Orientação Militante N°543 (31 de agosto 2026)

Boletim interno da Direção Nacional da

tendência petista Articulação de Esquerda

***

1/pauta da reunião da direção nacional da AE

Pauta da reunião de domingo, 30 de agosto: 1/debate e resolução sobre conjuntura 2/informes (campanha, instâncias) e deliberações; 3/agenda. Presentes: Suelen Gonçalves, Fátima Lima, Múcio Magalhães, Marcos Jakoby, Jandyra Uehara, Hilton Faria, Damarci Olivi, Valter Pomar.

2/projeto de resolução sobre situação política

A direção nacional da tendência petista Articulação de Esquerda, reunida no dia 30 de agosto de 2026, aprovou a seguinte resolução sobre a situação política e nossas tarefas.

1.Faltam 30 e poucos dias para o primeiro turno das eleições. É preciso ampliar e muito a mobilização. Cada militante, filiado e simpatizante deve ser convocado a liberar o máximo de tempo possível para a campanha de nossas candidaturas proporcionais e majoritárias, com destaque total para o voto no presidente Lula. Panfletos, adesivos, bandeiras, camisetas, bottons, postagens: toda hora é hora de chamar o voto no número 13 e, quando couber, no número de nossos aliados.

2.As pesquisas indicam que, se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno na disputa presidencial e para governo na maioria dos estados. As mesmas pesquisas apontam que a composição do Senado continuaria parecida com a atual. Não há pesquisas confiáveis para a Câmara e Assembleias Legislativas, mas é provável que – a preços de hoje – não aconteçam alterações qualitativas. De conjunto, se vier a ser confirmada, essa situação não é positiva e precisa ser alterada. E a única forma de alterar isso é guerra total: mobilização integral de todas as nossas forças, com um discurso correto, concentrado em conseguir o voto do nosso eleitorado prioritário.

3.Quem nos deu a vitória, em todas as eleições presidenciais desde pelo menos 2006, foram os jovens, as mulheres, os negros e negras, os moradores das periferias, os setores mais pobres da classe trabalhadora, o povo de alma nordestina que nasceu em todas as regiões do Brasil. Esses são os setores sociais aos quais deve ser dirigida, prioritariamente, a nossa campanha. Mas só teremos êxito se a campanha fizer um discurso que, além de confirmar o apoio de quem já está conosco, ao mesmo tempo engaje quem está indeciso ou propenso a não votar.

4.As pesquisas, mas principalmente a experiência cotidiana, comprovam que setores importantes do nosso eleitorado prioritário estão decepcionados, frustrados e desanimados. Estes setores não serão convencidos por argumentos que, principalmente, destaquem nossos êxitos administrativos, comparem realizações de governos, enfatizem o risco que o Brasil e o povo correm caso a extrema-direita volte à presidência. Todos estes argumentos podem ser válidos, mas o grande argumento capaz de engajar os indecisos não diz respeito ao passado, tampouco ao presente. O argumento capaz de convencer os indecisos diz respeito, principalmente, ao futuro. Trata-se de disputar os sonhos coletivos da Nação Trabalhadora, em torno do Brasil em que queremos viver nos próximos anos e décadas.

5.Nação soberana ou colônia? Agrarismo ou industrialismo? Ciência ou obscurantismo? Desenvolvimento ou subdesenvolvimento? Igualdade ou mal-estar social? Reparação ou racismo? Feminismo ou feminicídio? Ambientalismo ou negacionismo? Tolerância ou fundamentalismo? Liberdade ou ditadura? Mudanças na jornada e na escala ou exploração até a morte? Capitalismo ou socialismo? Passado ou futuro? O debate político e ideológico joga um papel determinante na definição do voto de quem está indeciso ou propenso a não votar. Motivo pelo qual devemos emancipar nossas mentes dos limites impostos pelo agro, pelas mineradoras, pelo capital financeiro, pelo imperialismo e pelo neoliberalismo. E falar do Brasil e do mundo em que queremos viver.

6.É preciso combinar as grandes questões sobre o futuro do mundo e do Brasil, com as questões imediatas e relacionadas a sobrevivência da classe trabalhadora, de suas famílias e de cada indivíduo. Daí a importância de temas como a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a redução dos juros, o aumento dos salários, a proteção dos endividados. Deve ter destaque, também, a política de cuidados, que fala diretamente ao coração do nosso eleitorado prioritário: as mulheres, a população negra, os jovens e os moradores das periferias, sobre os quais recai de forma desproporcional a sobrecarga do trabalho de cuidado não remunerado e precário. A afirmação do direito ao cuidado materializa a nossa disputa de projeto de sociedade: contra o modelo de “família” defendido pelos neoliberais da direita e extrema-direita, afirmamos o Estado como garante de direitos, da igualdade de gênero e raça, do futuro da Nação Trabalhadora.

