Boletim interno da Direção Nacional da
tendência petista Articulação de Esquerda
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1/pauta da reunião da direção nacional da AE
A direção nacional da AE (Dnae), reunida no domingo 27 de setembro, tratou de duas questões: informes e análise da conjuntura. Estiveram presentes na reunião: Júlio Quadros, Suelen Gonçalves, Patrick Campos, Daniela Matos, Jandyra Uehara, Hilton, Valter, Fátima Lima.
2/informes
Foram dados informes sobre RJ, RS, RN, DF e PE.
Publicamos nome, fotografia e número das candidaturas de militantes da AE ou apoiadas oficialmente pela AE, no jornal Página 13 de setembro, disponível para download na www.pagina13.org.br
Reiteramos a importância de divulgar, em todos os espaços possíveis, os dados necessários para contribuir financeiramente com a candidatura de Ualid Rabah a deputado federal pelo PT PR. Segue sendo importante complementar os recursos que ele recebeu via Fundo Eleitoral.
No dia 7/10 faremos uma reunião da executiva nacional da AE, para fazer o balanço do primeiro turno.
No dia 1 de novembro faremos uma reunião da direção nacional, para fazer o balanço do segundo turno das eleições, que ocorrerá no dia 25/10.
Até o dia 1/11 divulgaremos o projeto de resolução do XI Congresso Nacional da AE, que acontecerá nos dias 27, 28 e 29/11/2026, na cidade de São Paulo. Na pauta: 1.Balanço das eleições 2026 e desafios do PT no próximo período. 2.Plano de trabalho da AE. 3.Eleição da direção nacional e da comissão de ética nacional. O XI Congresso da AE será composto por delegações eleitas nos Congressos de base, que devem realizar-se entre os dias 2 e 25 de novembro de 2026. O regulamento do Congresso está disponível no OM 542.
No XI Congresso estará à venda a Agenda 2027 da AE, que terá como tema de capa o presidente Lula. A edição da Agenda está sendo feita por Emílio Font e Valter Pomar.
A nova direção nacional da AE, que será eleita no XI Congresso, deve reunir-se nos dias 29/11 e 13/12.
A próxima edição da revista Esquerda Petista, com o balanço das eleições e os desafios do próximo mandato, sairá até o final de dezembro de 2026. O prazo para recebimento de textos é o dia 30 de novembro de 2026. A edição da revista Esquerda Petista é de responsabilidade de Suelen Gonçalves e Valter Pomar.
Reiteramos que a próxima jornada nacional de formação política será realizada em janeiro de 2027, na cidade de Contagem (Minas Gerais). Cada estado deve enviar dois militantes para participar da jornada. Informações logísticas serão publicadas assim que terminar o segundo turno.
A partir de dezembro de 2026, retomaremos o roteiro de visitas às cidades onde tivemos melhor desempenho no PED 2025.
Reiteramos a necessidade de, durante e após a campanha, continuar o processo de filiação de militantes na AE, bem como a cobrança da contribuição militante.
Lembramos que a atualização diária do site Página 13 está aos cuidados de Marcos Jakoby; a postagem diária nas redes sociais, aos cuidados de Alana Gonçalves; a publicação semanal do podcast, aos cuidados de Jakoby; a publicação mensal do Página 13, aos cuidados do Valter Pomar; a publicação, sempre que necessário, do Orientação Militante está aos cuidados de Valter Pomar e Marcos Jakoby.
Em 2027 será reiniciada a publicação dos livros da AE. Estão no prelo: nova edição do Manual Militante, as resoluções sindicais, as resoluções dos congressos da AE.
3/resolução política
Resolução política sobre a “batalha de outubro”
A direção nacional da tendência petista Articulação de Esquerda, reunida no dia 27 de setembro de 2026, aprovou a seguinte resolução sobre a situação política e nossas tarefas.
