Prisão para os golpistas

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Prisão para os golpistas

A direção nacional da tendência petista Articulação de Esquerda, reunida emergencialmente na noite deste domingo 8 de janeiro, aprovou a seguinte resolução acerca das medidas que devemos tomar contra a ofensiva golpista. 

1.O ataque da extrema-direita aos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, ataque ocorrido neste domingo 8 de janeiro, não foi um ato espontâneo, nem inesperado.

2.No dia 12 de dezembro de 2022, após a diplomação de Lula, a extrema direita já havia promovido um quebra-quebra na cidade de Brasília, contando com a cumplicidade do ainda presidente da República, do governo do Distrito Federal, de setores das forças armadas e das polícias. Além desse precedente, nos últimos dias as redes (anti)sociais da extrema-direita foram tomadas por mensagens arregimentando pessoas para vir a Brasília. Nos dois casos, assistimos a uma operação de guerra, financiada por empresários, coordenada por uma aliança cívico-militar e perpetrado por alguns milhares de neofascistas, que vêm usando o acampamento defronte ao Quartel General do Exército como base de operações.

3.Frente aos acontecimentos, o presidente Lula decretou intervenção federal na segurança pública do governo do DF. Manifestamos nosso total apoio a esta medida, bem como a promessa de que os responsáveis serão punidos, o que inclui o governador e o secretário de segurança do Distrito Federal.

4.Ademais, é preciso processar, julgar e punir quem financia as caravanas e os acampamentos; quem, por ação ou omissão, facilitou o acesso da extrema direita à Esplanada; quem invadiu e depredou os três palácios. Aliás, registre-se: de depredação, o bolsonarismo entende, como se viu no caso do Palácio da Alvorada.

5.Propomos, também, uma revisão completa dos protocolos de segurança e inteligência do governo federal, pois é óbvio que não passaram no teste.

6.Se todo mundo sabia das intenções golpistas, por que nada foi feito preventivamente? Se eleitores foram barrados no segundo turno, pela PRF bolsonarista, por que ônibus cheios de golpistas puderam passar? Por que os golpistas conseguiram penetrar nos palácios com tanta facilidade? Por quais motivos a Polícia do Exército (presente no Palácio do Planalto) e as demais forças policiais demoraram tanto para agir? Por que a Força de Segurança Nacional não estava de prontidão, conforme prometido? Se todo mundo sabia que os acampamentos eram a base de operações dos golpistas, por que não foram desmontados?

7.Propomos a imediata demissão do ministro José Múcio Monteiro e do comandante do Exército, que vêm acobertando a existência de acampamentos de extrema direita defronte a quarteis do exército por todo o país. O ministro da Defesa chegou a dizer que os acampamento eram manifestações democráticas, que iriam se esvaziar naturalmente. O acampamento golpista em Brasília deve ser imediatamente dissolvido, assim como devem ser dissolvidos os acampamentos existentes em outras cidades do país.

8.Não há como deixar de referir-se à diferença de comportamento que certas forças policiais exibem, quando se trata de lidar com manifestações da extrema-direita, totalmente diferente do modus operandi adotado frente aos movimentos de esquerda e às comunidades pobres, pretas e periféricas. Os policiais que faltaram com seu dever devem ser tratados com o rigor da lei.

9.Embora seja necessário reprimir duramente a extrema-direita e embora seja indispensável julgar, condenar e punir os criminosos, nada disto é politicamente suficiente.

10.O ato da extrema-direita tem natureza política e precisa ser politicamente respondido. Aliás, é preciso reconhecer que, ao menos de momento, a extrema-direita atingiu seu objetivo.  Neste sentido, defendemos que a Comissão Executiva Nacional do PT endosse a proposta de realizar, em Brasília, uma manifestação nacional em defesa da democracia. Atos com o mesmo objetivo começarão a ser realizados já a partir desta segunda-feira, 9 de janeiro, em todas as cidades e estados.

11.É o povo nas ruas e nas praças que é capaz de defender as liberdades democráticas e defender o próprio povo. E a mobilização popular precisará ser intensa e permanente. Até porque a extrema-direita já está realizando e convocando novos atos, inclusive com cortes de estradas e avenidas.

12.Por fim, os acontecimentos de 8 de janeiro são mais uma prova de que o caminho da pacificação do país passa pelo julgamento e prisão dos criminosos, a começar por Jair Bolsonaro e todos os civis e militares que foram cúmplices de seu governo genocida.

 

 

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