Nota pública da direção nacional da Consulta Popular

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Página 13 divulga nota pública da direção nacional da Consulta Popular sobre o rompimento, com a mesma, de militantes  identificados com a tese interna “Um passo à frente”. Estes militantes, por sua vez, lançaram um manifesto que pode ser lido aqui, na sua íntegra, com outros textos que analisam as posições da Consulta Popular.

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Companheiros e companheiras da Consulta Popular, companheiros e companheiras das demais organizações de esquerda, e a todos os democratas:

Um fato grave aconteceu na Consulta Popular. Como sabem nossos militantes, no processo preparatório da nossa Assembleia duas teses estavam em discussão. No dia 14 de dezembro, numa reunião extraordinária da Direção Nacional da Consulta Popular, convocada pelos signatários da tese “Um passo à frente na Consulta Popular”, esses abriram a reunião lendo uma carta na qual declararam que iriam “se separar”.

Lida a carta, abandonaram a reunião e fecharam a plataforma.

Deixaram claro ainda que não reconhecem mais a autoridade da Direção Nacional que foi eleita por unanimidade em nossa Assembleia anterior. Não foi uma reunião, foi um comunicado. Não houve discussão nem deliberação, e o encontro foi interrompido unilateral e bruscamente pelo desligamento da plataforma cujo controle estava com os integrantes da tese “Um passo à frente na Consulta Popular”.

Foi rompida a institucionalidade e a democracia. Esse fato grave e inusitado gerou muita confusão na nossa organização e na sua militância. Quais eram as discussões políticas em curso? Há na Consulta Popular um debate político interno que opõe duas teses. O debate num processo assemblear é sinal de vida na organização. No caso, esse debate versa sobre questões de ordem tática, estratégica e teórica. Ele vinha se desenvolvendo normalmente no processo preparatório da nossa Assembleia até a decisão unilateral e repentina dos subscritores da tese “Um passo à frente na Consulta Popular” abandonarem as instâncias da nossa organização.

De nossa parte, informamos que a Consulta Popular dará prosseguimento ao processo assemblear, aberto a todos os militantes, e que o debate interno deve continuar até deliberação final, soberana e democrática da nossa Assembleia.

A Consulta Popular vive e continua. Superaremos a confusão. O processo de reconstrução exige que a reativação das nossas instâncias superiores e intermediárias, dos nossos núcleos e a retomada do processo assemblear. Vamos, junto com os militantes dos movimentos populares que sempre lutaram conosco, dar conta dessa difícil tarefa.

Direção Nacional da Consulta Popular, 16 de dezembro de 2021.

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