Boletim interno da Direção Nacional da
tendência petista Articulação de Esquerda
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1/participantes na reunião da Dnae de 28/6
Presentes à reunião: Daniela Matos, Natália Sena, Patrick Araújo, Valter Pomar, Ana Flávia, Hilton, Jandira Uehara, Luiz Boneti, Múcio Magalhães, Sulen Aires e Marcos Jakoby.
2/conjuntura
Aprovada resolução sobre conjuntura: https://valterpomar.blogspot.com/2026/06/texto-em-processo-de-elaboracao.html. Emendas podem ser apresentadas até o dia 29 às 23h59. Na terça 30/6 encaminharemos ao DN.
3/informe sobre Página 13
Na edição de julho está pronto um texto sobre o Ualid, bem como textos sobre todas nossas candidaturas no RS, bem como um texto sobre as eleições na Colômbia. Para o de agosto encomendamos textos sobre Bona e Valença. E pretendemos incluir textos sobre a presença do PT nos Tribunais de Contas, o tema das terras raras, um quadro sobre a eleição nos estados, um texto sobre os destaques jovens da direita brasileira, a seção zodíaco, Casas socialistas Brasil afora, Cuba, Venezuela e Estados Unidos.
4/informes dos Estados
-dirigentes responsáveis deram informes sobre RS, ES, MS, MG, PE e PI
5/informe sobre candidaturas
-foi dado um informe sobre as discussões no GTE Nacional
-Suelen e Natalia vão apresentar até terça um projeto de resolução sobre as “prioridades da AE”
6/programa de governo
Dia 30/6 é o último prazo para emendas na plataforma participativa: https://planoparticipativobrasil.org.br
6/informe sobre reunião do DN
Foi dado um informe sobre a pauta do DN e debateu-se nossa tática no debate de conjuntura e sobre recursos do fundo eleitoral.
7/informe sobre agenda
30 de junho plenária mulheres
3/7 reunião do DN
JULHO Convenções partidárias
6/7 reunião da AE no Andes
10 e 11/7 formação em Campos dos Goytacazes
24/7 curso de formação em Maceió
25/7 curso de formação em Igreja Nova
26/7 reunião da Dnae
8/Direção nacional da AE
Adriana Souza (MG) será candidata em 2026; Ana Affonso (RS) será candidata em 2026; Ana Flávia (RN), agenda de cidades onde conseguimos maioria, secretária de nucleação da JPT nacional; Damarci Olivi (MS) tesouraria; Daniela Matos (DF), tesouraria adjunta; Eliane Bandeira (RN), acompanhamento Sergipe; Fátima Lima (RJ) acompanhamento dos setoriais nacionais; Gleice Jane (MS) será candidata em 2026; Hilton Faria da Silva (TO), acompanhamento Maranhão; Humberto Amaducci (MS); Ivonete Alves (SE), direção da CNTE e acompanhamento de Pernambuco; Jandyra Uehara (SP) direção nacional da CUT e coordenação sindical nacional da AE, acompanhamento Sergipe; Júlio Quadros (RS), DN e acompanhamento Paraná; Leirson Azevedo (PA); Luiz Boneti (RS), DN; Marcos Jakoby (RS), edição do site, coedição do OM, coedição do Página 13, acompanhamento Santa Catarina; Múcio Magalhães (PE), acompanhamento GoiásNatália Sena (RN) DN, CEN, coordenação do GTE eleitoral, coedição do podcast, secretaria nacional de formação; Patrick Campos (PE), edição do podcast, acompanhamento Piauí, secretário nacional de organização, pode vir a ser candidato a deputado; Suelen Aires Gonçalves (RS), coedição da Esquerda Petista, acompanhamento de Minas Gerais e do Espírito Santo; Valter Pomar (SP), edição do OM, edição do Página 13, edição da Esquerda Petista, acompanhamento dos estados do AM, AC, RR, RO, AL e CE; Wilma dos Reis (DF), licenciada para tratamento de saúde.


Uma resposta
Quem defende o Brasil do século XXI?
Uma contribuição ao debate sobre Defesa Nacional, Soberania e Desenvolvimento Estratégico
Contribuição ao processo participativo de construção do Programa de Governo
Apresentação
Tentei encaminhar esta contribuição pela plataforma participativa de elaboração do Programa de Governo. Entretanto, a limitação do espaço disponível e a inexistência de um eixo específico para discutir a política nacional de defesa dificultaram a apresentação adequada desta reflexão. Por essa razão, encaminho este texto diretamente à equipe responsável pela sistematização das contribuições, na expectativa de que possa enriquecer o debate e integrar o processo coletivo de elaboração do Programa de Governo.
Trata-se de uma proposta em construção. Seu objetivo não é apresentar respostas definitivas, mas provocar um debate sobre um tema que considero estratégico para o futuro do Brasil.
Por que discutir defesa nacional?
Ao longo das últimas décadas, o campo democrático brasileiro construiu importantes propostas para reduzir desigualdades, ampliar direitos, fortalecer as políticas públicas e aprofundar a democracia. Entretanto, a reflexão sobre defesa nacional, soberania estratégica e autonomia tecnológica permaneceu relativamente periférica na elaboração programática.
O mundo mudou. Hoje, a soberania de um país depende não apenas da proteção de seu território, mas também da capacidade de desenvolver ciência, produzir tecnologia, proteger seus dados estratégicos, dominar sistemas de inteligência, fortalecer sua indústria e preservar sua autonomia diante das disputas geopolíticas.
• Tecnologia é defesa.
• Inteligência é defesa.
• Ciência é defesa.
• Soberania digital é defesa.
Uma nova concepção de defesa nacional
A defesa nacional precisa integrar um projeto democrático de desenvolvimento, articulando política externa, ciência, tecnologia, indústria nacional, proteção dos recursos estratégicos, segurança cibernética e fortalecimento das instituições democráticas. As Forças Armadas são parte essencial desse sistema, mas não o esgotam.
Temas para o debate
• Atualização da política nacional de defesa diante dos desafios do século XXI.
• Fortalecimento da direção política da defesa pelo poder civil, conforme estabelece a Constituição, preservando integralmente a autonomia técnica e profissional das Forças Armadas.
• Atualização da formação das futuras lideranças militares, fortalecendo o compromisso constitucional, democrático e republicano e preparando-as para os novos desafios da soberania nacional.
• Fortalecimento da autonomia tecnológica brasileira em áreas estratégicas, como inteligência artificial, segurança cibernética, armazenamento de dados, satélites, comunicações seguras, semicondutores e outras tecnologias críticas.
• Maior integração entre universidades, centros de pesquisa, indústria nacional, especialistas, Forças Armadas e sociedade na formulação de uma política nacional de defesa como política de Estado.
Um convite ao debate
A política nacional de defesa não pertence a um campo político nem pode permanecer restrita aos especialistas ou às instituições militares. Ela deve ser objeto de reflexão permanente da sociedade brasileira.
Espero que esta contribuição possa estimular um debate que considero necessário para a construção de um projeto democrático de desenvolvimento, soberania e paz.
Mais do que apresentar respostas prontas, este texto procura recolocar uma pergunta que talvez o PT e o campo democrático brasileiro tenham adiado por tempo demais.
Quem defende o Brasil do século XXI?