defendemos.

Se o acesso foi uma conquista, a permanência e a transformação do caráter da universidade são os próximos passos. O movimento estudantil precisa assumir essa tarefa histórica com coragem e organização. Não podemos aceitar que a juventude trabalhadora seja novamente expulsa das universidades pelo corte de bolsas, pela falta de moradia, pela precarização e pela dívida, ou que sequer pense em acessá-la, devido tanto à precarização do trabalho quanto à ofensiva ideológica da extrema-direita, que engana deliberadamente as famílias trabalhadoras a respeito das universidades e desincentivam o seu acesso a elas. Precisamos colocar o ensino superior no centro da luta política e disputar que projeto de universidade queremos para o Brasil: um projeto neoliberal, que nos reduz a números e índices, ou um projeto popular, que nos forma como sujeitos críticos capazes de transformar o presente. E a resposta da juventude gaúcha e brasileira precisa ser firme: a universidade é do povo, e o presente nos pertence.

Movimento Estudantil: A UEE-RS e a necessidade de um novo protagonismo

A reconquista da UEE-RS foi uma vitória da militância estudantil, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Não basta retomar a entidade; é preciso dar-lhe vida, democracia e presença real no cotidiano dos estudantes. A fragmentação do movimento, as disputas de aparato e as sequelas da pandemia dificultaram a organização coletiva, mas o desafio agora é transformar a UEE-RS em uma entidade viva, atuante e enraizada nas universidades públicas, comunitárias e privadas do estado.

Isso significa recuperar o legado da UEE Livre, mas também ir além, criando novas formas de participação, aproximando a entidade das lutas concretas – da defesa da UERGS e das universidades federais à organização dos estudantes das comunitárias e privadas, que muitas vezes enfrentam exploração, mensalidades abusivas e falta de direitos básicos. A UEE-RS deve ser mais que um espaço de debates políticos: deve ser o motor da mobilização, conectando centros acadêmicos, DCEs e coletivos estudantis, fortalecendo a democracia interna e formando novas lideranças. Esses passos mostram que, com calma e um processo contínuo, estamos construindo um caminho sólido para o futuro.

O movimento estudantil gaúcho não pode se limitar às capitais e grandes centros universitários. A interiorização é uma tarefa estratégica para que a luta estudantil alcance cada canto do Rio Grande do Sul, das universidades públicas e comunitárias às privadas espalhadas pelo interior. São milhares de jovens que enfrentam mensalidades abusivas, falta de assistência estudantil, ausência de transporte e moradia, mas que muitas vezes ficam invisíveis às grandes entidades. Fortalecer a construção do movimento estudantil no interior é democratizar a luta e dar voz à juventude trabalhadora que também sonha, resiste e constrói o futuro do nosso estado. A interiorização significa romper com a lógica que concentra debates e decisões apenas em Porto Alegre e na região metropolitana. É preciso reconstruir Diretórios Acadêmicos e DCEs no interior, fortalecer a UERGS, e abrir espaço para que os estudantes de todas as regiões tenham protagonismo. Só assim a UEE-RS poderá ser verdadeiramente representativa, com raízes firmes na realidade concreta de cada estudante gaúcho.

Interiorizar o movimento estudantil é também interiorizar a luta contra o neoliberalismo e o projeto privatista de Eduardo Leite. É organizar a resistência nas cidades onde os impactos da precarização são ainda mais cruéis e onde o abandono do estado é sentido com maior intensidade. A categoria estudantil, que carrega nos ombros a dupla jornada entre estudo e trabalho, precisa ser parte ativa da reconstrução do movimento estudantil. A interiorização não é apenas uma estratégia organizativa: é um compromisso político com a democratização da luta, com a unidade da juventude e com a construção de um Rio Grande do Sul soberano, popular e livre das amarras do capital.

Não cedemos às pressões do imediatismo, nem às tentações de ocupar o poder a qualquer custo. Seguimos firmes e conscientes de que nosso compromisso é maior do que apenas cargos em entidades estudantis: é com a transformação real e duradoura.

O 60º Congresso da UNE, realizado em 2025, foi um reflexo da conjuntura nacional: de um lado, a vitalidade da juventude que resiste e ocupa, de outro, os limites da burocratização e da disputa por hegemonia entre correntes. O congresso mostrou que ainda estamos distantes de um movimento estudantil capaz de mobilizar em escala nacional com a força que já teve em décadas passadas. No entanto, revelou também que há disposição para o enfrentamento, especialmente diante dos retrocessos do neoliberalismo e da ameaça fascista.

O futuro do movimento estudantil dependerá da nossa capacidade de superar disputas estéreis e assumir uma postura unificada em torno de pautas comuns: a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade; a ampliação da assistência estudantil; a luta contra a mercantilização da educação; e a construção de um Brasil soberano, mais justo e igualitário. Com isso, nossas esperanças se renovam para o CONUEE 2025, em que seguiremos nossa linha política e atuação forte, que vá além de formar apenas profissionais, mas também seres humanos mais críticos.

O presente é luta, o futuro é conquista

Diante desse cenário, a juventude não pode se contentar com a mera resistência. É preciso ousadia para construir novas agendas de mobilização e coragem para enfrentar os inimigos históricos do povo brasileiro: o fascismo, o neoliberalismo e o autoritarismo. Isso significa ocupar ruas, universidades e as redes; significa articular a luta estudantil com a luta da classe trabalhadora, das periferias, das mulheres, da população negra e indígena, da comunidade LGBTQIAPN+ e de todos os setores explorados e oprimidos.

O presente nos pertence porque não podemos esperar por soluções futuras que nunca chegam. A hora de lutar é agora. Cada diretório acadêmico reconstruído, cada mobilização organizada, cada greve estudantil ou ato público é um passo para avançar na transformação da sociedade.

Se o passado nos legou a tradição de luta, cabe a esta geração transformar o presente em futuro. O Brasil precisa de estudantes que não apenas resistam, mas que avancem. O Rio Grande do Sul precisa de estudantes que estejam dispostos a enfrentar o neoliberalismo e a reconstruir o estado a partir das necessidades do povo.

O movimento estudantil tem a responsabilidade histórica de ser novamente vanguarda das lutas sociais. E é com organização, coragem e solidariedade que construiremos um Brasil soberano, democrático e popular.

Se o presente é de luta, o futuro nos pertence!

Juventude da Articulação de Esquerda – Rio Grande do Sul

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