1/Entre os dias 15 e 27 de setembro de 2026, a situação política evoluiu favoravelmente para a candidatura Lula. Contribuíram para isso o “empate” que paralisou temporariamente a manobra golpista no STF, o anúncio do reajuste do Bolsa Família, o discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU, a Medida Provisória proibindo as BETS, as reiteradas provas de que a candidatura da extrema-direita é vinculada aos milicianos, o debate sobre a intolerância religiosa, o fato de nossa candidatura ter tomado a iniciativa e pautado o debate político e, principalmente, o crescimento da presença da militância nas ruas. A Nação Petista está comparecendo em massa, para defender a eleição de Lula e salvar o Brasil das milícias, de Trump, do racismo e do feminicidio.
2/Entretanto, apesar da evolução favorável a nós da situação política, as pesquisas seguem informando que – embora Lula apareça na frente, tanto no primeiro quanto no segundo turno – a oposição de extrema-direita segue ameaçadora. A respeito, cabe lembrar que nosso inimigo conta com o apoio do governo dos Estados Unidos, do governo de Israel, da “Internacional da extrema-direita”, de grande parte do empresariado e dos meios de comunicação, dos “empresários da fé”, do crime organizado e das big techs.
3/Portanto, devemos estar preparados para uma reta final de primeiro turno muito dura, com fake news e manipulação algorítmica, muito derrame de dinheiro e compra de votos, além de decisões ilegais provenientes do presidente do TSE, que demonstrou abertamente estar do lado da candidatura cavernícola. Além disso, é preciso lembrar que a campanha da extrema-direita tem outros objetivos, além da presidência. Querem ampliar sua presença nos governos estaduais, na Câmara dos Deputados e no Senado, onde o tema do Supremo constitui o carro-chefe da campanha da direita. É preciso lembrar, também, que a Medida Provisória das BETS, assim como o fim da escala 6×1, serão submetidos ao voto do atual Congresso Nacional. A principal arma que temos para influir nessa conjuntura tão complexa é a presença constante da militância, especialmente nas ruas, com material visual, camisetas, botons, bandeiras, caminhadas, corpo-a-corpo, adesivando carros e pessoas, colocando bandeiras nas janelas das casas, tornando a campanha visível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Onde não houver orientação organizada da coordenação de campanha e da direção do Partido, compete ao conjunto da militância cumprir seu dever e fazer a coisa certa. O que inclui presença ativa no dia da votação e fiscalização intensa.
4/Tudo indica que a eleição presidencial será resolvida no segundo turno. Embora não seja impossível, é muito pouco provável que nossa vitória ocorra no primeiro turno. O mais provável, como temos alertado desde o início de 2025, é que nossa vitória aconteça no segundo turno e por uma pequena diferença.
5/Nesse sentido, reiteramos a necessidade de preparar desde já a realização, no dia 5 de outubro, das primeiras atividades de campanha do segundo turno. Evidentemente, a linha do segundo turno dependerá em parte dos resultados da eleição de governos estaduais, Assembleias Legislativas, Senado e Câmara. Mas, sem prejuízo do ajuste final que dependerá da análise dos resultados globais do primeiro turno, existem medidas que podem e devem ser preparadas desde já.
6/Confirmado o segundo turno, será preciso manter funcionando, do ponto de vista político e organizativo, os comitês de campanha das candidaturas proporcionais. Vitoriosas ou não, cada candidatura deve convocar plenárias já no dia 5 de outubro, para organizar o engajamento no segundo turno. O mesmo vale para os comitês de campanha das candidaturas ao Senado. Não importando se vencemos ou não, é preciso convocar atividades, já no dia 5 de outubro, para engajar os apoiadores das candidaturas ao Senado no segundo turno da disputa presidencial.
7/É preciso uma atenção especial para aqueles estados onde a eleição para governador terminar já no primeiro turno. Nesses casos, mesmo onde nós tenhamos vencido, haverá uma tendência à desmobilização da nossa militância. Por isso, reiteramos a necessidade de que – ainda na noite de 4 de outubro – nossas candidaturas, suas respectivas coordenações de campanha e a direção do Partido convoquem a militância a se manter mobilizada e convoquem, já para o dia 5 de outubro, as primeiras atividades. O mesmo vale, por óbvio, para aqueles estados onde houver segundo turno, mas sem que haja no segundo turno nenhuma candidatura apoiadora de Lula.