7.Por estes e por outros motivos, é nocivo e deve ser combatido explicitamente o lobby dos que defendem que nossa candidatura se comprometa com um ajuste fiscal, mesmo quando esse lobby vem embalado no discurso de “reduzir gastos sociais para ampliar investimentos produtivos”. Precisamos escapar dos limites da “modernização conservadora” implementada no passado do Brasil, política que fez o povo pagar a conta do crescimento. Precisamos de industrialização de novo tipo. E para isso precisamos superar os limites do Marco Fiscal e do rentismo homologado pela atual diretoria do Banco Central. A esse respeito, vale dizer que Galípolo e sua trupe nunca enganaram a quem, como nós, sempre defendeu que não há conciliação possível com a quadrilha engravatada que dirige o sistema financeiro.

8.Caso se confirme o quadro atual e a disputa presidencial seja resolvida no segundo turno, será muito importante que tenhamos candidaturas majoritárias vitoriosas no primeiro turno e candidaturas a governador disputando o segundo turno no maior número de estados. Tudo indica que a disputa presidencial será resolvida por pequena diferença, motivo pelo qual cada voto é importante!!

9.A direita e a extrema-direita estão fazendo um esforço especial para derrotar as candidaturas petistas e de esquerda ao Senado e ao Governo. Dada a dimensão do eleitorado e às dificuldades envolvidas, cabe à direção nacional do Partido dar especial atenção para a campanha nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Levar Patrus Ananias e Fernando Haddad ao segundo turno contribuirá muito para nossa vitória nacional. E, ao mesmo tempo, pode nos levar a conquistar estes dois governos estaduais, o que ajudaria a criar um contexto muito mais favorável para o quarto mandato de Lula.

10.O governo dos Estados Unidos, o governo de Israel, os governos de extrema-direita na América Latina e Caribe, a Internacional Fascista e as redes antissociais estão em campanha aberta em favor da candidatura dos cavernícolas. Ao mesmo tempo, a Rede Globo demonstrou, mais uma vez, não ser aliada nem tampouco neutra. Venceremos contra esta aliança pouco santa, mas a luta não cessará no segundo turno. É preciso preparar nossa militância para um período prolongado de conflitos entre as forças democráticas, populares e socialistas contra os inimigos do povo, das liberdades, da soberania, do desenvolvimento e da igualdade.

11.As escolhas feitas no PED e no Oitavo Congresso, não prepararam o Partido para os tempos de guerra em que vivemos. Do Oiapoque ao Chuí, experimentamos inúmeros problemas políticos e organizativos, que decorrem de escolhas incorretas, que precisariam ser corrigidas imediatamente. Os problemas na produção e entrega de materiais da campanha nacional são um exemplo disto. Outro exemplo é o tema do financiamento das candidaturas. Um terceiro exemplo é o tempo de cada candidatura no horário eleitoral gratuito. Devemos cobrar das direções partidárias que enfrentem e corriam esses e outros problemas agora, não depois. Imediatamente, não tarde demais. Ao mesmo tempo, devemos estimular a militância a assumir o protagonismo. Existem milhões de pessoas que não estão engajadas nas campanhas proporcionais, que querem se engajar nas campanhas majoritárias e cabe às direções partidárias e de campanha viabilizar isso. Se as direções não cumprem seu papel, façamos nós com nossas mãos o que precisa ser feito, inclusive materiais e agenda de campanha.

12.Nesse espírito, da mobilização imediata, Lula está certo em insistir no caminho das grandes mobilizações, caminhadas, carreatas e comícios. Mobilizar e orientar a militância, mostrar nossa força, avermelhar as redes e principalmente as ruas.

13.Venceremos as eleições presidenciais de 2026, realizaremos um próximo mandato presidencial superior ao atual, construiremos o caminho para vitórias futuras, se lembrarmos sempre que – para além da necessária conquista de mandatos institucionais – o fator decisivo na luta de classes é o nível de consciência, de mobilização e de organização da nossa classe. Sindicatos, movimentos, organizações populares, de jovens, mulheres, negros e negras, indígenas, quilombolas, sem teto e sem terra, oprimidos e explorados, nosso Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras: nossa campanha deve lembrar sempre que é deste povo heróico que depende a nossa vitória!

3/informes (campanha, instâncias) e deliberações

Foram dados informes sobre alguns estados (TO, SE, RJ), sobre mulheres, sobre sindical nacional.

4/Repassando a agenda e resoluções organizativas

No início de setembro divulgaremos, no jornal Página 13, a nominata de nossas candidaturas proporcionais (da AE e apoiadas pela AE), bem como um quadro geral da disputa nos estados. Evidentemente, parte dessas informações depende de que as respectivas direções estaduais nos façam chegar textos contendo essas informações.

