Por Valter Pomar (*)

Até onde eu sei, Durigan não é filiado ao PT.
Mas, como ministro da Fazenda, tem mais influência no governo federal do que a média dos petistas.
Dessa influência decorre uma das muitas ameaças que pairam sobre o quarto mandato Lula.
Ameaça futura e também presente, inclusive sobre o discurso de campanha.
Sem falar que, ao contrário do que muita gente acreditava, a “politica econômica” não é um ativo positivo na campanha presidencial de 2026.
E, afinal, o que pensa Durigan?
Uma mostra está disponível no link abaixo, que dá acesso a um texto publicado pela revista Piauí.
https://piaui.uol.com.br/web/o-brasil-nao-pode-continuar-com-a-maior-taxa-de-juros-do-mundo
Evidente que devemos dar três descontos: o texto é da Piauí, o cidadão é ministro e estamos no meio de uma campanha eleitoral.
Mas nada disto justifica a mediocridade de horizontes.
O mundo está em chamas, o Brasil envolto em profundos conflitos, nosso futuro está em jogo… e mesmo assim tudo gira em torno de “arbitrar” os conflitos entre mercado e sociedade, para determinar o tamanho do “ajuste”.
Já tivemos tecnocratas mais audaciosos.
Mas o que esperar do social-liberalismo, senão mediocridade, temperada com um discurso protocolar contra os juros excessivos?
(*) Valter Pomar é professor e diretor da FPA
