FEPAL condena os apoios do governo brasileiro aos crimes de Israel

FEPAL condena os apoios do governo brasileiro aos crimes de Israel

FEPAL condena os apoios do governo brasileiro aos crimes de Israel

Página 13 divulga nota da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) condenando o voto brasileiro contra a Palestina na OMS e de abster-se pela investigação dos crimes de Israel na Comissão de Direitos Humanos da ONU.

Segue a nota:

Condenamos os apoios do governo brasileiro aos crimes de Israel

 Em menos de 48 horas, a nova e ruinosa diplomacia imposta ao Brasil a partir de 2019, se alinhou duas vezes a Israel para a defesa de seus crimes na Palestina, postura indefensável e contrária aos interesses nacionais brasileiros e à cuidadosa política externa forjada em mais de um século pela Casa de Rio Branco.

Ontem o voto brasileiro foi um dos 14 contrários (Israel e EUA dentre eles) à resolução da Organização Mundial de Saúde (OMS) que pede apuração da situação sanitária na Palestina frente  à pandemia da Covid-19, destacando o ataque israelense, em 17 de maio, a um dos principais centros de testagem em Gaza (Clínica al-Rimal), responsável por 1.600 testes diários, e a paralização da vacinação da população palestina desta faixa litorânea, de quase 2 milhões, que até agora recebeu apenas 122 mil doses, a maioria não administrada devido aos ataques israelenses.

Ano passado, pela primeira vez na história, o voto brasileiro também foi contra  resolução  da OMS, contrariando iniciativas históricas da Comunidade Internacional em igual sentido.

E hoje, na aprovação, pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, de comissão (permanente) de inquérito para apurar os recentes crimes de Israel na  Palestina,  especialmente em Jerusalém e Gaza, a delegação brasileira foi uma das 9 que se abstiveram. Destaque-se que esta comissão, aprovada com 24 votos, é histórica por ser a primeira com mandato contínuo.

Assim, no primeiro caso há um sim expresso aos crimes israelenses e no segundo um sim tácito. Isso coloca o Brasil numa posição que não merece: a de afiançar crimes de guerra e de lesa humanidade na Palestina.

Lamentamos e condenamos esta postura, desequilibrada e injusta ao tomar partido apenas do lado que desrespeita as resoluções da ONU e todas as regras de direito internacional, além de inconstitucional por ferir os princípios que orientam nossas relações internacionais, contidas no Artigo 4º da Constituição Federal.

Palestina Livre a partir do Brasil, 27 de maio de 2021.


Para acessar a nota na versão em pdf, clique aqui.

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