8/Devemos nos precaver contra a tendência, já vista no primeiro turno, de algumas candidaturas a governador – mesmo que apoiadas pelo PT – tentarem manter certa distância de Lula, na tentativa de disputar votos de eleitores ligados à direita. Esta postura – eleitoralmente inútil, pois a eleição está polarizada – pode, em alguns casos, se repetir no segundo turno, motivo pelo qual é importante que o PT esteja preparado para montar coordenações próprias de campanha. Sem prejuízo de pressionar pelo cumprimento dos acordos feitos, devemos confiar acima de tudo nas nossas próprias forças.
9/Esperamos que, no segundo turno, sejam corrigidos os erros cometidos, no primeiro turno, pela coordenação de campanha e pela direção do Partido. Mas devemos nos preparar para a hipótese de que prevaleça a mais absoluta falta de simancol. Assim, é preciso entre outras coisas que a base do Partido não espere pela chegada de materiais: os produza com suas próprias mãos. Cartazes, bandeiras, camisetas, adesivos, faixas, tudo o mais que for necessário deve começar a ser produzido desde já, para que esteja disponível já no dia 5 de outubro.
10/A vitória no segundo turno não dependerá dos apoios que venham da elite, dos partidos de direita, dos setores de centro, das camadas médias da população. Evidentemente, tais apoios serão bem-vindos, até porque se trata de derrotar uma quadrilha de milicianos, traidores da pátria e fascistas. Mas é preciso lembrar que, em 2018 e em 2022, a maior parte da classe dominante e de seus partidos escolheu apoiar os milicianos. Em 2026 é isso que tende a ocorrer, novamente. Por esse motivo, nosso esforço principal de campanha – político e organizativo – deve estar voltado a conquistar o voto dos setores populares: trabalhadores de menor renda, mulheres, negros e negras, moradores das periferias – inclusive daqueles que no primeiro turno votaram branco, nulo, se abstiveram ou até mesmo votaram no cavernícola. Além disso, é preciso preparar desde já medidas de contingência contra a manipulação das redes antissociais.
11/Desde 2002, a única eleição presidencial que perdemos foi aquela realizada em condições fraudulentas: golpe contra Dilma, condenação e interdição eleitoral de Lula, fake news sistêmicas a favor do cavernícola. Em 2026, venceremos, no segundo turno e por pouco. Mas venceremos. Entretanto, é preciso estar atento e forte, pois tudo indica que a extrema-direita e os EUA podem não reconhecer o resultado eleitoral, contando a seu favor com a atual presidência do TSE. Motivo pelo qual é preciso manter a guarda alta, inclusive depois da vitória.
12/Nada do que está ocorrendo agora – uma eleição difícil, uma extrema-direita eleitoralmente ameaçadora, uma avaliação negativa de nosso governo por parte de um setor importante da população, uma direção partidária e de campanha incapazes de cumprir seu papel etc. – deveria constituir surpresa. Como dissemos inúmeras vezes, inclusive no balanço das eleições municipais de 2024, era preciso mudar a linha política do Partido e do governo. Não foi isso o que ocorreu. Não apenas por este motivo, mas também por ele, estamos passando, hoje, por dificuldades. Entretanto, venceremos, inclusive porque o presidente Lula está operando, na prática, várias correções na linha. Passada a eleição, será preciso – mais uma vez – convencer o Partido e o conjunto da esquerda de que outra estratégia é necessária e urgente.
13/A batalha de outubro tem uma importância mundial. Uma vitória de Trump nas eleições brasileiras transformaria, na prática, toda a América do Sul em quintal dos Estados Unidos. Submeteria os governos do Uruguai, México, Cuba e Nicarágua a um cerco praticamente insuportável. O imperialismo se sentiria mais confortável para implementar guerras tarifárias e militares mundo afora. Portanto, no primeiro e no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, estará em jogo não apenas o futuro do Brasil, mas também o futuro da humanidade. Que, como tantas outras vezes na história, será salva pelo instinto e consciência de classe das camadas mais pobres, exploradas e oprimidas do povo. É nós!
Viva a classe trabalhadora brasileira!!!Viva o PT!!!Viva Lula!!

