Por Valter Pomar (*)

Espriella tem 47 anos, é advogado, lidera o movimento de extrema direita Defensores da Pátria e nunca tinha disputado uma eleição antes. O candidato é admirador dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei
Se confirmada a vitória da extrema-direita na eleição colombiana, uma conclusão é a de que o cerco se fechou.
O que fazer diante disso?
No médio prazo, contribuir para a reconstrução da integração regional, o que passa por recuperar os espaços perdidos, em quase todos os países da América Latina e Caribe, pela esquerda. Que, não obstante, segue polarizando e com imensa base popular.
Reconstruir e recuperar exigirá auto transformação, afinal, as derrotas nunca resultam apenas da força e dos acertos de nossos inimigos.
Mas antes, no curto prazo, precisamos vencer as eleições de 2026 no Brasil. Pois uma derrota aqui pode converter o cerco em ocupação & aniquilamento.
No dia 3 de julho acontecerá uma reunião do Diretório Nacional do PT. Há tempo para fazer uma inflexão na linha e no modus operandi. Sem isso, os riscos – confirmados pela mais recente pesquisa – seguirão aumentando.
(*) Valter Pomar é professor e diretor da FPA
