Balanço proporcionais – Nereu Piovesan

Balanço proporcionais – Nereu Piovesan

Balanço proporcionais – Nereu Piovesan

Balanço proporcionais – Nereu Piovesan

Por Nereu Piovesan (*)

Estamos diante de um dos maiores desafios da história da democracia brasileira. Ao longo do período que vivemos, desde a abertura democrática, é a primeira vez que assistimos ao presidente da república atacar a democracia em atos públicos e lives semanais. Tal situação se repete sistematicamente desde seus primeiros dias de governo, em 2019.

No entanto, estamos em um cenário bastante distinto da eleição de 2018. Participar do processo eleitoral com Lula como candidato agregou mais de 25 milhões de votos e uma pluralidade de forças políticas que transformou Lula como o favorito e único capaz de fazer a defesa da democracia.

Lula chega ao segundo turno com alguma vantagem pela liderança que vem exercendo sobre um amplo espectro político nacional e internacional. Todos nós, apoiadores de Lula, temos um grande desafio de vencer a eleição, com Lula Presidente, e fazer o Brasil feliz de novo.

O primeiro turno tem suas peculiaridades, em que o processo eleitoral é mais amplo, no entanto vale recompor a caminhada para acertar o passo no segundo turno, tal como a maioria da comunidade palmeirense fez no primeiro.

A participação que tive na campanha no primeiro turno iniciou antes mesmo do período eleitoral, pois o que determinou tal envolvimento foi a posição de lideranças políticas organizadas em torno da comunidade de Palmeira das Missões, no interior do Rio Grande do Sul.

Foi a partir da mobilização política da cidade e posteriormente da região que participei como candidato a deputado federal, que me colocou ao lado das comunidades dos movimentos sociais, com a adesão e apoio de lideranças importantes do Movimento Sem Terra (MST), de lideranças do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e de personalidades com ressonância política em todos os cantos do Rio Grande do Sul.

A ação da nossa campanha incidiu sobre uma região com pouca densidade populacional, mas com larga tradição gaúcha, onde nasceram movimentos sociais importantes, tais como o MST e o MPA. No entanto, a cidade tem tido uma participação mais modesta na política da região e estávamos dispostos a lutar pela retomada do protagonismo político de Palmeira da Missões na região e em todo o Rio Grande do Sul.

Levamos Lula, Edegar Pretto e Olívio para todas as frentes em nossa campanha. Percorremos praticamente todas as regiões, em diversos municípios gaúchos. Na medida em que a campanha crescia e ganhava novos apoiadores, tornava-se mais evidente a falta de recursos para manter o trabalho, principalmente na reta final.

Essa constatação torna ainda mais dramática e difícil a aceitação dos resultados da votação de Edegar Pretto, que precisava 0,4% de votos após ter crescido cerca de 9% nos últimos dias da campanha, neste primeiro turno. Nossa campanha estava em amplo crescimento, mas encontramos sérios limites de recursos.

O mesmo problema acabou inviabilizando a candidatura do companheiro Tarcísio Zimmermann, que após a desistência aderiu a nossa campanha me levando para a região do Vale do Sinos e Vale do Sapateiro. Nessa etapa da campanha, a cada momento surgiam mais evidências de que a distribuição do fundo partidário precisa encontrar uma fórmula mais justa e proporcional. Tais métodos podem ter comprometido a participação de Pretto no segundo turno, pois Lula e Olívio estavam gerando grande engajamento na campanha de Pretto.

Nessa caminhada conquistamos 10.682 votos, com muita organização e determinação na campanha. Além das questões econômicas, o tempo de campanha e o modelo eleitoral adotado acabou favorecendo quem já possui um mandato ou cargo político. O encurtamento do tempo tornou ainda mais difícil a renovação política, principalmente se partir das cidades com menor demografia.

Os resultados no primeiro turno também mostraram a qualidade política dos cidadãos de Palmeira das Missões, onde fui o deputado mais votado e Lula, Edegar Pretto e Olívio Dutra venceram as eleições. Agora, no segundo turno, que o entusiasmo dos palmeirenses contagie todo o Brasil e vamos lutar pela democracia e eleger Lula Presidente.

(*) Nereu Piovesan foi candidato a deputado Federal PT/RS

 

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