
Um Diretório marcado em cima da hora impediu que a Articulação de Esquerda pudesse participar da reunião que definiu a tática eleitoral, a chapa majoritária e a coordenação de campanha do presidente Lula no Rio de Janeiro. Uma sequência de decisões equivocadas, exceto a imprescindível candidatura de Benedita para o Senado, foi aprovada pelo Diretório Estadual, no dia 8 de julho.
A reeleição de Lula deve ser a prioridade de todas as prioridades do PT, mas a campanha no RJ corre o risco de ser seriamente prejudicada com a aprovação de Quaquá como coordenador de campanha no estado. A qualquer momento a Polícia Federal pode bater em sua porta, como já ocorreu com seus aliados públicos: Cláudio Castro, Márcio Canella, Rodrigo Bacellar e família Brazão. Esta função precisa ser desempenhada por quem é capaz de agregar e possui compromisso orgânico com Lula, a esquerda e o PT. E segundo as suas próprias declarações recentes, “que não tenha problemas com investigações.”
A tática eleitoral de apoio a Paes ao Governo do estado e Pedro Paulo como o segundo nome para o Senado é um erro político, que afasta o PT de seus princípios e põe em risco a eleição de Benedita da Silva para uma das duas vagas ao Senado no Rio de Janeiro. Eduardo Paes não é aliado do PT e não tem qualquer compromisso com os acordos estabelecidos. Pedro Paulo tem histórico de violência contra mulher, apoio ao golpe contra a Presidenta Dilma e é autor do Projeto da Reforma Administrativa, que desmonta o Estado, ataca frontalmente os direitos do funcionalismo público e o serviço estatal. E não será surpresa uma dobradinha implícita de Pedro Paulo com a extrema direita para o Senado, colocando em risco a vitória eleitoral do PT na disputa de uma cadeira do Senado. Ambos são representações bem-acabadas da direita neoliberal.
Entendemos que é importante para a campanha nacional e o fortalecimento da esquerda no Rio de Janeiro, uma candidatura que tenha nitidez na oposição à extrema direita, à direita neoliberal, na defesa das políticas do Governo Lula, do PT e que dispute a sociedade fluminense para valores democráticos e um programa comprometido com os mais pobres e a classe trabalhadora. Um programa que referencie o Poder Público e as instituições públicas como indutores do desenvolvimento do estado, em contraposição à austeridade fiscal; que defenda e valorize o funcionalismo; que fortaleça leis e órgãos de proteção e conservação ambiental; que promova políticas inclusivas para camelôs e ambulantes; que preserve praças, parques, jardins e espaços públicos como patrimônios públicos inalienáveis. Paes e Pedro Paulo são oposição a este projeto, e caso eleitos manifestarão sua política mercantilista, recessiva e excludente no exercício dos mandatos.
Assim, entendemos que na tática eleitoral do PT do Rio de Janeiro não cabem nem Paes nem Pedro Paulo. No primeiro turno das eleições precisamos da defesa incansável e intensa propaganda de Lula, divulgando propostas mais ousadas para o governo Lula 4. Mas o Diretório Estadual aprovou a aliança com Paes sem nenhum acordo programático, reafirmando uma adesão rebaixada, com riscos para a candidatura de Benedita e a construção partidária. É preciso que o PT retome o seu papel de liderança na reorganização da esquerda e na construção de um novo ciclo político no Rio de Janeiro.
Benedita é a nossa pré-candidata ao Senado!
Lula é Tetra!
Viva o Partido das Trabalhadoras e dos Trabalhadores!
10 de julho de 2026
Direção Estadual da Articulação de Esquerda do RJ

Respostas de 7
A Dilma sempre teve esse perfil técnico e a coragem de peitar o sistema para colocar o investimento público como motor da dignidade. Trazer a Dilma de volta pro centro do debate e do planejamento é a única saída para reindustrializar o Rio, arrancar o controle das mãos do crime através do progresso e devolver o pré-sal para o bolso do povo.
O Rio não precisa de mais promessa vazia e austeridade. Precisa de planejamento forte e da audácia desenvolvimentista da Dilma. Já passou da hora de resgatar quem realmente sabia planejar o futuro! Rumbora fogueteeeee
é aí que entra a urgência do PT RJ parar de fazer aliança morna e bater o pé por um projeto de verdade. Sabe quem tinha a visão certa para esse apagão de planejamento? Dilma Rousseff.
O Rio de Janeiro tem pressa, e a resposta tá no modelo que eles tentaram destruir.
Volta Dilma, volta Lula, volta PT
O Rio de Janeiro virou o laboratório das crises brasileiras: colapso da segurança pública, avanço miliciano, esvaziamento econômico e uma profunda deterioração social. Décadas de políticas neoliberais e fisiológicas locais destruíram a capacidade de planejamento do estado. É nesse vácuo que o PT RJ precisa assumir o protagonismo, abandonando as velhas alianças de conveniência que naufragaram o estado no passado e abraçando um projeto de reconstrução estrutural que coloque o Estado de volta no centro do desenvolvimento.
E é exatamente aí que a Dilma e o modelo de bem-estar social “à la chinesa” se encontram: que investe massivamente em infraestrutura, habitação e transporte público, fazer frentes de trabalho nas periferias e sufocar o crime organizado retirando dele o monopólio da assistência social e do controle territorial, casar a riqueza do Rio com um planejamento de bem-estar social agressivo é a única forma de reverter a loucura , loucura, loucura atual.
Defender o retorno e a influência de Dilma, articulada com um PT RJ renovado e programático, é defender a transição de um modelo de “gestão de crise” para um modelo de projeto de nação. O Rio de Janeiro e o Brasil não precisam de mais austeridade; precisam de planejamento forte, investimento massivo e a coragem desenvolvimentista que Dilma sempre representou.
Bota, na conta do Papa.