Pedimos divulgação, em todos os espaços possíveis, dos dados da candidatura Ualid Rabah. Sua condição de ex-presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil ajuda a que pessoas em todo o Brasil tenham interesse em contribuir financeiramente com sua candidatura, complementando os recursos que ele recebeu via Fundo Eleitoral. 

No dia 27/9 acontecerá uma reunião da direção nacional da AE, última reunião antes do primeiro turno, que acontecerá no dia 4/10.

No dia 7/10 faremos uma reunião da executiva nacional da AE, para fazer o balanço do primeiro turno. E no dia 1 de novembro faremos uma reunião da direção nacional, para fazer o balanço do segundo turno das eleições, que ocorrerá no dia 25/10.

Até o dia 30/10 divulgaremos o projeto de resolução do XI Congresso Nacional da AE, que acontecerá nos dias 27, 28 e 29/11/2026, na cidade de São Paulo. Na pauta: 1.Balanço das eleições 2026 e desafios do PT no próximo período. 2.Plano de trabalho da AE. 3.Eleição da direção nacional e da comissão de ética nacional. A direção nacional da AE divulgará, até o dia 30 de outubro de 2026, um projeto de resolução para cada um dos pontos da pauta do XI Congresso. O XI Congresso da AE será composto por delegações eleitas nos Congressos de base, que devem realizar-se entre os dias 31 de outubro de 2026 e 25 de novembro de 2026. O regulamento do Congresso está disponível no OM 542.

No XI Congresso estará à venda a Agenda 2027 da AE, que terá como tema de capa o presidente Lula.

Ainda em 2026, faremos mais duas reuniões da direção nacional da AE: dia 29/11 e dia 13/12.

A partir do XI Congresso, retomaremos a visita às cidades onde tivemos melhor desempenho no PED 2025. 

Reiteramos a necessidade de, durante a campanha, continuar o processo de filiação de militantes na AE, bem como a cobrança da contribuição militante.

Seguiremos fazendo a atualização diária do site Página 13 (aos cuidados de Jakoby), a postagem diária nas redes sociais (aos cuidados de Alana), publicação semanal do Podcast (aos cuidados de Jakoby), a publicação mensal do Página 13 (aos cuidados de Valter), a publicação da revista Esquerda Petista (neste caso em dezembro-janeiro de 2026, aos cuidados de Valter e Suelen), a publicação da Agenda 2027 (aos cuidados de Emílio e Valter), a publicação de livros (Manual Militante, resoluções sindicais e resoluções dos congressos da AE), e a publicação sempre que necessário do Orientação Militante (aos cuidados de Valter e Jakoby).

Reiteramos que a próxima jornada nacional de formação política será realizada em janeiro de 2027, na cidade de Contagem (Minas Gerais). Cada estado deve enviar dois militantes para participar da jornada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

grandpashabettotem casinogoley90eskort marmarissahabettaraftarium24taraftarium24taraftarium24betpuantaraftarium24ligobetstarzbetbursa escortselcuksportstaraftarium24taraftarium24taraftarium24taraftarium24porno sitesigrandpashabetgrandpashabetporno sitesiGrandpashabethttps://mail.pbidde.org/grandpashabetgrandpashabetchild pornporno sitesiextrabetgrandpashabet girişsekabetjustin tvparmabet girişparmabetstarzbetkopazarnakitbahisstarzbetmatadorbetmatadorbetcasibomjojobetcasibomcasibom girişbetmoonjojobetchild pornstarzbetpashagamingroyalbet girişsüperbet girişbetasus girişjojobetchild pornchild pornporno sitesibetgrayjojobettlcasinobetpuan girişcashwin girişbetpuanholiganbetgrandpashabetvdcasinomatbetpusulabetgrandpashabetcashwinbetbey giriştambet girişbetbeytambetbetgit girişgrandpashabetmarsbahismatbetholiganbet girişbetgitholiganbetgrandpashabet girişgrandpashabetbetasus girişbetbeysekabetgrandpashabet girişimajbetpusulabetvdcasinomatbet girişsekabet girişvdcasino girişDeneme Bonusu Veren SitelerGrandpashabet Güncel GirişCasibomBetcio imajbet1winbetpuancashwinbetbeytambetbetgit girişholiganbet girişgrandpashabet güncel girişbahiscasinosekabetmarsbahisJojobet GirişMarsbahis GirişCasibommarsbahisCasibomCasibom Girişjojobetholiganbetmarsbahisporno izlejojobet girişjojobet girişjojobetJojobet Jojobet GirişJojobetholiganbetmarsbahis girişbahiscasino giriş